Ministro da Educação explica: Regresso do público aos estádios em 19 de abril vai depender da DGS

“O plano de desconfinamento é claro e abre perspetivas ao regresso do público a eventos, tanto em espaço interior como em espaço exterior, seguindo as recomendações do trabalho técnico feito pelos especialistas. Mas queria notar que a decisão de presença de espetadores pertence sempre e em última instância à DGS. Tudo está condicionado pela condição epidemiológica do momento em concreto”, afirmou Tiago Brandão Rodrigues.

Em declarações prestadas na apresentação das medidas aprovadas em Conselho de Ministros para a retoma da atividade, o governante, que tem sob a sua esfera a tutela do Desporto, lembrou os alertas feitos na véspera pelo primeiro-ministro, António Costa, que apontou para a possível revisão das medidas em caso de incumprimento dos limites de incidência de 120 novos casos por 100 mil habitantes a 14 dias e de um índice de transmissibilidade (R) de 1, e reiterou a necessidade de “fazer tudo para mitigar a propagação da doença”.

“Tem sido sempre feito com cautela, precaução, prevenção e sempre em articulação com as autoridades de saúde. E assim continuará a acontecer”, salientou Tiago Brandão Rodrigues, sem deixar de admitir que, “apesar da flexibilização na utilização de fundos e de todos os programas de financiamento”, o setor do desporto “está a ser fortemente afetado pela pandemia” de covid-19.

De acordo com o ministro da Educação, o Governo reconhece a “importância do setor da atividade física para a economia e a visibilidade internacional” de Portugal, assegurando que o país compara favoravelmente com outros parceiros europeus no apoio ao setor desportivo, vincando que “em muitos países não houve flexibilização de medidas”.

Em relação às medidas, Tiago Brandão Rodrigues destacou o Fundo de Apoio para a Recuperação da Atividade Física e Desportiva, que se distribui em três áreas: o programa Reativar Desporto, com uma dotação global de 30 milhões de euros de apoio a fundo perdido para clubes e associações sem fins lucrativos na retoma da atividade desportiva federada; o reforço da dotação do plano de reabilitação de instalações desportivas para cinco milhões de euros; e o reforço das verbas para três milhões de euros da iniciativa Desporto para Todos, com apoio particular a todos os clubes com praticantes não federados.

Paralelamente, realçou a linha de crédito de 30 milhões de euros pelo Banco Português de Fomento para o programa Federações+Desportivas, que se destina a federações com estatuto de utilidade pública desportiva. A calendarização destes apoios será divulgada em pormenor brevemente, tendo o ministro da Educação garantido que o “trabalho com o setor do desporto tem sido contínuo para enfrentar a pandemia”.

Testes de despistagem começam terça-feira nas escolas publicas e privadas

Mais de 50 mil trabalhadores das escolas públicas assim como os funcionários dos estabelecimentos privados começam na terça-feira a ser testados à covid-19, anunciou esta sexta-feira o ministro da Educação.

As creches, os estabelecimentos de ensino pré-escolar e do 1.º ciclo reabrem as portas na segunda-feira e no dia seguinte arranca a campanha de testes naquelas escolas públicas e privadas.

“Este novo exercício (de testagem) começa na terça-feira a mais de 50 mil trabalhadores do sistema público, mais os trabalhadores do universo do privado”, afirmou o ministro Tiago Brandão Rodrigues, durante uma conferência de imprensa de apresentação de medidas de apoio aos setores da Economia, Trabalho, Cultura e Educação.

Segundo Tiago Brandão Rodrigues, haverá um “varrimento a todos os trabalhadores”, mas “os trabalhadores não serão testados à entrada para saber se podem ou não entrar na escola”.

A campanha de testagem, disse, é mais “uma medida suplementar para diminuir a propagação da doença (covid-19)” em ambiente escolar.

“Houve entre 0,1% e 0,2% de positividade nos testes” já feitos na comunidade escolar

Aos testes de despistagem junta-se a vacinação dos professores contra a covid-19 e outras medidas mais antigas como o uso de máscara, o distanciamento entre alunos ou os circuitos de circulação dentro das escolas.

Tiago Brandão Rodrigues sublinhou o trabalho realizado nas escolas para garantir que são espaços seguros, lembrando os resultados da testagem à comunidade escolar que começou em 20 de janeiro e envolveu cerca de 65 mil alunos.

O resultado dos testes, que continuaram nas escolas de acolhimento quando o ensino presencial foi suspenso, mostrou que as escolas eram espaços seguros. “Houve entre 0,1% e 0,2% de positividade nos testes”, salientou o ministro.

“O modelo de testagem aplica-se às creches e pré-escolar da mesma forma que ao primeiro ciclo: quer creches do setor social quer creches do setor dito lucrativo”, acrescentou a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho.

O plano de testagem nas escolas prevê que, além dos trabalhadores, também os alunos do ensino secundário façam testes de despiste à covid-19 no regresso às aulas.

O Governo decidiu na quinta-feira que em 15 de março reabriam as creches, pré-escolar e 1.º ciclo e que, depois das Páscoa, em 5 de abril, era a vez do regresso dos alunos dos 2.º e 3.º ciclos.

Os estudantes do secundário e ensino superior retomam o ensino presencial em 19 de abril.

Sobre o anúncio de vacinação contra a covid-19 dos profissionais escolares, o ministro remeteu para a ‘task force’ que coordena essa atividade.