Covid-19: Entre 3 e 9 de maio Portugal registou 99.866 infeções e 142 mortes

O número de novos casos e internamentos em Portugal continuam a aumentar. A Direção-Geral da Saúde informou, esta sexta-feira, que entre 3 e 9 de maio, houve 99.866 infeções pelo SARS-CoV-2, 142 mortes e um aumento de internamentos. Em relação à semana anterior, há mais 23.746 casos e mais 15 óbitos.

Quanto à ocupação hospitalar no território continental, a DGS passou a divulgar às sextas-feiras os dados dos internamentos referentes à segunda-feira anterior à publicação do relatório. E segundo este critério, na última segunda-feira, 1.207 pessoas estavam internadas, mais 88 do que no mesmo dia da semana anterior, com 59 doentes em cuidados intensivos, menos um.

De acordo com os dados da DGS, a incidência a sete dias assinala um crescimento de 31% em relação à semana anterior, enquanto o índice de transmissibilidade (Rt) subiu de 1,03 para 1,13.

Em termos regionais, o Norte totalizou 35.993 casos de infeção (mais 11.091) e 54 mortes (mais 12).

Nova greve na CP com impacto esta segunda-feira

A CP – Comboios de Portugal comunicou, esta sexta-feira, que a greve parcial convocada para esta segunda-feira, pode provocar perturbações «significativas» na circulação dos urbanos do Porto, com impacto previsto entre as 00h00 e as 12h00, do mesmo dia.

Em nota enviada às redações, a CP informa que o Tribunal Arbitral do Conselho Económico e Social não decretou serviços mínimos. No entanto, promete desenvolver todos os esforços «para prestar o melhor serviço possível aos clientes, apesar dos constrangimentos decorrentes desta situação».

O Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial Itinerante (SFRCI) anunciou, esta quinta-feira, duas novas greves parciais nas zonas urbanas de Porto e Lisboa, reivindicando melhorias salariais.

A greve parcial na zona urbana do Porto vai decorrer entre as 5h00 e as 8h30 desta segunda-feira.

O sindicato, que representa a maioria dos trabalhadores do serviço comercial e transporte (revisores, trabalhadores das bilheteiras e as suas chefias diretas), considera que o aumento de 0,9% da tabela salarial não é «um valor aceitável».

Mercadona doa 1,5 milhões de euros para ajudar os refugiados da guerra na Ucrânia

A Mercadona, como demonstração de apoio e solidariedade com o povo ucraniano, doa 1,5 milhões de euros para ajudar os refugiados da guerra da Ucrânia. Esta ajuda materializa-se a partir de junho com a entrega de Cartões Sociedade de 50€ cada um, com o objetivo de ajudar a cobrir as necessidades básicas dos refugiados que chegam a Portugal e Espanha, podendo ser utilizados em qualquer um dos seus supermercados.

Através desta colaboração, a Mercadona prevê ajudar cerca de 5.000 pessoas refugiadas.

A empresa realizará a entrega destes cartões através das entidades autorizadas dentro dos programas oficiais de acolhimento de ucranianos em Portugal e Espanha.

Famalicão: Ministério da Saúde «esvazia» extensão de saúde de Fradelos

A Extensão de Saúde de Fradelos não está a garantir os cuidados médicos e de enfermagem aos seus utentes. A denúncia é de Jorge Paulo Oliveira, numa interpelação à Ministra da Saúde, acusando a tutela de “esvaziar” aquela unidade de saúde, dando como exemplo o que aconteceu em 2021, quando foi criado um gabinete médico extra na Unidade de Saúde Familiar de Ribeirão. «Naquela altura, os utentes foram contactados e convidados pelos serviços administrativos daquela USF, para que se transferissem para a mesma, invocando a circunstância de dispor de um gabinete extra, mas também de nela ter sido alocado mais um médico»

O esvaziamento da unidade de saúde de Fradelos «é patente e com resultados à vista de todos. Neste momento, tem sensivelmente 200 dos 1200 utentes que tinha há seis anos, que estão há pelo menos seis meses sem qualquer acompanhamento, nem tão pouco de recurso», acusa o deputado famalicense.

Posto isto, e na interpelação à Ministra da Saúde, o social-democrata quer que Marta Temido esclareça por quanto mais tempo vai manter-se a falta de recursos em Fradelos e se o Governo vai «continuar a apostar no esvaziamento desta unidade, para depois poder dizer que a mesma se encerrou por si própria».

Para explicar a situação, Jorge Paulo Oliveira garante que as consultas dos 200 utentes inscritos são reencaminhadas para a USF de Ribeirão ou para a cidade de Vila Nova de Famalicão e a renovação de medicamentos é feita com intermediação da Junta de Freguesia.

O deputado recua, ainda, a 2016, recordando que a Extensão de Saúde perdeu o único médico de família que dispunha. Na altura, a ARS-Norte alocou um médico e um enfermeiro para prestarem serviço em dois períodos semanais. «Uma solução assumida à época como precária e de recurso». Desde então, prossegue, «nada mais foi feito para facilitar e aumentar o acesso dos utentes aos cuidados de que necessitam, na sua própria freguesia». Nos últimos meses, «a unidade deixou, inclusivamente, de dispor daqueles recursos», aponta o deputado.

Covid-19: Associação dos restaurantes quer o regresso do uso obrigatório de máscaras

A PRO.VAR — Associação Nacional de Restaurantes quer a reposição da obrigatoriedade do uso das máscaras no interior dos estabelecimentos para clientes e trabalhadores, invocando, para tal, a “enorme pressão nos hospitais” provocada pelo aumento das infeções do novo coronavírus.

Em comunicado, a associação citou as declarações desta quarta-feira do diretor de urgências de medicina interna do Hospital S. João, Nélson Pereira, quando referiu que a “situação é grave” e que chegam “às 08h00 de cada dia sem nenhuma vaga no hospital”, para avançar com a reivindicação.

“A PRO.VAR entende que este é o momento do regresso das máscaras no interior dos estabelecimentos”, lê-se na nota de imprensa.

Para os responsáveis, o “coronavírus não vai desaparecer” e “as novas vagas serão frequentes”, defendendo, por isso, a necessidade de “aprender a viver com ele” antes de insistirem serem “os números que refletem a enorme pressão nos hospitais”, continuando a citar os profissionais de saúde para escrever que algumas unidades de saúde “estão a atingir o limite”.

“Estamos preocupados, pois os restaurantes sempre privilegiaram a segurança e querem manter a confiança em alta. Por outro lado, os trabalhadores do setor da restauração durante o seu período de trabalho, estão muito expostos a uma grande circulação de pessoas, por essa razão defendemos o regresso ao uso obrigatório das máscaras para os clientes e trabalhadores”, prossegue o comunicado.

Enfatizando que a “preocupação existe por questões de saúde pública, mas também pela necessidade de assegurar que toda a equipe de trabalho não sofra baixas”, revelam que a “escassez de trabalhadores nos restaurantes é hoje uma realidade e qualquer elemento que fique em isolamento causa grandes constrangimentos ao normal funcionamento do mesmo”.

“São inúmeros os restaurantes que estão a reportar esta preocupação, alguns acabam por fechar, por falta de pessoal, seja de cozinha ou de sala”, acrescenta a PRO.VAR que desvenda a recusa de “muitos dos colaboradores” do uso da máscara “apesar da recomendação por parte da entidade patronal”.

Covid-19: Farmácias disponíveis para voltar a realizar testes gratuitos

As farmácias registaram na segunda-feira um pico de procura testes de covid-19, adiantou a presidente da Associação Nacional de Farmácias (ANF), que já manifestou a disponibilidade para voltar a realizar despistes gratuitos à população.

“Na primeira semana (após o fim da comparticipação) houve uma diminuição na ordem dos 60% do número de testes efetuados nas farmácias. Nós tínhamos uma média de 25 mil, podendo chegar aos 30 mil dependente do dia da semana, e passámos a ter nove mil testes diários em média na primeira semana de maio”, avançou à agência Lusa Ema Paulino.

Segundo disse, devido ao aumento de casos de infeção pelo coronavírus SARS-CoV-2 que se regista em Portugal, “na última semana o número aumentou”, tendo-se registado um “pico de testes realizados na segunda-feira que chegou aos 15 mil”.

De acordo com a responsável da ANF, este serviço de testes rápidos de antigénio (TRAg) de uso profissional tem sido agora procurado maioritariamente por pessoas que apresentam sintomas de covid-19.”

A perceção e os relatos que vamos tendo é que a positividade é grande, porque são as pessoas que já apresentam sintomas que mais se dirigem às farmácias para efetuar o teste”, afirmou Ema Paulino. De acordo com a farmacêutica, a ANF já apresentou a disponibilidade para voltar a fazer testes gratuitos à população portuguesa, seja através do regresso da modalidade de comparticipação pelo Serviço Nacional de Saúde, ou através do sistema em vigor de prescrição pela linha SNS 24.

“Nós já manifestámos a nossa disponibilidade para podermos, novamente, proporcionar testes gratuitos nas farmácias”, adiantou Ema Paulino, ao salientar que uma das possibilidades é fazer o teste “às pessoas que vêm já com essa referenciação do seu médico quer da linha SNS 24″.”Ainda não temos resposta final se será uma solução a avançar ou não”, disse.

Os testes de despiste da covid-19 realizados nas farmácias e nos laboratórios deixaram de ser gratuitos a partir deste mês, anunciou o Ministério da Saúde no final de abril, que alegou a “evolução positiva da situação epidemiológica de covid-19 em Portugal e a capacidade de resposta do Serviço Nacional de Saúde”.

De acordo com os dados do Ministério disponibilizados à Lusa, os cerca de 8,1 milhões de testes gratuitos, feitos ao abrigo deste regime excecional que terminou no último dia de abril, representaram uma comparticipação de mais de 118 milhões de euros.

Os TRAg começaram a ser comparticipados a 10 euros e depois a 15 euros e agora são de preço livre, dentro de intervalos determinados. De acordo com o relatório da Direção-Geral da Saúde (DGS) e do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) sobre a situação da pandemia em Portugal divulgado na sexta-feira, a proporção de testes positivos para SARS-CoV-2, entre 26 de abril e 02 de maio, foi de 26,7%, muito superior ao limiar dos 4% e com tendência crescente.

Covid-19: 21 internados no hospital de Famalicão

Segundo informações recolhidas por CIDADE HOJE, o hospital de Famalicão regista esta quarta-feira 21 internados com covid-19 «e a tendência é para subir», informa fonte hospitalar.

A maioria dos internados têm outras patologias associadas.

Recorde que Portugal tem registado um aumento de casos diários de covid-19, sendo que esta segunda-feira atingiu quase 34 mil casos. Os dados das autoridades de saúde indicam que desde 8 de fevereiro que não se contavam tantos novos casos de SARS-CoV-2 e que o número agora alcançado, num único dia, só tinha sido ultrapassado durante a chamada quinta vaga, quando no final de janeiro houve dias com cerca de 65 mil casos.