Empresas têxteis e de vestuário reclamam mais apoios e justiça na distribuição da ajuda

Face à pandemia e aos apoios concedidos pelo Governo, as empresas do setor têxtil e vestuário reclamam que o apoio chegue a mais empresas; que as ajudas à retoma progressiva sejam possíveis a partir de quebras iguais ou superiores a 15%; querem que o apoio considere não apenas a quebra de faturação, mas a descida das encomendas.

Num inquérito conduzido pela ATP, as empresas reclamam a isenção da TSU para os trabalhadores abrangidos pelas medidas de redução ou suspensão do período de trabalho. Dizem que esta medida devia contemplar empresas com mais de 250 trabalhadores, por forma a ajudar à manutenção dos postos de trabalho.

As empresas defendem, ainda, a reintrodução do regime de lay off simplificado, aplicável a todas as empresas (e não apenas às que são encerradas por via legal/ administrativa), para introduzir, o que dizem ser maior justiça na cadeia de valor, porque «não é apenas o retalho que está com dificuldades, quem está a montante na cadeia de valor está igualmente em dificuldades».

Neste inquérito, a ATP percebeu que as empresas pedem justiça também no acesso a medidas como o APOIAR, neste momento, apenas disponível para algumas atividades, estando excluída a indústria.

As empresas reclamam ainda que os trabalhadores que estão em casa para assistência a filhos menores (devido ao encerramento de escolas) sejam pagos pela Segurança Social.

Segundo a ATP, ao nível das linhas de crédito (esta é, entre os inquiridos, a medida mais usada, com 65% das empresas a utilizar), as empresas solicitam reforço dos montantes e maior flexibilidade de pagamento.

Há ainda muitas empresas que destacam a importância de uma componente de apoio a fundo perdido para capitalizar, extensão temporal das medidas e maior rapidez no pagamento dos apoios.

Famalicão: Centro de Competências para o setor das carnes tem as infraestruturas completas

Em setembro fica concluído o projeto de infraestruturas do Tecmeat – Centro de Competências do Agro-Alimentar para o Setor das Carnes, situado nas antigas instalações da Didáxis.

Financiado pelo Norte 2020, permitiu que este centro de competências se pudesse capacitar com um laboratório de microbiologia e uma unidade piloto que vão permitir o desenvolvimento de novos produtos e processos destinados ao setor agroalimentar, com foco particular na indústria das carnes.

Este projeto permitiu ainda desenhar um plano de formação para o setor das carnes e o desenvolvimento de um estudo de tendências e de inovação para o setor.

No âmbito da conclusão do projeto, está programada a realização de uma conferência internacional, direcionada para o setor das carnes, marcada para a última semana de setembro, com o objetivo de apresentar o Tecmeat e os trabalhos entretanto desenvolvidos.

Greve dos trabalhadores da IP vai afetar circulação de comboios nos dias 1, 3 e 5 de agosto

A organização sindical representativa dos trabalhadores da IP – Infraestruturas de Portugal (gestor da infraestrutura ferroviária) convocou uma greve para os dias 1, 3 e 5 de agosto e a Comboios de Portugal (CP) prevê «fortes perturbações» na circulação.

Em comunicado, a CP reporta que, «por motivo de greve convocada por organização sindical representativa dos trabalhadores da IP – Infraestruturas de Portugal preveem-se fortes perturbações na circulação de comboios, a nível nacional, em todos os serviços, nos dias 1, 3 e 5 de agosto de 2022».

Está prevista a realização de serviços mínimos nos dias da greve, sem prejuízo de poderem ser realizados comboios adicionais, cuja lista pode ser consultada em www.cp.pt

Famalicense vence prémio com bombons e trufas de medronho

Susana Azevedo, de Famalicão, arrecadou o prémio Potencial de Mercado na 5.ª edição do Food Fab Lab, que decorreu no passado dia 15 de julho, no Tagus Valley, em Abrantes, distrito de Santarém.

Venceu com os bombons e trufas de medronho da empresa SIM Chocolate. O conceito é o reaproveitamento e transformação do medronho com cacau negro, aproveitando os produtos que resultam dessa mesma transformação.

Este prémio representa 500 euros, atribuídos pela Tagusvalley. Passa, também, a poder utilizar os serviços daquele espaço de inovação situado em Alferrarede, no coração do Ribatejo.

Famalicão: Feira de vestuário em segunda mão regressa a 6 de agosto

A feira de artigos de vestuário em segunda mão regressa à Praça – Mercado de Famalicão a 6 de agosto, entre as 16 e as 20 horas.
Os interessados em participar no Out of the Closet devem efetuar a inscrição até 24 de julho, mediante o preenchimento de formulário, disponibilizado na página de Instagram do evento, sob o nome @??????????????_??????. As inscrições encontram-se limitadas a 20 vagas.
Esta iniciativa enquadra-se numa política de desenvolvimento de uma economia mais circular, visando a redução do desperdício têxtil.

Empreendedorismo cresce em Famalicão

Nos últimos dois anos, o Famalicão Made IN apoiou a criação de quase 100 empresas. As novas empresas e ideias de negócio nasceram e são acompanhadas pelo Gabinete de Apoio ao Empreendedor, através da oferta de um conjunto alargado de serviços, que vão desde o desenvolvimento da ideia de negócio até à participação no programa de aceleração de startups, passando pelo apoio na elaboração de candidaturas a financiamento, consultoria e acompanhamento da gestão operacional do negócio, entre outros.

No dia 15 de julho, numa cerimónia realizada na Casa do Território, os novos empresários receberam o certificado de pertença à Geração Made In.

Grande parte destes projetos resultou da vontade de criação do próprio emprego, mas há também projetos que evoluíram e já são empregadores. «Queremos que Famalicão seja capaz de alavancar novos projetos, que seja um território competitivo e cada vez mais atrativo para quem quer investir, para viver e para trabalhar, e este programa é um bom exemplo do sucesso que procuramos», disse o presidente da Câmara Municipal, Mário Passos, aquando da cerimónia.

Mário Passos enalteceu ainda a disponibilidade dos mais de 30 mentores que acompanham estes projetos, que, na análise do autarca, são «empresários de referência no concelho de Vila Nova de Famalicão e que integram este processo, partilhando experiências e acrescentando conhecimento aos que agora querem começar a crescer».

Recorde-se que a rede de mentores do Famalicão MadeIN junta um conjunto alargado de empresários e especialistas em áreas de negócio, que se disponibilizam a acompanhar novos projetos, assim como a prestar apoio e mentoria na sua fase inicial.

 

Associação Têxtil e Vestuário crítica falta de apoios à internacionalização

A direção da ATP – Associação Têxtil e Vestuário de Portugal está preocupada com o que diz serem atrasos e incertezas no apoio à internacionalização para este setor do têxtil e vestuário.

Mário Jorge Machado, presidente da ATP, garante que a Associação tem procurado informações junto das entidades competentes e que não tem obtido as respostas que precisa.

«As manifestações de preocupação foram dirigidas ao mais alto nível, a diversas entidades e responsáveis políticos, desde a membros do Governo, ao COMPETE, à AICEP Portugal Global, à própria CIP, e, nalguns casos, manifestações reiteradas», acusa.

Mário Jorge Machado recorda que as «últimas calls do Portugal 2020 para a internacionalização das empresas ficaram muito aquém das necessidades, com cortes orçamentais que não eram de todo esperados. Sobretudo numa altura essencial em que deveríamos estar a ajudar as empresas a reverter os efeitos provocados, primeiro, por uma pandemia, a que somaram, recentemente, outros provenientes da guerra, com crise de preços na energia e matérias-primas, subida da inflação e recuo da procura», frisa.

Ainda que reconheça que as verbas do Portugal 2020 possam estar esgotadas, Mário Jorge Machado lembra que há um «Programa como o Portugal 2030 que devia estar ao serviço da economia desde 2021, e estamos no 3.º trimestre de 2022 e ainda ninguém consegue antecipar quando poderá estar operacional, com abertura de calls nestas e noutras áreas».