Megaoperação da GNR atinge Famalicão: 14 detidos por tráfico de droga

Catorze pessoas foram detidas na terça-feira numa operação da Guarda Nacional Republicana (GNR) contra o tráfico de droga, que decorreu em vários concelhos do Grande Porto e em Vila Nova de Famalicão, onde foram realizadas algumas das diligências.

Entre os detidos estão 12 homens e duas mulheres, na sequência de uma investigação que se prolongou durante cerca de dois anos, informou o Comando Metropolitano do Porto da GNR. A operação incluiu 22 buscas, maioritariamente em residências, mas também num estabelecimento de restauração e num armazém.

As autoridades apreenderam mais de cinco mil doses de haxixe, além de MDMA, cocaína, ecstasy, canábis, cetamina e cogumelos alucinogénios. Foram também apreendidos 10.741 euros em dinheiro, armas de fogo, balanças de precisão, viaturas e uma estufa destinada ao cultivo de canábis, entre outro material associado à atividade ilícita.

No decorrer da operação, quatro pessoas foram ainda constituídas arguidas por posse de droga.

Os detidos foram constituídos arguidos e o processo foi remetido ao Tribunal Judicial de Penafiel. A ação contou com o apoio de várias unidades da GNR e da Polícia de Segurança Pública (PSP), envolvendo meios de diferentes distritos da região Norte.

Famalicão: Câmara recusa que “efe” seja concorrência à comunicação social

O município de Famalicão reagiu às críticas sobre a sua publicação, designada “efe”, dizendo que resulta da reformulação do Boletim Municipal, uma publicação que era editada há anos. Acrescenta que já não é a primeira vez que acontecem mudanças.

No entanto, o município recusa que seja uma concorrência à imprensa local e regional, por quem, garante, «ter um enorme respeito e com quem tem mantido uma profícua colaboração institucional».

Desta vez, além da designação, porque de Boletim Municipal passa a “efe”, muda também o design e o formato, e o município reconhece também alterações ao nível do conteúdo. «Deixa de ser uma publicação centrada na atividade autárquica, para ser também um instrumento de valorização do território e dos seus protagonistas», menciona.

Para além disso, o município lembra que esta continua a ser uma publicação institucional, propriedade da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, tal como consta na ficha técnica da publicação.

Justiça espanhola volta a dar razão a jovens famalicenses: Não houve sexo forçado em hotel de Gijón

O Tribunal Superior das Astúrias confirmou, esta terça-feira, a absolvição dos quatro jovens de Braga e Vila Nova de Famalicão acusados de alegada violação coletiva em Espanha.

A decisão foi tomada no Palácio da Justiça de Oviedo e mantém o entendimento já assumido pelo Tribunal de Gijón, que em novembro de 2025 tinha ilibado os arguidos. Foi ainda rejeitado o pedido de nulidade do acórdão absolutório, apresentado pelo Ministério Público e pela representante legal das duas queixosas.

No acórdão, aprovado por unanimidade, os juízes da segunda instância consideram que a primeira decisão foi correta, defendendo que não ficou provada qualquer situação de sexo forçado. O coletivo reconhece que existiram relações sexuais entre os envolvidos, mas entende que foram consentidas pelas duas jovens espanholas, uma das Astúrias e outra do País Basco.

O caso remonta a julho de 2021 e envolve factos alegadamente ocorridos num hotel em Gijón. Dois dos principais arguidos chegaram a cumprir prisão preventiva, entre 26 de julho e 10 de setembro desse ano, no Centro Penitenciário das Astúrias, em Villabona.

Famalicão: Menino de 7 anos pediu a camisola ao árbitro… e ainda levou os cartões e a moeda

O Bernardo, de apenas 7 anos, atleta da formação do FC Famalicão, tem uma notória paixão pelo futebol e não esquece todos os protagonistas. Habitualmente, os adeptos exibem cartazes a pedir a camisola de um jogador, mas o Bernardo pediu a do árbitro André Narciso, que arbitrou o encontro desta segunda-feira, entre o FC Famalicão e o Casa Pia.
O menino, que sonha com o futebol e adora ver e analisar os lances dos jogos, para além da camisola autografada, recebeu de André Narciso os cartões e a moeda de saída de jogo.
André Narciso teve um bonito gesto e o Bernardo, feliz com a vitória do Famalicão, teve uma noite para mais tarde recordar.

Famalicão: Casa da Memória Viva avança com capacitação de pessoas com demência e seus cuidadores

A Casa da Memória Viva (CMV) tem abertas, até sábado, as candidaturas ao Programa de Mentoria de Cuidadores de Pessoas com Demência, intitulado “Vidas Partilhadas”. Tem capacidade para 16 participantes – oito cuidadores informais e outras tantas pessoas com demência por eles cuidadas, residentes no concelho de Famalicão.

A capacitação vai decorrer ao longo de 11 meses, entre 14 de março e 27 de fevereiro, nos Bombeiros Voluntários Famalicenses. Estão previstas 22 sessões, com periodicidade quinzenal, quase sempre ao sábado, às 15 horas. Em agosto haverá uma interrupção. As ações para cuidadores e pessoas com demência vão decorrer em paralelo.

Entre outros, nas sessões para cuidadores serão abordados temas como identidade e direitos legais, comunicação, planeamento de cuidados, estimulação cognitiva, nutrição e disfagia, ocupação e participação na vida social, redes de apoio, conforto e bem-estar (incluindo autocuidado). Já para as pessoas que vivem com demência, está contemplada a expressão artística, a musicoterapia, a leitura, a escrita e a criação literária, jogos e exercícios de motricidade, entre outros.

A direção técnica do programa é coordenada pela terapeuta ocupacional Cristiana Sousa, profissional com vasta experiência na prestação de cuidados hospitalares e domiciliários a pessoas com demência.

A apresentação da iniciativa decorreu no passado sábado, no auditório da Junta da União de Freguesias de Famalicão/Calendário, e contou com a participação do vereador das Freguesias e Economia e Empreendedorismo da Câmara Municipal, Augusto Lima, em representação do município. No final, o autarca afirmou que «estamos perante um projeto de inovação social que tem tudo para fazer a diferença na vida dos cuidadores e das pessoas cuidadas que nele se envolverem».

Para Carlos Sousa, presidente da direção da associação promotora, este «é um programa estruturado de aprendizagem e desenvolvimento de competências pessoais para cuidadores informais centrado na pessoa que vive com demência». E fio pensão, acrescentou, «tendo em conta a situação vivida no concelho nesta área e os pedidos de suporte que cuidadores e famílias nos vão fazendo».

A iniciativa resulta de uma parceria entre a CMV e a LembrArte – Equipa Terapêutica de Apoio à Demência, com um leque de profissionais de saúde.

Segundo a organização, o orçamento global do programa ascende a quase cinco mil euros e, no essencial, é viabilizado pelas quotas dos associados, pela venda da serigrafia evocativa dos 50 anos do ‘Verão Quente’ de 1975 que a associação editou no ano passado e de mecenas”.

Inscrições através de formulário em papel na sede da CMV, sita na Rua de S. João de Deus, 116 – 2.º sala 3 (edifício da loja dos CTT de Famalicão), nesta quarta-feira, dia 25, ou fá-lo por via digital, submetendo o formulário disponível em https://forms.gle/FNeNXvgp1cSXwAU87. O custo de participação é de 100 euros, os associados pagam metade.

Recorde-se que a Casa da Memória Viva foi criada em maior de 2019, com o objetivo de salvaguardar e valorizar a memória na, da e pela comunidade famalicense. Tem privilegiado ações de sensibilização e informação sobre prevenção e impactos das formas mais comuns de demência; trabalhar a capacitação de cuidadores e familiares de pessoas com défice cognitivo; pugna, também, pela salvaguarda e valorização da memória identitária de Famalicão.