A semana vai começar com greve dos comboios

O tribunal arbitral considerou hoje que a greve dos maquinistas ferroviários, que começa às 12:00 de segunda-feira, não justifica a definição de serviços mínimos além dos que previstos na lei geral do trabalho.

A arbitragem obrigatória, assegurada pelo Conselho Económico e Social (CES), determinou apenas que devem ser assegurados comboios de socorro no dia da greve, que termina às 12:00 de terça-feira, e que os comboios que tenham iniciado a marcha antes do início da paralisação devem chegar ao seu destino.

Relativamente ao transporte de mercadorias, os três árbitros consideraram que devem ser assegurados os transportes de amoníaco e outras matérias perigosas ou perecíveis.

Os árbitros reconheceram que a greve em empresas de transportes como a CP — Comboios de Portugal e a Medway podem pôr em causa a satisfação de necessidades sociais impreteríveis, como define o Código do Trabalho, mas consideraram que o direito dos passageiros à circulação não justifica “um absoluto direito de se movimentar nas circulações da CP em dia de greve”.

“Tal seria manifestamente exagerado, desadequado, e podia até ser desnecessário”, diz o acórdão, que lembra que as pessoas podem usar outros transportes públicos ou privados.

Os maquinistas do setor ferroviário vão fazer greve entre as 12:00 de dia 16 e a mesma hora de dia 17 em defesa de direitos sociais e laborais e de mais e melhor segurança na circulação de comboios.

Os maquinistas reivindicam o cumprimento das regras e regulamentos de segurança e que a Infraestruturas de Portugal (IP) assegure a circulação de comboios em condições de segurança, nomeadamente com a colocação de avisos e sinais de limite e restrição temporária de velocidade.

Segundo o Sindicato dos Maquinistas (SMAQ), que emitiu o pré-aviso de greve, esta é uma reivindicação com mais de dois anos, que foi reafirmada em agosto de 2017, mas que não tem tido resposta.

O sindicato pretende também a atualização e uniformização das regras e regulamentação em todas as empresas que operam no setor ferroviário, para evitar desfasamentos que podem pôr em causa a segurança na circulação ferroviária e diferenças na qualificação profissional dos maquinistas.

A transposição urgente de diretivas e regulamentos europeus sobre certificação dos maquinistas por todas as operadoras ferroviárias é outra das reivindicações em causa.

O SMAQ defende o direito efetivo à contratação coletiva, nomeadamente em empresas que o têm contestado, como a Fertagus e a Takargo, e a criação de um regime de reforma específico para os maquinistas, considerando ser uma profissão de desgaste rápido.

A proibição da contratação de maquinistas reformados em regime de prestação de serviços por empresas de transporte de mercadorias é outra das medidas reivindicadas pelo SMAQ, que lembra que a regra impede a condução de comboios por maquinistas com mais de 65 anos, embora existam muitos a trabalhar com 66 anos.

O sindicato reivindica ainda que o Governo modernize o caminho de ferro, com investimento na infraestrutura e no material circulante (comboios), e que seja concretizado um plano de admissão e formação de maquinistas, para permitir a reforma dos que têm mais de 60 anos.

Famalicão: Trio assalta Residência Paroquial e Sede dos Escuteiros em Requião

A Residência Paroquial e a Sede dos Escuteiros em Requião, Famalicão, foram assaltados no início da semana.

Ao que a Cidade Hoje apurou, os crimes foram levados a cabo um grupo de três pessoas, que acabaram por ser filmadas pelos sistemas de segurança.

A situação foi comunicada à GNR que já tem em sua posse as imagens.

Não foram revelados que tipo de materiais e objetos foram levados pelos assaltantes.

Sismo sentido na região

Um sismo de magnitude 2,1 foi sentido na noite deste sábado em vários pontos da região.

Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), o abalo aconteceu às 21h10 e teve epicentro a cerca de seis quilómetros a oeste de Paços de Ferreira.

Na internet há relatos do abalo ter sido sentido em concelhos como Trofa, Santo Tirso, Porto, Ermesinde e Vila das Aves. Não há registo de feridos nem de danos materiais.

Famalicão: Gustavo Sá vendido para Inglaterra por 20 milhões

O médio criativo do FC Famalicão vai jogar West Ham numa venda de 20 milhões de euros, a maior transferência de sempre do clube. Gustavo Sá, de 21 anos, vai ser treinado pelo também português Nuno Espírito Santo.
O jovem internacional sub-21, fecha, assim, uma longa ligação ao Famalicão – chegou em 2018/19 para os sub-15 – com 120 jogos oficiais, 12 golos e 15 assistências pela equipa principal, pela qual se estreou em 2022/23.

O West Ham vai disputar o Championship, segundo escalão inglês. Já o Famalicão, de Hugo Oliveira, fica sem um dos seus principais e melhores jogadores, capitão e uma referência dos adeptos.

Gustavo Sá foi sempre apontado como o jogador “made in” Famalicão, pelo trajeto que fez no clube. A sua saída foi “anunciada” várias vezes e até um contrato das arábias Gustavo Sá declinou.

Famalicão: Depois de receber alta, utente regressa ao hospital para doar material

O Hospital de Famalicão recebeu, no decorrer da última semana, a doação de 50 almofadas por parte de um utente, que decidiu avançar com a iniciativa após uma experiência de internamento marcada pela falta deste equipamento.

O utente esteve internado durante oito dias e refere que passou metade desse período sem almofada, situação que lhe provocou grande desconforto.

Depois de receber alta, contactou a administração da Unidade Local de Saúde do Médio Ave e, após obter autorização, entregou 50 almofadas no Serviço de Internamento da Urgência, com o objetivo de contribuir para o bem-estar de outros doentes.

Famalicão: Armindo Costa escreve a PSD e CDS a esclarecer posição sobre homenagem

Armindo Costa, ex-presidente da Câmara Municipal, em carta enviada a 26 de junho aos presidentes das concelhias do PSD e CDS, diz que a proposta apresentada pelo PS para atribuir o seu nome ao Parque da Devesa, foi com a sua autorização. «Honrou-me que o partido político derrotado nas eleições para a Câmara, tenha tido o gesto de, nos 50 anos do Poder Local, se lembrar do papel que, a par com o dr. Agostinho Fernandes, tivemos para a nossa terra». Deste modo, Armindo Costa considera «da mais elementar cortesia democrática» que a proposta fosse aceite, analisada e votada pelo executivo municipal, o que não tinha acontecido anteriormente.

Foi na reunião extraordinária desta sexta-feira, a pedido do PS, que a distinção aos dois ex-presidentes (Agostinho Fernandes e Armindo Costa) foi discutida e, depois, rejeitada com os votos contra da coligação PSD/CDS e teve a abstenção do CHEGA.

O presidente da Câmara Municipal explicou, em declarações aos jornalistas, que nada o move contra estes dois ex-presidentes de Câmara; considera mesmo que Armindo Costa «foi um grande presidente» e que deixou um legado que foi seguido por Paulo Cunha e por ele próprio, Mário Passos. Esta coligação que governa a Câmara, apresentou uma outra proposta, na mesma reunião, para um homenagem a todos os ex-presidentes que exerceram cargo ao longo dos últimos 50 anos. Este tributo, que foi aprovado (também com o voto favorável do CHEGA) será acompanhado por outras iniciativas, incluindo uma escultura.

Na mesma carta enviada aos dois partidos, Armindo Costa avisa que não dá o seu «consentimento a qualquer outra proposta alternativa que inclua o seu nome», acrescentando que essa aceitação «seria uma enorme hipocrisia para quem a propõe, ou para quem a aceite». Na missiva desabafa que sente «imenso desconforto» pelo seu nome e o seu trabalho, incluindo o das equipas que liderou, «serem arrastados para a praça pública», pelos partidos e pelo executivo municipal liderado por Mário Passos, também eleito com o apoio da coligação Mais Ação, Mais Famalicão (PSD/CDS).

A rejeição da homenagem proposta pelo PS foi, também, em sentido contrário à avaliação feita pelo partido liderado por Paulo Reis que pedia a aprovação. Sobre este desacordo, Mário Passos referiu aos jornalistas que não receia qualquer possibilidade de retirada de confiança política, alegando que governa «para o bem-estar e progresso dos famalicenses», notando que está em curso «o maior investimento público de sempre no concelho, no valor de 90 milhões de euros».

Para a rejeição da proposta que visava a homenagem a Armindo Costa e Agostinho Fernandes (atribuição do nome à Casa das Artes), o executivo apresentou uma Declaração de Voto. Na mesma é referido que não podem ser comparados os mandatos de Agostinho, que deixou «um município endividado», com os de Armindo Costa, guiados «pelo progresso e desenvolvimento». Também é aludido que os socialistas que hoje querem homenagear o ex-autarca, atribuindo ao Parque da Devesa o seu nome, é o mesmo que no passado e sobre o então projeto do parque verde, acusou o executivo da altura, de Armindo Costa, de promover «negociatas» e um «negócio ruinoso» entre outras objeções.

 

Famalicão tem cada vez menos desempregados e bate valores de há dois anos

O desemprego continua a descer em Vila Nova de Famalicão. De acordo com os dados mais recentes do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), o concelho registava, no balanço mais recente, do último mês de maio, um total de 3 667 desempregados, o valor mais baixo dos últimos dois anos.

Para encontrar um número inferior é preciso recuar a junho de 2024, altura em que estavam registadas 3 637 pessoas sem emprego. Desde então, o número de desempregados foi variando, mas nunca tinha voltado a atingir um valor tão baixo.

A maioria dos desempregados continua a ter experiência profissional. Dos 3 667 inscritos no IEFP, 3 453 já passaram pelo mercado de trabalho.

As mulheres continuam também a representar a maior fatia do desemprego no concelho. Dos desempregados registados, 2 232 são do sexo feminino, enquanto os restantes 1 435 são homens.