Esta quarta-feira, dia 25 de agosto, os produtores de leite reuniram-se junto aos armazéns do Lidl, em Ribeirão, e manifestaram por «20 anos sem atualização do preço do leite pago ao produtor». Em forma de protesto, mais de cerca de 100 tratores, saíram, em marcha lenta, em direção à N14, e passaram pelo Lidl, Mercadona, Minipreço, Intermarché, Continete e Pingo Doce, deixando «caixões que simbolizam a morte do setor produtivo de leite em Portugal» nas diferentes cadeias de distribuição.
Jorge Oliveira, presidente da Associação dos Produtores de Leite de Portugal, explicou que os protestos surgem para alertar «a grande distribuição para os preços que estão a praticar e que estão a asfixiar a produção». «Não é possível estarem a vender leite a 43 cêntimos e isso repercute na produção. Nós estamos com margens negativas», admitiu. «É preciso aumentar o valor do leite mais cinco cêntimos ao consumidor final, para que esses cinco cêntimos cheguem até nós».
A nível continental, os produtores vendem o leite a 32 cêntimos, sem IVA, sendo que este está a ser vendido a 43 cêntimos, com IVA. «Ninguém está a ganhar dinheiro, pelo contrário estão a matar-se uns aos outros», explicou Jorge Oliveira. «Se pararem com as promoções e se o leite for vendido a 50 cêntimos ao consumidor final, não é quase nada para o consumidor, mas faz muito a diferença para o produtor».









