Covid-19: Bombeiros não estão incluídos na primeira fase de vacinação

A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) «lamenta que os bombeiros não sejam citados expressamente como incluídos na primeira fase de vacinação contra a COVID-19». Em comunicado, a LBP, assinala que o plano de vacinação divulgado recentemente, «ao não referir os mais de 30 mil bombeiros existentes parece esquecer quem tem estado na primeira linha da resposta à pandemia com esforço e riscos acrescidos associados».

Do plano de vacinação constam os profissionais de saúde diretamente envolvidos na prestação de cuidados a doentes e os profissionais das forças armadas, forças de segurança e serviços críticos, «sem especificar quem são estes últimos e sem ter em conta, em função do número e do risco, o volume de bombeiros inequivocamente associados ao combate à pandemia», lê-se no comunicado assinado pelo presidente da direção da LBP.

Jaime Marta Soares recorda que os bombeiros, a par do apoio e socorro a doentes COVID-19, mantêm o socorro a todas as restantes vítimas de doença súbita e outras situações englobadas no socorro pré-hospitalar, «de que são responsáveis em 90 por cento dos casos».

 

Covid-19: DGS prepara nova dose da vacina

A Direção-Geral da Saúde (DGS) está a preparar a norma para a nova campanha de vacinação contra a covid-19, avança a CNN Portugal. A norma deverá ser até ao início do mês de setembro.

Nem a DGS nem o Ministério da Saúde, no entanto, responderam se serão convocados todos os portugueses – no esquema de ordem decrescente de idade, tal como aconteceu com as campanhas anteriores de vacinação – ou se o serão apenas os mais vulneráveis, como até agora anunciado.

O Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças como a Agência Europeia do Medicamento recomendam a administração de uma quarta dose das vacinas contra a covid-19 apenas aos cidadãos entre os 60 e 79 anos e a pessoas vulneráveis.

Fonte: CNN Portugal

Greve dos trabalhadores da IP vai afetar circulação de comboios nos dias 1, 3 e 5 de agosto

A organização sindical representativa dos trabalhadores da IP – Infraestruturas de Portugal (gestor da infraestrutura ferroviária) convocou uma greve para os dias 1, 3 e 5 de agosto e a Comboios de Portugal (CP) prevê «fortes perturbações» na circulação.

Em comunicado, a CP reporta que, «por motivo de greve convocada por organização sindical representativa dos trabalhadores da IP – Infraestruturas de Portugal preveem-se fortes perturbações na circulação de comboios, a nível nacional, em todos os serviços, nos dias 1, 3 e 5 de agosto de 2022».

Está prevista a realização de serviços mínimos nos dias da greve, sem prejuízo de poderem ser realizados comboios adicionais, cuja lista pode ser consultada em www.cp.pt

Covid-19: Mortalidade em Portugal está em tendência decrescente

De acordo com o documento da Direção-Geral da Saúde (DGS) e do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) hoje divulgado, a mortalidade específica por covid-19 está nos 24 óbitos a 14 dias por um milhão de habitantes.

Este valor está agora mais próximo do limiar de 20 óbitos definido pelo Centro Europeu de Controlo de Doenças (ECDC), sendo significativamente inferior às 41 mortes por um milhão de habitantes registadas no final de maio em Portugal.

Já a mortalidade por todas as causas, na última semana encontrava-se acima do limite superior dos valores esperados para esta época do ano, o que indica um excesso de mortalidade por todas as causas, em parte associado à covid-19, refere o relatório.

Na quinta-feira, a DGS anunciou que Portugal registou um excesso de mortalidade entre 07 e 13 de julho correspondente a 238 óbitos, atribuídos à onda de calor que se verifica no continente nos últimos dias.

Quanto à ocupação hospitalar por casos de covid-19, a DGS e o INSA avançam que regista também uma tendência decrescente, com os 1.140 internados na segunda-feira a representarem uma redução de 6% em relação à semana anterior.

O documento refere ainda que o número de 57 doentes em cuidados intensivos corresponde a 22,4% do limiar definido como crítico de 255 camas ocupadas nessas unidades, quando na semana anterior era de 28,2%.

“O impacto na mortalidade geral está a diminuir. É expectável a manutenção da diminuição da procura de cuidados de saúde” devido à covid-19, prevê o relatório, que continua a recomendar a vigilância da situação epidemiológica, a vacinação de reforço e as medidas de proteção individual.

A DGS e o INSA referem também que a linhagem BA.5 da variante Ómicron, com maior capacidade de transmissão, é responsável por 92% das infeções registadas em Portugal e que a percentagem de testes positivos para o SARS-CoV-2 nos últimos sete dias foi de 35,1%, com tendência decrescente.

Desde 03 de março de 2020 e até à última segunda-feira, foram registados 5.265.951 casos em Portugal, 332.671 dos quais suspeitas de reinfeção, que representam 6,3% do total de casos.

Associação Têxtil e Vestuário crítica falta de apoios à internacionalização

A direção da ATP – Associação Têxtil e Vestuário de Portugal está preocupada com o que diz serem atrasos e incertezas no apoio à internacionalização para este setor do têxtil e vestuário.

Mário Jorge Machado, presidente da ATP, garante que a Associação tem procurado informações junto das entidades competentes e que não tem obtido as respostas que precisa.

«As manifestações de preocupação foram dirigidas ao mais alto nível, a diversas entidades e responsáveis políticos, desde a membros do Governo, ao COMPETE, à AICEP Portugal Global, à própria CIP, e, nalguns casos, manifestações reiteradas», acusa.

Mário Jorge Machado recorda que as «últimas calls do Portugal 2020 para a internacionalização das empresas ficaram muito aquém das necessidades, com cortes orçamentais que não eram de todo esperados. Sobretudo numa altura essencial em que deveríamos estar a ajudar as empresas a reverter os efeitos provocados, primeiro, por uma pandemia, a que somaram, recentemente, outros provenientes da guerra, com crise de preços na energia e matérias-primas, subida da inflação e recuo da procura», frisa.

Ainda que reconheça que as verbas do Portugal 2020 possam estar esgotadas, Mário Jorge Machado lembra que há um «Programa como o Portugal 2030 que devia estar ao serviço da economia desde 2021, e estamos no 3.º trimestre de 2022 e ainda ninguém consegue antecipar quando poderá estar operacional, com abertura de calls nestas e noutras áreas».

Famalicão: Treze câmaras e equipas móveis vigiam a floresta em Famalicão

O Serviço Municipal de Proteção Civil de Vila Nova de Famalicão tem, atualmente, 13 câmaras de vídeo dispersas pelo território para a deteção e vigilância de incêndios florestais.

A este sistema de videovigilância junta-se, ainda, as equipas móveis de vigilância – dez operacionais e cinco sapadores florestais – que operam todos os dias das 8 às 22 horas, mas que em períodos de alerta máximo, como o que está em vigor, estão operacionais durante 24 horas.

O presidente da Câmara Municipal esteve, esta sexta-feira, no recém-inaugurado Campus da Proteção Civil, em Bairro, acompanhado pelo vereador responsável, Ricardo Mendes, para uma reunião com o Serviço Municipal de Proteção Civil.

Mário Passos foi inteirar-se da forma como as forças locais estão a enfrentar este período de contingência e das principais ocorrências que se registaram, até ao momento, no concelho. O edil teve ainda a oportunidade de analisar o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil, ativado por força da situação de contingência declarada em todo o território continental, e de ver com pormenor toda a atividade dos agentes Proteção Civil.

No final, o autarca falou dos dias «muitos duros» que o país está a viver, assumindo que «nunca é demais apelar para que se mantenham os cuidados e sejamos todos responsáveis. A ação dos bombeiros e de todos os agentes da Proteção Civil tem sido extraordinária», reconheceu.

Atualmente, e para fazer frente às grandes ocorrências do distrito, o Campus da Proteção Civil de Famalicão dispõe, também, de um grupo de reforço constituído por 28 operacionais de vários corpos de bombeiros do distrito e de uma brigada de 12 elementos da Força Especial de Proteção Civil.

O território nacional está, desde o passado dia 11 de julho e até este domingo, em situação de contingência devido ao risco de incêndio.