Municípios podem ser reembolsados pelas despesas realizadas com a pandemia

As autarquias podem submeter candidaturas para serem compensadas pelas despesas tidas no combate à pandemia Covid-19. O prazo de entregas das candidaturas for alargado até ao final de agosto. «O montante do apoio corresponde a 100% da despesa elegível até ao limite máximo de 150 mil euros por candidatura, ao qual poderá acrescer um montante remanescente, se houver, que será distribuído proporcionalmente pelos municípios com despesa superior a 150 mil euros», declarou o Governo.

Os pedidos de reembolsos deviam ter ocorrido até ao final de julho, mas foi prolongado até ao final do mês de agosto. Os municípios podem ser reembolsados ao candidatarem-se a um apoio do Fundo de Solidariedade da União Europeia (FSUE) – Emergência de Saúde Pública. O FSUE tem disponível um total de 55 milhões de euros para ceder aos municípios portugueses.

As autarquias têm de submeter as despesas realizadas entre 14 de março e 30 de setembro de 2020, no âmbito da «assistência imediata à população afetada», na «proteção da população de risco» ou no «combate aos riscos graves para a saúde pública ou atenuação do seu impacto», através do balcão 2020. Consequentemente, são aceites as despesas derivadas da compra de equipamentos e dispositivos médicos, como ventiladores, da compra de equipamentos de proteção individual, como luvas, batas e máscaras, da instalação de hospitais de campanha e de outras infraestruturas de proteção civil e do recurso a análises laboratoriais e a outros meios de diagnóstico.

Vacinação em “Casa Aberta” disponível para maiores de 30 anos

A vacinação através da modalidade “Casa Aberta” está disponível, a partir desta terça-feira, dia 3 de agosto, para os cidadãos com idade igual ou superior a 30 anos. As pessoas dentro desta faixa etária podem marcar a sua inoculação através de um sistema de senhas, utilizado para prevenir a formação de filas.

A modalidade “Casa Aberta” permite que utentes com mais de 30 anos possam ser vacinados com a primeira dose. No entanto, estas pessoas só são vacinadas se não tiverem agendado a toma de uma vacina ou se não tiverem sido infetadas com Covid-19 nos últimos seis meses. Os famalicenses podem aceder à “Casa Aberta” no Centro de Vacinação da Didaxis de S. Comes de segunda a sexta-feira, entre as 11h00 e as 19h00. Os cidadãos têm de tirar senha em https://covid19.min-saude.pt/senha-digital-casa-aberta/ no dia em que pretendem ser vacinados.

DGS reduz intervalo entre doses da vacina Pfizer

A Direção-Geral da Saúde publicou esta terça-feira, dia 3 de agosto, uma norma que define que o intervalo entre as doses da vacina da Comirnaty, da farmacêutica Pfizer/BioNtech, contra a Covi-19 passa a ser de 21 a 28 dias. A norma divulgada contraria a decisão de alargar o intervalo de toma, tomada no dia 1 de março.

O coordenador da task force da vacinação contra a covid-19, vice-almirante Henrique Gouveia e Melo, já tinha defendido o encurtamento do prazo entre as duas tomas da vacina Pfizer/BioNtech na última sexta-feira, dia 31 de julho. Henrique Gouveia e Melo recordou também que tinha sido reduzido o prazo entre as tomas das doses da vacina AstraZeneca, reforçando que deveria ser tomada uma decisão idêntica para a vacina da Pfizer/BioNtech.

Covid-19: Autoagendamento da vacina aberto a jovens com 16 e 17 anos e bloqueado a maiores de 18

O autoagendamento para a vacina contra a Covid-19 está limitado a pessoas com 16 e 17 anos e já não se encontra disponível para os maiores de 18 anos. Se as pessoas com mais de 18 anos tentarem autoagendar a vacina, no portal do SNS, vão receber a mensagem «Neste momento estão a ser vacinadas as pessoas com 16 ou 17 anos. Aguarde e acompanhe as informações disponibilizadas neste portal».

A limitação do autoagendamento a cidadãos com 18 anos surge como uma condicionante imposta pela task force. Os jovens com 16 e 17 anos vão ser vacinados nos dias 14 e 15 de agosto, privilegiando-se assim os seus agendamentos.