Ensino: Pai mantém luta «pelos nossos direitos e pelo bem dos nossos filhos»

Artur Mesquita Guimarães, pai de dois alunos de excelência que não frequentam a disciplina de Cidadania e Desenvolvimento, vem, num artigo de opinião, defender-se de notícias e artigos «atentatórios contra a dignidade da minha família».

Recorde-se que os alunos, da Escola Júlio Brandão, não frequentaram a disciplina por decisão dos pais que entendem que há conteúdos que dizem respeito à família e não ao Estado. Por esta decisão, e apesar dos jovens em causa serem alunos de “5”, o Ministério da Educação manifestou vontade em reprová-los. O caso segue, agora, nos tribunais.

Leia a seguir o artigo de opinião de um pai que pede ao filhos que fiquem tranquilos, porque «nós, os pais, por certo estaremos à altura de vos proteger».

“Notícias e artigos que merecem resposta!

A semana, ou talvez as últimas semanas, têm sido ricas de opiniões, o que em si é salutar, relacionadas com o caso da “escola dos nossos filhos”, mas algumas das notícias/opiniões impõem resposta.

“A questão de fundo é se aquelas crianças devem ser reféns da teimosia desmiolada dos pais”

A estas e outras afirmações de carácter grosseiro, reveladoras de falta de cidadania e de quem se apresenta desesperado, pouco respeitadoras dos princípios da liberdade (vá-se lá saber porquê!), respondemos clara e publicamente: com a superior autoridade natural de pais (que a Constituição e os Direitos Humanos, aliás reconhecem), garantiremos a defesa da nossa liberdade e a proteção dos nossos filhos até ao limite das nossas forças, pelo superior interesse do bem deles.

Aos nossos filhos dizemos: fiquem tranquilos, nós, os pais, por certo estaremos à altura de vos proteger.

Também se tem dito por aí: mas quem é este “fulano” que aparece agora armado em herói, ou qualquer coisa semelhante. Este fulano (nem mais nem menos) é uma pessoa, cidadão de igual dignidade e plenos direitos tal como Francisco Louçã, Fernanda Câncio, Pedro Filipe Soares, João Costa, João Paulo Pedrosa, Ana Mendes Godinho ou qualquer outro cidadão, que com o trabalho de cada dia procura contribuir para o bem comum e levar a vida para a frente.

Sobre 20 deputados socialistas, repito 20 deputados socialistas, não o PS, já que há militantes do PS subscritores do abaixo-assinado em nossa defesa… o “Observador” dá a seguinte notícia: “pedem esclarecimento sobre a atuação de CPCJ” (curioso!) e refere ainda: «O progenitor (entenda-se pai) exibiu os filhos nos órgãos de comunicação social e desadequadamente, apenas com o propósito de assinalar e afirmar a sua discordância com uma disciplina do currículo de ensino”, sustentam estes deputados do PS» (afirmação triste e lamentável!). Não, senhores deputados do PS, não é a primeira vez que os nossos filhos aparecem na comunicação social, quer na impressa como mesmo na TV e sempre por boas causas. Talvez seja porque são simpáticos, bons rapazes e também talvez seja isso que vos incomoda.

Pois bem este tipo de comentários, grosseiros e agressivos, em jeito intimidatório à semelhança do Despacho emitido pelo Senhor Secretário de Estado João Costa, seguramente não nos afastarão da defesa dos nossos direitos e da nossa liberdade.

É caso para perguntar: porque será que todos estes senhores estão tão surpreendidos por nós não renunciarmos aos direitos que a Constituição, as leis da República e ainda os Direitos Humanos nos reconhecem?

Enfim, comportamentos próprios de “meninos mimalhos” burgueses, no caso adultos, que não estão habituados a ser contrariados e pensam que fazem o que querem e levam a melhor só por fazerem perrice – aquilo que às vezes se vê nos supermercados.

Pela nossa parte também entendemos que quem de direito deve tomar as medidas adequadas, na defesa dos nossos direitos e liberdades (aqui quando referimos “nossos” deve entender-se os nossos e os de todos) e por isso apresentámos uma queixa no Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga contra o Ministério da Educação e contra o Agrupamento de Escolas Camilo Castelo Branco, onde estudam os nossos filhos, que já produziu os seus efeitos.

Também apresentámos, junto do Sr. Presidente da República, as razões que nos levam a pedir que diligencie no sentido da destituição do Senhor Secretário de Estado Dr. João Costa.

Pela liberdade, pelos nossos direitos e pelo bem dos nossos filhos.

Brufe VNF, 11 Setembro 2020

Artur Mesquita Guimarães”

Centro de Recolha Animal de Famalicão retira cão de um poço com cerca de 15 metros

Esta quarta-feira ficou marcada por mais uma intervenção de resgate levada a cabo pelo Centro de Recolha Animal de Vila Nova de Famalicão.

Desta vez o resgate aconteceu na freguesia de Landim. O latir de um cão alertou alguns populares que acabaram por encontrar o animal no interior de um poço, com cerca de 15 metros de profundidade.

Depois de uma operação de resgate que durou cerca de uma hora, o amigo de quatro patas foi retirado daquele local sem qualquer tipo de ferimentos.

Famalicão: Feira da Formação abre esta quinta-feira

De quinta a sábado, o centro da cidade acolhe a Feira da Formação, evento com mais de duas dezenas de expositores e que reúne estabelecimentos de ensino e entidades de formação, que darão a conhecer a sua oferta educativa e formativa dirigida aos jovens e adultos interessados em formação qualificante. O certame terá abertura oficial às 16 horas desta quinta-feira, com a presença do presidente da Câmara Municipal, Mário Passos.

Os dias de quinta e sexta-feira são dedicados aos alunos das escolas do concelho, em fase de termino do ciclo de estudos, enquanto que a manhã de sábado, tem como público alvo pais e encarregados de educação, para que também eles possam conhecer os cursos, planos de estudo e saídas profissionais da oferta formativa existente.

Famalicão: Na União de Freguesias de Arnoso e Sezures há uma «comunidade comprometida com o futuro»

Mário Passos anda a «ouvir para melhor governar» e, esta terça-feira, foi colher opiniões e inteirar-se dos desafios, projetos e problemas que enfrenta a comunidade da União de Freguesias de Arnoso (Santa Maria, Santa Eulália) e Sezures.

Esta Presidência de Proximidade começou em Sezures para assinalar as obras de requalificação do adro da Igreja, intervenção que está já numa fase final e teve um apoio municipal de 147 mil euros. O autarca confere que a conclusão desta obra «é uma boa notícia», notando que «os adros têm o seu simbolismo religioso, mas são, também, espaços de convívio abertos a toda a população.

Já em Arnoso Santa Eulália o foco esteve na rede viária, com a repavimentação das ruas das Cruzes e Dr. Antero Martins apontadas como prioritárias. Nesta localidade, sempre acompanhado pelo executivo liderado por Jorge Amaral, Mário Passos passou pelas obras de reabilitação da sede da Banda Marcial de Arnoso. Nesta primeira fase da intervenção, que contou com um apoio municipal de 75 mil euros, os trabalhos decorrem sobretudo na cobertura e no exterior do edifício. Trata-se «de uma obra fundamental para o futuro desta instituição que muito prestigia o concelho», reconheceu o autarca.

Em Arnoso Santa Maria, Jorge Amaral aproveitou a presença do presidente da Câmara Municipal para falar da construção de um multiusos.

Como vem sendo habitual, no final da visita Mário Passos reuniu com as forças vivas desta união de freguesias, representada por cerca de meia centena de pessoas, reiterando «que estes encontros são muito importantes. Um território só se desenvolve com este envolvimento, com esta participação coletiva e fico muito satisfeito por constar o quanto os famalicenses estão comprometidos com o futuro de Vila Nova de Famalicão».

 

Famalicão: Mil alunos envolvidos no programa My Machine

Está de regresso o programa “My Machine” concebido para materializar ideias dos alunos do 1.º ciclo. Este ano, foram envolvidos mais de mil alunos do ensino básico, ensino profissional e Universitário. O resultado prático das ideias dos mais pequenos vai ser exposto na Universidade Lusíada, cuja inauguração é no dia 25 de maio, às 14 horas.

«My Machine» é um programa educativo que desafia alunos do primeiro ciclo do ensino básico a desenvolverem uma ideia que solucione problemas do seu dia-a-dia. O desenho dos alunos do ensino básico passa para os futuros engenheiros da Universidade Lusíada, que traduzem a ideia num desenho técnico e apresentam soluções que são materializadas pelos alunos do ensino profissional.

O empreendedorismo dos mais pequenos é surpreendente e as ideias surpreendem. Por exemplo, a existência de folhas e outros resíduos no chão do recreio da escola originou o desenho do soprador «Limpa Recreio», criado pelos alunos da turma C5 do 3.º ano da Escola Básica de Delães. A invenção funciona a energia solar e os alunos pedalam para chegar a todos os cantos do recreio, onde, através do aspirador, colocado no atrelado, sugam as folhas existentes no recreio da escola.

Os esboços técnicos das máquinas a construir em 2022/2023, na sua maioria relacionadas com questões ambientais e o controlo de ruído nas salas de aula, vão poder ser vistos na Lusíada. «Comboio da Diversão» ou «Reutilizador de Água» são dois outros exemplos das novas máquinas que vão ser construídas pelos Agrupamentos de Escolas D. Sancho I e o de Ribeirão.

Recorde-se que o Município de Vila Nova de Famalicão foi um dos pioneiros na implementação, em Portugal, do «My Machine», um programa educativo que envolve vários graus de ensino. «É um projeto educativo desafiante e interessante, ao permitir estimular desde cedo as crianças para as áreas científicas e tecnológicas», considera o presidente da Câmara Municipal, Mário Passos. «Vejo com bons olhos esta envolvência de várias camadas de ensino, desde os alunos do 1.º ciclo aos do ensino profissional e universitário, num projeto que os desafia a encontrar soluções para problemas do dia-a-dia e abrir horizontes criativos», acrescenta.

Apesar da pandemia, os projetos desenvolvidos no âmbito do «My Machine» foram concretizados e as 12 máquinas construídas ao longo dos dois últimos anos letivos vão ser apresentadas na Universidade Lusíada, na sessão do dia 25 de maio.

 

Famalicão: Investimento de 292 mil euros para ajudar 300 famílias a pagar as rendas

Ao longo deste ano, a Câmara Municipal vai apoiar 303 famílias do concelho no pagamento das rendas, num investimento de 292.500 mil euros. A proposta para estes apoios, no âmbito do programa municipal “Casa Feliz – Apoio à Renda”, é um dos pontos em discussão na reunião desta quinta-feira do executivo municipal.

Os apoios são divididos em três escalões. O “A” corresponde a um apoio mensal de 100 euros e foi atribuído a 105 candidatos; o escalão B é de 75 euros e foi atribuído a 159 candidatos; o escalão C corresponde a um apoio de 50 euros mensais e foi atribuído a 39 candidatos.

O presidente da Câmara Municipal, Mário Passos, fala numa «retaguarda importante para aliviar o peso que as despesas com a habitação têm no orçamento das famílias famalicenses». O valor das rendas continua a ser «um problema para muitas famílias e, por isso, faz todo o sentido que a Câmara Municipal continue atenta e disponível para as apoiar. Tem sido assim nos últimos anos e vai continuar a ser», garante o autarca.

Este ano regista-se um novo aumento do investimento municipal afeto a este programa e do número de famílias beneficiadas. Em 2021, o investimento fixou-se nos 284 mil euros, beneficiando 287 famílias.

Recorde-se que as candidaturas ao programa “Casa Feliz – Apoio à Renda” decorreram até 31 de janeiro deste ano.

Para além da vertente de apoio às rendas, em vigor desde 2012, o programa Casa Feliz arrancou em 2005 para apoio às obras. Com este projeto, as famílias que mais precisam têm acesso a um apoio financeiro até 5 mil euros para a realização de obras de reparação da habitação, proporcionando as condições mínimas de bem-estar.

Na reunião do executivo desta quinta-feira vão estar também em análise mais 12 candidaturas apresentadas ao “Casa Feliz – Obras”, num investimento que ronda os 60 mil euros. Recorde-se que desde o seu lançamento, já foram concretizados várias centenas de processos de reabilitação, tendo o município investido mais de um milhão de euros.

 

Artista famalicense leva a “Universidade de Bolso” a Guimarães

A presente edição da “Universidade de Bolso”, conferência criada pelo famalicense João Sousa Cardoso, está marcada para os dias 27, 28 e 29 de maio, no Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães.

Desta vez o tema é a “Coabitação e as novas temporalidades”, concentrado na atualidade dos direitos das minorias étnicas e na elaboração social, ética e estética de uma cultura cosmopolita e transtemporal.

Para quem não conhece, a “Universidade de Bolso” é um programa de construção de conhecimento em regime intensivo que promove o encontro de ideias e experiências sobre um tema proposto.

Esta edição tem convidados de reconhecidos méritos, mas também é aberta à participação da comunidade. Os artistas/pensadores convidados para esta aula pública são: Françoise Vergès, intelectual, escritora e militante francesa que tem desenvolvido um pensamento crítico sobre as relações entre anticapitalismo, ativismo feminista e decolonização; Vladimir Safatle, filósofo brasileiro, docente na Universidade de São Paulo e músico, que tem produzido reflexão sobre a construção política das subjetividades entre a filosofia, a crítica da cultura e a teoria psicanalítica; Mary Enoch Elizabeth Baxter, que também assina com o nome hip‐hop Isis Tha Saviour, artivista norte‐americana que trabalha a relação entre o sistema institucional da justiça (incluindo a justiça reprodutiva), a violência de estado e a comunidade afrodescendente nos Estados Unidos da América.

Svitlana Baptista e Niranjan Sapkota são duas cidadãs radicadas em Guimarães que vão partilhar a experiência de imigração da Ucrânia e do Nepal, respetivamente, para Portugal.

Além dos oradores e dos habitantes locais convidados, esta “Universidade de Bolso” tem ainda os “observadores” que fazem a análise dos três dias de conferência. Este ano, a tarefa está entregue à historiadora francesa Yvane Chapuis – responsável pelo Departamento de Pesquisa na escola de artes La Manufacture, em Lausanne (Suíça) – e a António Guerreiro, crítico cultural e professor na Faculdade de Belas‐Artes da Universidade de Lisboa.
Para participar nesta conferência é necessário inscrever-se, que pode ser no Centro Cultural Vila Flor, Centro Internacional das Artes José de Guimarães, Casa da Memória ou na Loja Oficina.

Esta conferência internacional é criada pelo artista e docente famalicense João Sousa Cardoso, licenciado em Artes Plásticas e doutorado em Ciências Sociais.