Alunos são obrigados a ter a câmara ligada

Nas aulas online, que arrancaram esta segunda-feira, os alunos são obrigados a ter a câmara ligada.

A informação foi confirmada ao ‘Expresso’ pelo Ministério da Educação, que explica que, «de acordo com a RCM [Resolução do Conselho de Ministros] e com pareceres da CNPD [Comissão Nacional de Proteção de Dados], os professores podem exigir que as câmaras estejam ligadas, dado estar-se em contexto de sala de aula, não havendo divulgação de imagens».

Contudo, só os pais podem dar o consentimento necessário para que os alunos tenham os dispositivos ligados.

Apesar desta regra, importa referir que nem todos os alunos têm acesso aos meios digitais para o exercício do ensino online, sobretudo câmaras. Por esse motivo, algumas escolas estão a enviar pedidos por escrito aos pais, para que confirmem se os filhos conseguem aceder a esta funcionalidade, «evitando falsas desculpas e precavendo as verdadeiras».

Sobre esta matéria, o presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares, Manuel António Pereira, indica que «se os alunos recusarem [ter o rosto visível], os professores podem marcar falta. Mas a abordagem não é essa», explica citado pelo ‘Expresso’.

Autoridades de saúde mundiais alertam para “ameaça” da gripe, covid e vírus respiratório

A Comissão Europeia e autoridades europeias e mundiais de saúde alertaram hoje que a covid-19 “continua a ser uma ameaça” na Europa, pedindo atuação quando a época da gripe arranca “precocemente” e o vírus sincicial respiratório circula crescentemente.

“A epidemia da época da gripe de 2022-2023 está a começar precocemente na região europeia, numa altura em que as preocupações sobre o vírus sincicial respiratório aumentam e a covid-19 continua a ser uma ameaça”, avisaram a comissária europeia da Saúde, Stella Kyriakides, o diretor regional da Organização Mundial da Saúde para a Europa, Hans Kluge, e a diretora do Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças, Andrea Ammon.

Vincando que a Europa “está atualmente a registar uma circulação crescente da gripe e do vírus sincicial respiratório”, os responsáveis assinalaram que, juntamente com a covid-19, estes vírus “deverão levar a um impacto elevado nos serviços de saúde e nas populações este inverno”.

“Isto sublinha a importância de os grupos vulneráveis serem vacinados contra a gripe e a contra a covid-19, bem como de todos se protegerem a si próprios e aos outros contra infeções”, alertaram Stella Kyriakides, Hans Kluge e Andrea Ammon.

Os três responsáveis observaram que um número crescente de pessoas está a dar entrada nos hospitais europeus devido à gripe, com as admissões hospitalares a aumentar desde outubro, principalmente de pessoas com 55 anos ou mais, atualmente responsáveis por quase metade dos novos internamentos.

Também desde o mês passado se tem assistido a mais infeções com vírus sincicial respiratório, acrescentam.

De acordo com Stella Kyriakides, Hans Kluge e Andrea Ammon, verifica-se ao momento tempo circulação de diferentes tipos de gripe — A e B — “em diferentes partes da região”, nomeadamente em crianças em idade escolar.

No que toca à pandemia, “as taxas de casos covid-19, internamentos em hospitais e unidades de cuidados intensivos e as taxas de mortalidade são atualmente baixas em comparação com os últimos 12 meses, mas esta situação pode mudar à medida que surgirem novas variantes e a doença continua a pressionar os recursos dos cuidados de saúde”, adiantaram.

“Perante isto, não podemos dar-nos ao luxo de nos tornarmos complacentes”, exortaram os três responsáveis da tutela da saúde, pedindo um reforço dos programas de vacinação e das medidas de preparação em toda a região, que, além da vacinação, passam por proteção pessoal, com lavagem frequente das mãos, utilização de máscara e distanciamento.

“Só estando preparados, mantendo-nos vigilantes e continuando a fazer o que sabemos funcionar, conseguiremos superar o desafio deste inverno”, concluíram Stella Kyriakides, Hans Kluge e Andrea Ammon.

Abusos, urgências ou inflação? Já pode votar na Palavra do Ano 2022

A lista das dez palavras foi elaborada pela Porto Editora, “através das sugestões recebidas no ‘site’ da iniciativa, das pesquisas dos utilizadores feitas no Dicionário da Língua Portuguesa, em www.infopedia.pt e do trabalho permanente de observação e acompanhamento da realidade da língua portuguesa”, esclarece a Porto Editora.

A lista de candidatas “permite traçar um retrato dos acontecimentos que marcaram a vida coletiva do país”, argumenta a editora.

“A Igreja Católica constituiu uma comissão independente para investigar casos de abusos sexuais nas suas instituições, tendo já recebido mais de 400 denúncias”, daí a escolha da palavra “abusos”.

A segunda palavra candidata é “ciberataque”, justificada pelo facto de os “ciberataques [terem alcançado] este ano uma dimensão sem precedentes e afetaram gravemente diversos organismos e empresas”.

Terceiro termo é “energia”, justificado pela “crise energética causada pela escassez e pela dificuldade de acesso a fontes de energia”, com “impacto na vida das famílias e das empresas”.

Guerra” é o quarto termo da lista de finalistas, devido à “invasão da Ucrânia pela Rússia [que] deu início ao maior conflito militar na Europa desde a Segunda Guerra Mundial [1939-1945]”.

A meio da tabela das palavras candidatas surge “inflação”. “A taxa de inflação superou largamente a dos anos anteriores, atingindo o valor mais elevado desde 1992”, argumenta a Porto Editora.

O sexto termo é “juros”, na medida em que “o aumento das taxas de juros está a fazer subir o valor das prestações dos empréstimos bancários, criando dificuldades às famílias e às empresas”.

Segue-se “nuclear”, face ao “risco de um desastre nuclear [que] tem estado na ordem do dia ao longo de 2022”.

“A morte da rainha Isabel II [que] terminou um dos mais longos reinados da história” justifica a escolha de mais uma palavra a concurso, “rainha”.

Entre as dez candidatas a “palavra do ano” estão ainda “seca” e “urgências” por, respetivamente, “em 2022, o país [ter enfrentado] uma das piores secas dos últimos 100 anos” e por terem sido “recorrentes os casos de urgências encerradas em hospitais de todo o país, em especial nos serviços de obstetrícia e pediatria”.

No ano passado, em Portugal foi eleita “palavra do ano” “vacina” que sucedeu a “saudade” (2020).

A escolha da “palavra do ano” 2002, em Angola começa também hoje, em www.palavradoano.co.ao.

O grupo de dez palavras candidatas inclui “alternância”, numa alusão à “alternância governativa” em Luanda, “cesta”, numa referência ao “encarecimento dos produtos da cesta básica” e ainda “covid”, devido às medidas de combate à pandemia, “Cuiar”, palavra justificada por, “apesar das contrariedades, os angolanos” conseguirem “sempre encontrar algo que está a cuiar”, que significa agradável.

A meio da tabela das candidatas está “eleições”, numa referência ao ato eleitoral deste ano, que deu a vitória ao MPLA com 51,17% dos votos.

Outros termos candidatos são “escalada”, justificado pela “escalada de preços [que] tem tido um forte impacto no dia-a-dia dos angolanos”, “fraude”, numa referência ao “combate à fraude, em especial à fraude fiscal, [que] tem sido uma das prioridades do governo”, “kumbu”, expressão angolana para se referir a dinheiro.

A lista de dez termos candidatos a “palavra do ano” em Angola, fecha com “mwangolé”, que significa “manter o otimismo e a boa disposição”, e “oposição”, escolhida no âmbito do recente processo eleitoral, pelo aumento da sua margem de representação.

No ano passado, “a palavra do ano” foi “pandemia”.

A votação para “a palavra do ano” em Portugal e Angola termina no próximo dia 31 e a palavra vencedora é anunciada nas primeiras semanas de janeiro de 2023.

Prestação da casa sobe entre 108 e 251 euros em dezembro

Um cliente com um empréstimo no valor de 150 mil euros, a 30 anos, indexado à Euribor a seis meses e com um ‘spread’ (margem de lucro do banco) de 1%, passa a pagar a partir de agora 658,67 euros, o que traduz uma subida de 186,07 euros face à última revisão em junho e acima do agravamento de 170,83 euros de quem teve o contrato revisto em novembro.

Já no caso de um empréstimo nas mesmas condições (valor e prazo de amortização), mas indexado à Euribor a três meses, o cliente passa a pagar 618,34 euros, mais 108,18 euros.

Também aqui se verifica um agravamento em cerca de oito euros na prestação face aos contratos com as mesmas características cuja prestação renovou em novembro.

Estes valores foram calculados tendo em conta as médias da Euribor no mês de novembro de 2,321% a seis meses e de 1,825% a três meses.

Já nos empréstimos indexados à Euribor a 12 meses, a prestação da casa — para um empréstimo nas condições referidas — será de 701,33 euros a partir deste mês de dezembro, um agravamento de 251,69 euros face ao que pagava desde dezembro de 2021. Neste caso, o valor foi calculado tendo em conta a média da Euribor a 12 meses em novembro e que foi de 2,828%.

A evolução das taxas de juro Euribor está intimamente ligada às subidas ou descidas das taxas de juro diretoras BCE.

Após vários anos em terreno negativo, as Euribor começaram a subir mais significativamente desde 04 de fevereiro, depois de o Banco Central Europeu (BCE) ter admitido que poderia subir as taxas de juro diretoras este ano devido ao aumento da inflação na zona euro.

De então para cá o BCE já aumentou as taxas diretoras por três vezes, a primeira das quais em julho, sendo este o primeiro agravamento em 11 anos.

A taxa Euribor a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação esteve negativa durante seis anos e sete meses (entre 06 de novembro de 2015 e 03 de junho de 2022).

Já a Euribor a três meses entrou em 14 de julho em terreno positivo pela primeira vez desde abril de 2015.

A Euribor a 12 meses ficou negativa em 05 de fevereiro de 2016, estando positiva desde 21 de abril.

As taxas Euribor são o principal indexante em Portugal nos contratos bancários que financiam a compra de casa. A Euribor a seis meses é a mais usada, seguida da taxa a três meses.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 57 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

Perante o agravamento do custo com os créditos à habitação, o Governo aprovou um diploma que enquadra as condições em que os bancos devem propor aos clientes uma renegociação do crédito de forma a evitar situações de incumprimento. As medidas vigoram entre 26 de novembro de 2022 e o final de 2023.

No âmbito deste pacote de medidas é ainda suspensa a cobrança de comissões aos clientes que pretendam amortizar o empréstimo em parte ou na totalidade.

Maia: Estudante é hospitalizada depois de colega de 15 anos lhe ter atirado telemóvel à cabeça

Uma estudante da Escola Básica e Secundária de Águas Santas, na Maia, foi hospitalizada, esta quarta-feira.

Segundo a imprensa nacional, a jovem terá sido agredida na cabeça com um telemóvel, por uma colega de 15 anos, na sequência de um desentendimento.

A jovem ferida ficou com um corte na cabeça e teve que ser socorrida no local pelo INEM, antes de ser transportada para o Hospital de S.João, no Porto.

A PSP tomou conta da ocorrência.

Funcionários do Pingo Doce vão receber extra de 350 euros neste início de dezembro

A empresa detentora das marcas Pingo Doce e Recheio vai, uma vez mais, atribuir um apoio extra aos seus colaboradores.

Segundo o jornal ECO, o Grupo Jerónimo Martins prepara-se para dar 350 euros aos seus 25 mil funcionários, já no início deste mês de dezembro. A medida surge como mais uma forma de combater o aumento do custo de vida em Portugal.

A oferta abrange todos os colaboradores, sendo que aqueles que trabalham em regime de part-time receberão metade do valor anunciado.

Para o próximo ano, o grupo já fez saber que está a preparar um aumento de salário, sem para já revelar valores.

Marcelo agradece a ciganos que “deram a vida pela independência” e lamenta discriminação

“Ao lembrar tantos portugueses, de tantas origens, que se envolveram no movimento revolucionário, o Presidente da República quer lembrar também os portugueses de etnia cigana que, como reconheceu então o próprio Rei D. João IV, deram a vida pela nossa independência nacional”, escreveu Marcelo Rebelo de Sousa, numa mensagem evocativa do Dia da Restauração da Independência que hoje se assinala.

Na mensagem em que saúda o dia “em que valorosos guerreiros nos deram livre a Nação”, o chefe de Estado destaca o ‘cavaleiro fidalgo’ Jerónimo da Costa e muitos dos duzentos e cinquenta outros ciganos que serviram nas fronteiras e tombaram por Portugal.

“Portugal lembra-os, presta-lhes homenagem e exprime a sua gratidão. Este dever de memória é de elementar justiça e rompe com tanto esquecimento e discriminação de que os ciganos têm, infelizmente, sido alvo no nosso país”.

O Presidente da República, que hoje de manhã preside à sessão evocativa do Dia da Restauração, na Praça dos Restauradores, em Lisboa, sublinhou ainda na mensagem o 01 de dezembro como “um dia importante e significativo da História de Portugal, em que o povo português recuperou a sua independência, num movimento no qual, com os conjurados de 40, muitos se implicaram, descontentes com a situação do país, aquém e além-mar, e com as suas condições de vida”.

O dia 1 de dezembro assinala o golpe revolucionário de 1640 que acabou com o domínio da dinastia Filipina sobre Portugal, retirando o país da alçada espanhola e colocando no trono D. João IV.