Covid-19 provoca queda nas exportações têxteis e vestuário

De acordo com os dados divulgados esta quinta-feira, pelo INE, as exportações de têxteis e vestuário nos dois primeiros meses deste ano registaram uma queda de cerca de 1%, tendo atingido um valor de 881 milhões de euros.

Em comunicado, a ATP – Associação Têxtil e Vestuário de Portugal, com sede em Famalicão, refere que os produtos mais afetados foram o vestuário de malha com uma quebra de 5,5 milhões de euros (-1,5%), as fibras sintéticas ou artificiais descontínuas com uma quebra de 3,7 milhões de euros (-8,1%) e o vestuário em tecido, com menos 3,2 milhões de euros exportados (-1,9%).

No entanto, as exportações de têxteis-lar e outros artigos têxteis confecionados estiveram em contraciclo, registando um aumento de 2,7%.

Considerando apenas o mês de fevereiro, foi registada uma queda de 4,3% nas exportações, refletindo já o impacto do COVID 19. Janeiro tinha registado um crescimento homólogo de 2,5%.

Em termos de destinos, destaque para França, com um acréscimo de 3 milhões de euros (+2,5%), para a Suíça, com um aumento de 2,3 milhões de euros (+22,1%) e para a Bélgica, para onde exportámos mais 2,2 milhões de euros (+12,7%).

Espanha continua a ser o destino que regista maior queda: menos 9,2 milhões de euros (-3,6%) face ao período homólogo do ano transato.

As importações de matérias-primas têxteis caíram 7,1%, as de vestuário diminuíram 2,6% e as de têxteis-lar e outros artigos têxteis confecionados também caíram 3,6%. No total, as importações de têxteis e vestuário, em janeiro-fevereiro de 2020, ascenderam a 729 milhões de euros, menos 4,5% do que no período homólogo de 2019.

Neste período o saldo da balança comercial do setor foi de 152 milhões de euros, com uma taxa de cobertura de 121%.

Mau tempo na região centro: Governo dá até 10 mil euros (e não exige documentação) para reconstruir casas

O primeiro-ministro anunciou que o Governo vai financiar obras de reconstrução em habitações próprias e permanentes até 10 mil euros, sem exigência de documentação, quando os danos não estejam cobertos por seguro.

O mesmo valor de apoio será aplicado a prejuízos registados nas áreas da agricultura e da floresta.

Após uma reunião extraordinária do Conselho de Ministros, Luís Montenegro revelou ainda que o pacote total de apoios para fazer face aos estragos causados pela tempestade Kristin deverá chegar aos 2.500 milhões de euros, envolvendo cerca de 34 mil operacionais nas operações de resposta.

Tarifas de Trump terão mais impacto nas empresas do Norte

Segundo um estudo da Universidade do Porto, para a Associação Comercial do Porto, o Norte será a região de Portugal mais afetada pela guerra comercial desencadeada pela administração Trump. Desde logo, com uma possibilidade de quebra de 3.300 empregos, impacto negativo na produção de 300 milhões de euros e de 45% ao nível do valor acrescentado bruto.

Por isso, a Associação Comercial do Porto pede a atenção do Governo português para este problema, nomeadamente para os impactos regionais assimétricos, especialmente para o Norte. Sugere apoios públicos seletivos aos setores mais expostos às tarifas, como eliminação da derrama.

Por outro lado, aponta que as empresas devem procurar diversificar os seus mercados. Incentiva ainda à inovação, diferenciação, modernização tecnológica e digitalização para aumentar a competitividade.

O documento, divulgado pela Lusa, explica que a região Norte será mais afetada pela concentração de uma parte relevante de atividades que sofrerão com as tarifas, excetuando os produtos petrolíferos e derivados.

Segundo Nuno Botelho, presidente da Associação Comercial do Porto, o estudo confirma «o que muitas empresas já começaram a sentir no terreno, designadamente que a crescente instabilidade do comércio internacional tem efeitos assimétricos e penaliza de forma particular regiões com forte base industrial e exportadora».

A investigação Alterações Geopolíticas e Guerra Comercial – Cenários, Impactos e Recomendações na Política será apresentada na tarde de segunda-feira, às 15 horas, no Palácio da Bolsa, no Porto.

Salário médio mensal dos trabalhadores do Norte atingiu os 1.237 euros

Segundo dados da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Norte, refletidos no relatório “Norte Conjuntura”, a Região Norte de Portugal manteve um desempenho económico positivo no 3.º trimestre de 2025. Destaca-se o crescimento do emprego, valorização dos salários e a evolução favorável do turismo, embora com sinais de desaceleração em alguns setores.

No que diz respeito ao emprego, a população empregada no Norte aumentou 2,4% face ao mesmo período do ano anterior, atingindo 1,8 milhões de pessoas, o valor mais elevado desde 2011. Há mais 19,7 mil postos de trabalho nas indústrias transformadoras (+4,8%) e 18 mil empregos nas atividades de informação e comunicação (+34,0%).

A taxa de desemprego na Região diminuiu para 6,1%, mesmo assim, mantém-se acima da média nacional (5,8%).

O salário líquido médio mensal dos trabalhadores por conta de outrem no Norte atingiu 1.237 euros, um aumento real de 4,8% face ao mesmo período do ano anterior, embora abaixo da média nacional (6,0% em termos reais). Os maiores aumentos salariais ocorreram na agricultura (+15,8%), construção (+13,1%) e transportes e armazenagem (+12,0%).

No que diz respeito ao turismo, o mesmo manteve uma trajetória positiva, com as dormidas em estabelecimentos turísticos a crescerem 3,0% e os hóspedes 1,8%, ambos acima da média nacional. Os proveitos totais ultrapassaram 407 M€, refletindo um aumento de 7,1%.

Também as exportações de bens do Norte registaram uma variação positiva, neste caso de 0,4%, contrariando a tendência negativa do trimestre anterior, enquanto a nível nacional se verificou uma quebra de 0,5%. A União Europeia (+2,1%) continua a absorver a maior parte das exportações, com destaque para bens de capital (+5,3%).

Por outro lado, o licenciamento de edifícios diminuiu 3,2% no Norte, interrompendo a tendência de crescimento observada nos trimestres anteriores.

Relativamente à taxa de inflação, na Região aumentou para 2,9%, acima da média nacional (2,6%), marcada pelo aumento dos preços dos produtos alimentares não transformados (+7,4%).

Presidente da Federação Portuguesa de Futebol anuncia mudanças na Taça

Pedro Proença anunciou que a partir da próxima época, as meias-finais da Taça de Portugal serão disputadas num único jogo (atualmente é a duas mãos)

O presidente da Federação Portuguesa de Futebol também avançou que as equipas da I Liga entram na prova apenas na 4.ª eliminatória (uma ronda a mais ao atual modelo).

Estas alterações são uma solução «a um calendário internacional cada vez mais apertado, que exige resposta imediata e assertiva. É a nossa resposta a uma necessidade urgente, estando disponíveis para, nas provas organizadas pela Liga Portugal, validar aquele que for o modelo definido pelos clubes, que deve ter em conta os interesses, financeiros e desportivos, do futebol profissional», revelou.

“Neste Natal dê o seu melhor presente, dê sangue, dê vida”

A FEPODABES – Federação Portuguesa de Dadores Benévolos de Sangue lançou uma campanha de sensibilização para a dádiva de sangue com o mote “Neste Natal dê o seu melhor presente, dê sangue, dê vida!”.

Esta iniciativa pretende mobilizar a população para a importância de doar sangue, especialmente durante a época festiva, quando as necessidades se mantêm ou aumentam e a disponibilidade de dadores diminui.

Os níveis de reserva de sangue estão numa situação preocupante, em particular nos tipos de sangue O+, O-, B- e A-.

Como o país entrou em fase epidémica de gripe, um cenário que, previsivelmente, deverá piorar nos próximos dias, Alberto Mota presidente da FEPODABES reforçou o apelo à dádiva de sangue de todos os cidadãos que estejam saudáveis.

A dádiva de sangue é uma necessidade constante e é um gesto de solidariedade vital que pode salvar até três vidas por doação.

Requisitos para dar sangue: ter entre 18 (17 com consentimento parental) 65 anos (idade limite para a primeira dádiva são os 60 anos); pesar no mínimo 50 kg; estar de boa saúde e ter hábitos de vida saudáveis. O processo em si é rápido, levando cerca de 30 minutos e o material utilizado é estéril e de uso único.

Para mais informações sobre a campanha, locais de colheita ou critérios de elegibilidade para a dádiva, pode consultar www.fepodabes.pt ou www.dador.pt

Famalicão: Há roupa que retarda o envelhecimento da pele

Rui Martins, da empresa famalicense Inovafil, foi o convidado do podcast do Expresso “Na Liga dos Inovadores”, de Elisabete Miranda e Pedro Lima. Habitualmente convidam gestores, diretores e profissionais para falar do que de inovador e diferenciador está a ser feito nas empresas portuguesas.

Quando lhe perguntam pela roupa para retardar o envelhecimento da pele, Rui Martins responde que já existe, mas que haverá mais no futuro. «As substâncias ativas dos cremes podem ser passadas para os têxteis», respondeu.

Rui Martins disse que a «inovação na indústria têxtil avança a passos largos, com malhas feitas a partir de fibras de batata, de ananás, de bactérias ou de resíduos e até fios que retardam o envelhecimento da pele. Onde não se avança como se devia é na reciclagem dos resíduos têxteis».

A mistura de fibras existe e já há peças de roupa que, à semelhança dos cremes antirrugas, retardam o envelhecimento da pele, incorporando vitaminas, antioxidantes ou nutrientes provenientes de algas. O que Rui Martins entende é que é preciso um melhor aproveitamento dos desperdícios têxteis e diz que faz falta vontade política para pôr centros de investigação e universidades a trabalhar numa solução. «Não é lógico enterrarem-se toneladas de peças de algodão, uma matéria-prima rica em celulose, e plantar eucaliptos para extrair celulose», comentou.

A Inovafil, fundada em 2011, tem sede em Guimarães e, desde 2015, tem fábrica em Vale S. Cosme, que se dedica a produzir fios altamente diferenciadores, tanto para o mercado da moda como para o mercado dos têxteis técnicos. Em 2025 recebeu o prémio de Inovadora Cotec 2025.

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