Proibição da caça à rola-comum “só peca por tardia”, diz associação ambientalista Zero

Apesar de considerar a adoção desta medida “mais do que sensata” para a proteção da espécie, a Zero lamenta, em comunicado, que tenha sido tomada com “um considerável atraso” por parte do Ministério do Ambiente e Ação Climática.

O Ministério do Ambiente teve que “lidar com a necessidade urgente de proibir a caça à espécie antes da abertura da época venatória”, que seria no próximo domingo, “uma vez que já se sabia desde início de abril que as Comunidades Autónomas espanholas estavam a adotar a recomendação da Comissão Europeia” neste sentido, refere a Zero.

A portaria que proíbe a caça à rola acabou por ser publicada “somente a 2 de agosto”, depois de ter sido publicado em 10 de maio um despacho relativo ao calendário venatório para a época 2021/2022, onde a caça a esta espécie ainda estava contemplada, o que, para os ambientalistas, “revela alguma desorientação face à gestão das espécies cinegéticas”.

Defendem ainda que estas situações não podem ocorrer “sem que haja uma justificação pública para o atraso na publicação de um documento legislativo”, que já há muito deveria ter sido assumido pelo Governo português.

O seu anúncio, sustentam, “apesar de informalmente conhecido pelas partes, nomeadamente pelas associações de caçadores, deve ser objeto de um aviso atempado”.

A Zero adianta que a Comissão Europeia, numa notificação feita à França e à Espanha, mencionou “os níveis de captura insustentáveis da espécie”, situação que obrigou à definição de uma quota de zero aves abatidas durante quatro anos, decisão que poderá ser revertida em função da evolução dos efetivos populacionais.

“Perante este cenário no país vizinho, e tendo em conta o evidente fracasso das medidas de proteção já tomadas em Portugal, como a redução do número de dias de caça e dos quantitativos diários a abater, a proibição da caça à rola-comum (…) a Zero só pode congratular-se com a decisão do Governo em estabelecer uma medida, ainda que temporária, de proteção à espécie”, salienta no comunicado.

Para a Zero, o Governo “seguiu inevitavelmente e bem” o exemplo de Espanha, que estabeleceu desde o início de abril uma moratória na caça à rola-comum (Streptopelia turtur).

Portugal já tinha reportado à Comissão Europeia o decréscimo populacional significativo destas aves nos últimos anos no Relatório de Implementação da Diretiva Aves, em outubro de 2019, (referente ao período 2013-2018).

O diploma do Governo destaca que esta medida de proteção está em linha com decisões semelhantes tomadas pelos países da União Europeia atravessados pela rota migratória ocidental desta espécie migratória, classificada com estatuto de “Vulnerável” (ameaçada) pela União Internacional da Conservação da Natureza.

Está “assim cumprida a condição essencial para que essa medida possa ter um impacto significativo sobre as populações de rola-comum”, sublinha o diploma.

A rola-comum é considerada uma espécie migratória com estatuto de “Vulnerável” (ameaçada) pela União Internacional da Conservação da Natureza.

Vídeo: Paulo Cunha dá as boas vindas a todos os famalicenses que regressam ao concelho para férias

O Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, recorreu às redes sociais para, num curto vídeo, dar as boas vindas a todos aqueles que neste mês de agosto visitam o concelho.

O autarca lembra que, apesar de ainda estarmos perante uma pandemia, existem muitas formas de aproveitar as férias com total segurança, sugerindo uma visita aos muitos parques e museus do território famalicense.

Famalicão: Zona florestal usada para depósito de peças de carros desmantelados

A zona florestal junto ao Parque Empresarial de Currelos, na freguesia de Jesufrei, está a ser usada como depósito de materiais de carros desmantelados.

O achado foi feito por um seguidor da Cidade Hoje nas redes sociais que, este fim de semana, decidiu fazer uma caminhada por esta zona verde.

Naquela zona é possível encontrar pára-choques, matrículas estrangeiras, borrachas, portas, entre outras peças de automóvel.

Barcelos: Um ferido grave e dois ligeiros em violento acidente na zona de Cristelo

Três pessoas ficaram feridas, uma com gravidade, na sequência de uma violenta colisão no lugar da aldeia, freguesia de Cristelo, em Barcelos.

Segundo o Diário do Minho, o acidente aconteceu cerca das 21h00 deste sábado, numa zona de curva. O ferido mais grave necessitou de ser desencarcerado e levado para o hospital de Braga.

Já os restantes feridos, duas crianças, foram transportadas para o hospital de Barcelos.

Investigador avisa para “uma ligeira onda” de covid-19 este mês com abertura do país

“Com a cessação de restrições é natural que aumente o número de contactos e havendo um maior número de contatos, a probabilidade de haver mais casos é maior”, disse à agência Lusa o matemático e professor da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

Carlos Antunes apontou o caso de Israel que já está a atingir quatro mil casos diários e era o país com maior cobertura vacinal.

“Nós sabemos que mesmo com a cobertura vacinal na ordem dos 60% ou mesmo até dos 70% completa, não nos garante que haja novas ondas”, disse o investigador, discordando dos que afirmam que já se está numa situação endémica da covid-19.

No seu entender, esta situação só será atingida quando o país tiver 85% da população com a vacinação completa e ainda está “um bocado longe” de atingir esse objetivo, previsto para o final de setembro.

“Até setembro, se nós não decidirmos confinar, mesmo que parcialmente ou aplicar medidas locais em alguns municípios, eu acredito que é possível haver ainda mais uma pequena vaga, com crescimento exponencial”, disse Carlos Antunes.

O investigador ressalvou que esta situação vai depender dos comportamentos das pessoas, lamentando as notícias de algumas situações de abuso em termos desrespeito pelas normas de saúde pública, que podem vir a aumentar.

“Se se verificar esse aumento ligeiro da incidência então é de esperar que a letalidade continue também a aumentar, embora com uma dimensão muito baixa”, observou.

Questionado se o levantamento das restrições foi cedo demais, Carlos Antunes afirmou que, do ponto de vista da análise de risco, é preciso assumir que existe risco para “os dois lados, económico e social, quando se toma uma decisão destas.

“Nós arriscamos e podemos ter um benefício económico em detrimento de uma situação mais grave na saúde pública, mas sem grande impacto em termos do serviço hospitalar”, explicou.

Nesse sentido, a sociedade está disposta a assumir esse risco, mas, afirmou, se o principal objetivo fosse “controlar completamente” a situação epidemiológica, ter sido “cedo demais aliviar as medidas de forma tão drástica, de acabar com tudo”.

Numa perspetiva mais global, Carlos Antunes considerou que o país atuou “na medida certa”, porque a população já tem alguma proteção vacinal que garante que, “apesar de haver algum aumento de internamentos, não é em número significativo, que possa pôr em causa em termos nacionais o funcionamento hospitalar”.

“Há espaço para podermos deixar um bocadinho mais a incidência aumentar, porque isso traduz-se numa menor prevalência hospitalar e em níveis que são perfeitamente geríveis e é nessa base que nós assumimos o risco de abrir (…) mas temos assumir que ao acabar completamente com as medidas de restrição de atividades e de horários que possa surgir novamente uma situação de aumento da incidência”, rematou.

Desde o início da pandemia, em março de 2020, já morreram em Portugal 17.457 pessoas e foram registados 984.985 casos de infeção, segundo a Direção-Geral da Saúde.