Ao longo de sete meses, o projeto CLDS 5G (Contratos Locais de Desenvolvimento Social de 5.ª Geração) Ser Feliz em Famalicão acompanhou 110 pessoas, com o objetivo de as capacitar na procura ativa de emprego, através de oficinas de mentoria com temas como autoconhecimento, liderança, literacia financeira e marketing pessoal.
Deste grupo, 17 pessoas arranjaram emprego e 12 estão a ser acompanhadas de forma individual para a criação das suas empresas.
Refira-se que dos beneficiários acompanhados, a maioria enfrenta desafios significativos no mercado de trabalho, uma vez que 63 pessoas encontram-se em situação de desemprego de longa duração.
Recorde-se que o CLDS 5G, que arrancou em Vila Nova de Famalicão a 2 de maio do ano passado e estende-se até dezembro de 2028, tem como parceiros a Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão e a Engenho – Associação de Desenvolvimento Local do Vale do Este, que foi convidada para assumir o papel de Entidade Coordenadora Local da Parceria.
A coordenadora do projeto, Ana Carvalho, explica que a «intervenção é feita de forma individualizada, o que permite dar passos no âmbito da inclusão social e capacitação da comunidade em situação de vulnerabilidade social neste concelho».
Sobre os resultados apresentados, o presidente da Engenho, Manuel Araújo, considera que são muito satisfatórios, «pois contribuem para reforçar a coesão social e desenvolver uma cultura solidária de proximidade a favor do outro, do mais necessitado que precisa de apoio, orientação e meios para tornar a pessoa mais realizada no seu viver e nos seus projetos». Já sobre o CLDS, diz que «não é mais do que um compromisso coletivo que envolve e mobiliza os atores e parceiros das comunidades locais em dinâmicas e projetos centrados nas pessoas em situação ou risco de vulnerabilidade».
O presidente da Câmara de Vila Nova de Famalicão, Mário Passos, classifica o projeto CLDS 5G como «muito importante, desde logo, porque permite implementar no território um conjunto de atividades e iniciativas que promovem a inclusão social dos cidadãos, através da qualificação, da formação e da capacitação, contribuindo para o aumento da empregabilidade e dessa forma para o combate a situações de pobreza e exclusão social». Acrescenta que «é um programa que não deixa ninguém para trás, num trabalho em rede, feito com as Comissões Interfreguesias, o tecido empresarial e as instituições, de forma estruturada, para a partilha de conhecimento e a realização de intervenções eficientes junto dos cidadãos», frisa.
Acerca dos resultados, realça que «há 17 pessoas que foram integradas em ofertas de emprego e que estão a reescrever as suas histórias de vida, o que nos deixa muito satisfeitos».
O edil destaca que a Câmara Municipal e a Engenho funcionam «como pivôs do projeto, que se estende ao território neste trabalho em rede que envolve toda a comunidade e que, com partilha de conhecimento, dá resposta às necessidades das pessoas com os recursos do território».








