Covid-19: DGS recomenda uso de máscara em aglomerados populacionais e eventos

A Direção-Geral da Saúde recomenda o uso de máscara em aglomerados populacionais, eventos em espaços exteriores e no recreio nas escolas. Graça Freitas fala na Comissão Eventual para o acompanhamento da aplicação das medidas de resposta à pandemia. Está em causa, por exemplo, as alterações ao uso de máscara. Medidas que ainda vão ser anunciadas.

Graças Freitas afirma que «a própria mobilidade em determinados sítios das cidades em que há aglomerados populacionais obviamente poderá constituir uma exceção, uma recomendação diferente, porque permite o contacto direto e próximo entre pessoas e, portanto, permite a transmissão» do vírus.

A diretora-geral da Saúde pediu que cada pessoa, individualmente, continue a ter cuidados especiais. Por isso, «cada um de nós deve, apesar de tudo, continuar a ser portador de uma máscara e em caso de necessidade deve colocá-la».

 

Famalicão: Serviço de Ginecologia e Obstetrícia assinala Semana Mundial do Aleitamento Materno

O Serviço de Ginecologia e Obstetrícia do Centro Hospitalar do Médio Ave está a comemorar a Semana Mundial do Aleitamento Materno. A celebração começou esta terça-feira e prossegue até quinta-feira.

Estão programadas algumas atividades para ajudar e esclarecer eventuais dúvidas a grávidas e puérperas, bem como uma aula de Yoga e massagem para bebés nascidos no CHMA (esta quarta-feira, às 15 horas, na Clínica da Mulher e da Criança), com o objetivo de promover uma maior conexão entre mãe e filho.

«Decidi amamentar, mas não está a correr como esperava» é o tema de uma sessão que decorre na quinta-feira, a partir das 15 horas, na sala de reuniões.

Inscrições através de preenchimento de formulário disponível na página do Facebook Aqui Geramos Sorrisos CHMA

Famalicão: Novas USF de Joane e S. Miguel-O-Anjo já têm contratos-programa assinados

Tal como Cidade Hoje avançou em primeira mão, na passada sexta-feira, a Câmara Municipal de Famalicão e a Administração Regional de Saúde do Norte celebraram, na última semana, os contratos-programa que vão servir de base para a apresentação de duas candidaturas ao Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) com vista à construção e apetrechamento destes dois novos equipamentos de cuidados de saúde primários.

Esta novidade foi avançada pelo presidente da Câmara Municipal, Mário Passos, na reunião da Assembleia Municipal da passada sexta-feira, 30 de setembro. Nesta sessão, o autarca referiu que «os projetos eram há muito tempo reclamados com toda a justiça pelas populações e com a assinatura destes dois protocolos demos um importante passo nesse sentido».

Em termos contratuais, a Câmara Municipal de Famalicão compromete-se a elaborar o projeto de execução da obra, a promover a execução da empreitada, a assegurar a fiscalização da obra, assumindo ainda a candidatura às verbas do PRR. Ambos os equipamentos serão construídos em terrenos cedidos pela autarquia à ARS Norte.

Refira-se que o PRR estima um financiamento máximo de quase 1,2 milhões de euros (sem IVA) para a construção da Unidade de Saúde de Joane e de 1,1 milhão de euros (sem IVA) para a construção da Unidade de Saúde de São Miguel-o-Anjo, em Calendário.

Sobre os eventuais custos que as duas obras possam vir a representar para o município, Mário Passos esclarece que «ainda não é possível prever qual será o investimento total das duas empreitadas, nem aquele que será assumido pela Câmara Municipal».

Famalicão: Chega apreensivo com possibilidade de fecho da maternidade

Em comunicado enviado à imprensa, a Comissão Política Concelhia do Chega de Famalicão manifesta «enorme apreensão», relativamente à possibilidade de um eventual encerramento da maternidade do Hospital de Famalicão.

Os dirigentes do Chega de Famalicão prometem estar na primeira linha «no combate a esta e outras medidas que visam ofender a qualidade de vida do nosso município, suprimindo serviços fundamentais com base em critérios de conveniência política», acusam.

Acredita este partido que a «pretensão do Governo socialista embaterá com a oposição de toda uma comunidade, que não quer ser privada de mais um serviço hospitalar».

O Chega considera que, nos últimos anos, o SNS tem vindo «a sofrer uma degradação progressiva, muito por culpa das políticas da esquerda e extrema-esquerda, esses sim, os verdadeiros responsáveis pelos caos instalado», aponta.

No comunicado, assinado por Pedro Alves, é lançada uma crítica direta ao PS de Famalicão e a Eduardo Oliveira, por ter defendido, nas últimas autárquicas, a construção de um novo hospital em Famalicão e recentemente votado contra a audição do Ministro da Saúde.

 

Famalicão: PS diz-se «na primeira linha de defesa da maternidade»

O Partido Socialista acusa a coligação PSD-CDS de «usar a maternidade do Centro Hospitalar do Médio Ave (CHMA) para fazer demagogia e lançar um clima de alarmismo sobre os famalicenses».
Em comunicado, a Concelhia socialista diz que na última reunião da Assembleia Municipal votou favoravelmente uma proposta da CDU que defendia o Serviço Nacional de Saúde e apelava ao Governo para não encerrar a maternidade de Famalicão. Recorde-se que, no mesmo órgão, votou contra os demais votos apresentados pelos outros partidos que incidiam sobre o eventual fecho do espaço.

Também em setembro foi tornada pública, em vários órgãos de comunicação social, a proposta de reorganização da rede de urgências de obstetrícia e blocos de parto. Segundo o documento, que até ao momento não foi refutado, a Comissão para a Reforma das Maternidades, sugere o encerramento da maternidade de Vila Nova de Famalicão, porque faz menos de mil partos por ano.

O PS assinala que não foi ainda tomada nenhuma decisão e promete estar «na primeira linha de defesa dos interesses dos famalicenses e da maternidade do nosso hospital», acusando o PSD-CDS de «utilizar como arma de arremesso político um documento técnico, sobre o qual não existe nenhuma decisão política».
Os socialistas analisam que há «uma ligeira diminuição populacional registada no último censo» encontrando como causa «as políticas municipais da coligação PSD-CDS. Famalicão regista graves dificuldades para atrair famílias jovens por falta de soluções de habitação e essa é uma responsabilidade da Câmara Municipal».
Muito embora o PS tenha votado contra a proposta do BE para que o Ministro da Saúde fosse ao Parlamento, os socialistas anunciam agora, que por sua iniciativa, Manuel Pizarro «foi convocado para uma audição parlamentar na Comissão de Saúde. O que aconteceu, e só fazia sentido, depois de ter conhecimento cabal do relatório da Comissão de Acompanhamento de Resposta em Urgência de Ginecologia, Obstetrícia e Bloco de Parto».

Reiterando que «os famalicenses podem contar com o sentido de responsabilidade do Partido Socialista perante uma matéria tão importante como esta para as grávidas famalicenses e as suas famílias», os socialistas dão nota que «temos em Vila Nova de Famalicão uma das melhores maternidades do País, que sempre prestou cuidados à população e nunca encerrou mesmo em períodos críticos, graças à sua excelente equipa de médicos, enfermeiros e pessoal auxiliar».

Famalicão: PCP em ações de defesa do SNS e da maternidade de Famalicão

João Dias e Bernardino Soares, do PCP, participaram em ações públicas no distrito, em defesa do Serviço Nacional de Saúde e, particularmente, na continuidade da maternidade de Famalicão. Na denominada Tribuna Pública “Salvar o SNS, Não a novos cortes e encerramentos!”, os intervenientes abordaram a circunstância de que a pretexto da conclusão do estudo elaborado pela Comissão para Reforma das Maternidades e informação pública de recomendações de novos cortes no Serviço Nacional de Saúde, estarem em circulação notícias que apontam o encerramento da maternidade do Hospital de V.N. Famalicão.

O PCP expressou «uma profunda preocupação» pelo facto do Governo do PS «não ter ainda rejeitado publicamente a possibilidade de encerramento da maternidade», colocando um ponto final «na especulação em torno desta matéria», que, segundo os comunistas, «contribui para a campanha perniciosa em curso movida por setores políticos e sociais empenhados na crescente privatização do SNS com o intuito de promoverem o negócio da doença»

No encontro, foram sublinhadas as boas condições que a maternidade oferece às parturientes e às famílias, resultado das recentes obras de melhoramento dos espaços onde funcionam os serviços de Ginecologia e Obstetrícia do hospital.

Foi recordado, ainda, que a população de V.N. Famalicão «tem vindo a ser prejudicada com encerramentos de unidades de saúde, de que são exemplos os centros de saúde de Landim, Arnoso Santa Maria, e com as consequências das políticas de desinvestimento levadas a cabo por sucessivos governos PS, PSD e CDS».

Nesta ação, para além de João Dias e Bernardino Soares, usaram ainda da palavra Hélder Matos, da Comissão Concelhia de V.N. Famalicão do PCP, e Tânia Silva, membro da Assembleia Municipal de V.N. Famalicão.

 

Famalicão: PSD na defesa da maternidade e contra o voto do PS e do deputado Eduardo Oliveira

Em comunicado, a concelhia do PSD de Famalicão reitera o seu compromisso na defesa da manutenção da maternidade do Hospital de Famalicão. «Tudo iremos fazer nas sedes devidas para que a intenção socialista não passe do papel e que o Hospital de Famalicão continue a contar com a sua maternidade», avisa o PSD.

O PSD lamenta que não haja unanimidade quanto à defesa deste serviço hospitalar. A Comissão Política Concelhia do PSD de Famalicão lembra que o PS, incluindo o deputado socialista Eduardo Oliveira, de Famalicão, votou contra a audição do Ministro da Saúde no Parlamento sobre a possibilidade de encerramento de maternidades no país. Um pedido que, recorde-se, tinha sido feito pelo Bloco de esquerda no Parlamento e que foi aceite por todos os partidos com exceção do PS. «Sendo o deputado Eduardo Oliveira conhecedor da excelência da valência que os socialistas querem agora encerrar, estranha-se o seu voto contra em relação à audição do Ministro», sublinha a direção concelhia do PSD.

E, na última sexta-feira, na Assembleia Municipal de Famalicão, CDS, PSD, Chega e CDU apresentaram moções em defesa da maternidade. O PS foi o único partido que não apresentou qualquer voto e chumbou os dos outros partidos, com exceção da proposta da CDU que era mais generalista e referia-se ao Serviço Nacional de Saúde. O líder da bancada do PS, Jorge Costa, disse que as preocupações dos outros partidos sobre o fecho da maternidade são «alarmistas».

O PSD criticou, na Assembleia Municipal, esta «falta de solidariedade» do PS e, agora, em comunicado, volta à carga. Escreve a Concelhia que, «para o PSD de Famalicão, alarmismo é o chumbo do requerimento de audição ao Ministro, impedindo-se, por essa via, o escrutínio e o acesso a informação essencial»; «para o PSD de Famalicão, alarmismo é a maternidade de Famalicão ser a única valência do país a ser referenciada pelo coordenador da Comissão para a Reforma das Maternidades para eventual encerramento»; «para o PSD de Famalicão, alarmismo é o Ministro da Saúde dizer que a decisão sobre o futuro do bloco de partos de Famalicão será tomada pelo novo diretor executivo do SNS e não pelo próprio Ministro da Saúde – portanto, uma decisão técnica e não política», acusa.