Crédito em moratória cai para 41,8 mil milhões de euros em março

O montante total de créditos abrangidos por moratórias foi de 41,9 mil milhões de euros em março, menos 3,7 mil milhões do que em fevereiro. Enquanto que as moratórias privadas já terminaram, o prazo das moratórias públicas ainda está a ser avaliado.

No final de março deste ano, foram identificados um total de 501,6 mil contratos que estavam a beneficiar de medidas de apoio previstas no regime das moratórias. Estes créditos abrangem 383,8 mil titulares que adiaram o pagamento das suas prestações, resultando num montante global de crédito de 41.851 milhões de euros. Relativamente a fevereiro de 2021, esse valor desceu 3,7 mil milhões de euros. Já em dezembro de 2020, a quantia total era de 46,1 mil milhões de euros.

Apesar de não ser novidade existir um recuo no montante de crédito em moratória, é a primeira vez que este valor apresenta uma quebra tão grande desde que esta medida foi criada. As moratórias públicas surgiram em março de 2020 como uma forma de ajudar as famílias e empresas portuguesas a lidarem com o impacto da crise provocada pela pandemia da Covid-19.

O Banco de Portugal passou a divulgar no último dia de cada mês os dados atualizados para os créditos nestas condições. Segundo o regulador, a quebra de 3,7 mil milhões de euros “resulta, principalmente, do decréscimo dos empréstimos concedidos a particulares que diminuíram 2,7 mil milhões de euros. Destes últimos, destacaram-se os empréstimos com a finalidade habitação, cujo término da moratória privada com efeitos em março e abril justifica a quase totalidade desta redução”.

Os contratos abrangidos por este mecanismo caíram em março de 2021 face aos 630,6 mil contratos verificados em dezembro de 2020. Isto porque, a 31 de março, parte dos clientes bancários com crédito à habitação que solicitaram a moratória privada viram esta facilidade chegar ao fim. Ou seja, voltaram a pagar a mensalidade aos bancos a partir do mês de abril.

As moratórias privadas não receberam luz verde para novas oportunidades de prorrogação desde 2020. Apesar de este impacto ter sido sentido de forma mais abrupta no final de março deste ano, algumas entidades financeiras já haviam recusado prolongar as moratórias. Foi o caso do crédito Cofidis, já que essa instituição só permitiu que o prazo das moratórias nos seus empréstimos fosse estendido até setembro de 2020. Outras instituições admitiram que esse limite se prolongasse: primeiro, até dezembro de 2020 e depois até março de 2021.

Atualmente, ainda não existem mais previsões no prolongamento das moratórias públicas. A maioria das famílias portuguesas que têm moratórias públicas teve de voltar a pagar os juros dos seus créditos no mês passado, sendo que o capital em dívida só vai começar a ser liquidado depois do final de setembro. É nessa altura que muitas das moratórias que ainda estão ativas terminam.

Mesmo assim, o Estado poderá garantir uma parte dos empréstimos das empresas que não conseguirem retomar as prestações. Isto desde que o banco possa “conceder a carência necessária e a extensão da maturidade adequada” no âmbito de reestruturações individuais que poderão ter de ser acordadas entre a instituição e determinado devedor, disse Siza Vieira.

Para Mário Centeno, governador do Banco de Portugal, ainda há tempo para que se possa encontrar uma solução alternativa para o fim das moratórias em setembro. Numa aula na Escola Profissional Instituto de Gouveia, Mário Centeno admitiu que está a ser avaliada uma resposta nos próximos quatro meses. “O que nós nos vemos confrontados hoje é com uma avaliação concreta daquilo que é a situação das empresas e das famílias, e o Banco de Portugal está a trabalhar nesse sentido, como entidade responsável nesta área, e devemos concluir esta avaliação (e temos algum tempo, porque este é um processo que decorrerá nos próximos meses) para termos uma solução atempada face ao fim das moratórias que é setembro deste ano”, justificou Mário Centeno.

De acordo com o regulador do sector financeiro, abril e maio de 2020 foram os meses que registaram maior adesão às moratórias. Esta medida foi bem sucedida, já que permitiu reduzir o incumprimento no pagamento das prestações de crédito e, graças a isso, o rácio de incumprimento no crédito habitação manteve uma diminuição e no crédito aos consumidores estabilizou no segundo semestre.

Com o intuito de avaliar os deveres instituídos no tema das moratórias, o Banco de Portugal inspecionou 99 sites das instituições financeiras e avaliou a informação reportada por 106 entidades sobre a migração automática para a moratória pública de contratos que haviam sido registados como moratória privada. Esta análise foi feita no Relatório de Supervisão Comportamental divulgado no dia 3 de maio.

 

Famalicão: Gabriel Couto integra consórcio nacional para a linha de Alta Velocidade

A construtora Gabriel Couto, de Famalicão, integra o consórcio nacional que vai participar no concurso para a primeira fase de construção das linhas de Alta Velocidade, com um custo estimado em 3 mil milhões de euros. O anúncio foi feito esta quarta-feira, por Carlos Mota dos Santos, novo presidente do Conselho de Administração da Mota-Engil, empresa que liderará este consórcio do qual fazem ainda parte o Grupo Casais (Braga), Teixeira Duarte, Alves Ribeiro e Conduril.

Em entrevista ao Jornal de Negócios, o gestor revelou que o consórcio que vai concorrer à construção das linhas entre Porto e Coimbra (Porto-Oiã e Oiã-Soure) já está formado. Em 2025, são abertos concursos para a construção entre Coimbra e Lisboa e entre o aeroporto do Porto e Braga, aos quais o consórcio também tenciona concorrer.

A nova linha de alta velocidade que pretende ligar as duas principais cidades do país em apenas uma hora e 15 minutos no serviço direto.

Famalicão: Câmara Municipal faz parte de consórcio para a gestão de água no têxtil e vestuário

Vila Nova de Famalicão é um dos municípios parceiros do Consórcio GIATEX – Gestão Inteligente da Água na Indústria Têxtil e do Vestuário (ITV), constituído por cerca de três dezenas de instituições nacionais, com vista a responder aos desafios enfrentados pelas empresas de enobrecimento têxtil, ao nível do consumo específico de água e apoiar na decisão sobre o destino final a dar às águas.

A adesão do Município foi aprovada na reunião do executivo municipal, no passado dia 26 de janeiro, sendo que o seu envolvimento remete para a sensibilização e divulgação da agenda desenvolvida pelo consórcio.

Integram este projeto 27 membros, nomeadamente, instituições ligadas à investigação e ensino superior, empresas têxteis e afetas ao vestuário, e as autarquias de Famalicão e Santo Tirso.

O consórcio tem por objeto a execução de uma agenda mobilizadora intitulada de ‘GIATEX – Gestão Inteligente da Água na ITV’, cujo promotor líder é a Estamparia Adalberto, com coordenação técnica do CITEVE – Centro Tecnológico Têxtil e Vestuário. Este projeto está enquadrado e financiado no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência de Portugal.

Empresa da Póvoa de Varzim muda-se para Famalicão, cria postos de trabalho e investe 7 milhões de euros

A Steeltrax é uma empresa da Póvoa de Varzim que se vai mudar para Vilarinho das Cambas. Dedicada ao fabrico de estruturas e perfis metálicos especificamente direcionados ao mercado das energias renováveis, deverá estar pronta a funcionar em março do próximo ano. A nova unidade, com cerca de 6000 m2 e um investimento superior a 7 milhões de euros, será também a nova sede social da empresa.

Segundo os responsáveis da empresa, a mudança de concelho deve-se à necessidade de aumentar a produção, a uma melhor logística, além dos acessos privilegiados para a exportação.

A construção da nova unidade prevê a criação de 11 novos postos de trabalho “altamente qualificados”, para dar resposta à pretensão da empresa de «apostar fortemente na investigação e desenvolvimento (I&D), assim como na relação de proximidade com universidades e institutos de investigação científica, para potenciar o conhecimento e desenvolvimento de produto».

De referir que a instalação desta empresa no concelho famalicense vai contar com o apoio da Câmara Municipal, através do programa Made 2IN, que apoia a captação e fixação de empresas no concelho, com redução das taxas de licenciamento e de construção.

«A dimensão do Created IN Famalicão também é materializada com a atração de empresas com este perfil de abertura para a investigação e desenvolvimento de novos produtos, para o nosso território. Daí a manifestação de interesse municipal deste investimento», justifica o presidente da Câmara Municipal, Mário Passos.

Na Reunião de Câmara do dia 26 de janeiro, foi aprovada a abertura do período de candidaturas ao Programa Municipal de Apoio Financeiro a Bolsas de Investigação, uma medida de promoção da inovação empresarial por via do desenvolvimento de atividades de Investigação e Inovação (I&I) e a sua transferência para a indústria do concelho, que prevê a atribuição de cinco prémios a bolsas de investigação no valor de 5.000€ cada uma.

 

 

Famalicão: Programa para investigadores/bolseiros atribui prémios de 5.000 euros

Foi aprovada, esta quinta-feira, em reunião do executivo municipal, a abertura de candidaturas ao Programa Municipal de Apoio Financeiro a Bolsas de Investigação, medida de promoção da inovação empresarial por via do desenvolvimento de atividades de Investigação e Inovação (I&I) e a sua transferência para a indústria do concelho. O programa prevê a atribuição de cinco prémios a bolsas de investigação no valor de 5 mil euros cada uma.

Dirigido a investigadores e bolseiros com projetos de investigação em curso, aprovados por instituições oficiais, nacionais ou internacionais, o período de receção de candidaturas decorre de 1 de fevereiro a 30 de abril, em www.famalicaomadein.pt, onde vai estar o formulário de candidatura, bem como informação regulamentar sobre o programa que atesta, nas palavras do presidente da Câmara Municipal, «a aposta num concelho criador, onde prolifera a inovação e são criadas condições para o desenvolvimento, através da investigação (…) para isso temos que reter e atrair talento e é esse um dos grandes objetivos desta iniciativa». Mário Passos acrescenta, ainda, que esta medida «vai ao encontro do compromisso assumido com os famalicenses de criar um programa de bolsas de inovação, por forma a potenciar a competitividade económica do nosso concelho».

O Programa Municipal de Apoio Financeiro a Bolsas de Investigação decorre da implementação ‘do MadeIN ao CreatedIN’, que inclui o novo eixo de ação: MadeInovar. Esta nova abordagem do Famalicão MadeIn aposta na criação e no desenvolvimento de valor, procurando atrair empresas de base tecnológica, incentivar a transição – digital e climática -, promover a ciência, conhecimento e tecnologia, aproximar as entidades do Sistema de Investigação e Inovação (ENESII) e as empresas do território, assim como criar, atrair e reter talento e fomentar a coesão e o bem-estar social.

Foto: Câmara Municipal

 

Portal das Finanças não está a funcionar

O Portal das Finanças está inacessível e, até ao momento, não se sabe o que está a acontecer e não há nenhuma informação oficial.

Além do Portal das Finanças, também o Portal do e-faturas está inoperacional.

Nas redes sociais os utilizadores estão a ser informados que «estão a ocorrer constrangimentos no acesso ao Portal das Finanças. Lamentamos pelo incómodo. Assim que a situação estiver resolvida informamos».

Famalicão: Há uma nova oportunidade de qualificação para 20 formandos

Teve início, esta quarta-feira, o DigitalReskilling, um programa de requalificação profissional nas áreas emergentes das tecnologias digitais e business intelligence, para 20 formandos com qualificação de 12.ºano ou superior, mas em situação de desemprego, e que buscam aqui uma nova oportunidade de carreira. O curso tem a duração de 950 horas, com a formação teórica a realizar-se na Casa da Juventude e a restante (cerca de 450 horas) em contexto de trabalho, em empresas parceiras como a Salsa, TMG, Vieira de Castro, VLB Group, Primor, CMW Foundries, entre outras.

Trata-se de uma iniciativa da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, em colaboração com o Instituto de Emprego e Formação Profissional e o Cesae Digital – Centro para o Desenvolvimento de Competências Digitais.

O programa resulta, segundo Augusto Lima, «de uma auscultação prévia das necessidades das empresas, que são parceiras do processo» e representa «uma oportunidade para estas pessoas que, apesar das qualificações, não encontraram nas suas áreas de formação oportunidades profissionais», nota o vereador da Educação e Ciência do Município de Famalicão.

Augusto Lima confere que o desenvolvimento de novas tecnologias, de programação digital e tratamento de dados, «é hoje fundamental para as empresas do concelho que incorporam, cada vez mais, tecnologia, investigação e desenvolvimento no que produzem. Este programa requalifica pessoas e responde a esta necessidade», acredita o autarca.

A formatação deste programa, pelo enquadramento e envolvimento de diferentes agentes (Município, IEFP e empresas) «é exemplar e deve ser replicado», assinala Carla Vale, Diretora Regional do Instituto de Emprego e Formação Profissional. «As respostas devem ser dadas conforme as necessidades e está aqui uma grande oportunidade para integrar estes ativos no mercado de trabalho, com uma perspetiva de carreira», disse.

O programa cumpre uma das políticas municipais de promoção da qualificação e aprendizagem ao longo da vida, criando e alargando oportunidades de qualificação que vão de encontro ao mercado de trabalho, medida também enquadrada no Ano Europeu das Competências (European Year of Skills), para impulsionar a competitividade, a participação e o talento.