
A subida do preço dos combustíveis pode vir a refletir-se no custo do cabaz alimentar, mas o impacto ainda não é imediato. A associação de defesa do consumidor DECO diz que os efeitos só deverão começar a notar-se nas próximas semanas.
Em declarações à SIC, o porta-voz da DECO explica que o preço dos combustíveis influencia toda a cadeia de distribuição. Nuno Figueiredo afirma que se trata de “uma cascata de acontecimentos”, lembrando que os combustíveis são essenciais para transportar os produtos até ao consumidor.
Também o setor da distribuição admite que os aumentos podem demorar algum tempo a chegar aos supermercados, mas que poderão tornar-se visíveis dentro de um ou dois meses se a tendência se mantiver.
Entretanto, o cabaz alimentar já atingiu um dos valores mais altos dos últimos anos. De acordo com a monitorização da DECO, ronda atualmente os 253 euros, cerca de 70 euros acima do valor registado em 2022.
A associação alerta ainda que outros fatores, como o mau tempo recente, podem vir a pressionar os preços nas próximas semanas. Caso os alimentos continuem a subir, isso poderá também contribuir para um aumento da inflação e influenciar futuras decisões do Banco Central Europeu sobre as taxas de juro.




















