Famalicão: Ainda há escolas de 1.º ciclo em risco de encerrar por falta de alunos

No concelho de Famalicão ainda há escolas do 1.º Ciclo com um número mínimo de alunos e que, caso baixem dos 21, conforme a lei, correm risco de encerrar.

Esse estudo e onde serão acolhidas as crianças, tudo isso está previsto na nova Carta Educativa que foi aprovada esta quinta-feira, em reunião de Câmara, e que vai ser submetida à Assembleia Municipal.

Em risco estão, por exemplo, as escolas de 1.º ciclo de Seide S. Miguel, Arnoso Santa Eulália, Vilarinho das Cambas e Brufe. No caso de Brufe, como são duas escolas em locais distintos, está prevista a construção de um centro escolar para primeiro ciclo e jardim de infância.

Na nova carta educativa, com previsão para uma década, estão incluídas pela primeira vez as creches. Segundo o vereador da educação, Leonel Rocha, o objetivo é saber a distribuição das crianças, onde há falta de creches e quais as que estão com número reduzido de bebés, o que pode afetar, posteriormente, os jardins de infância e escolas de 1.º Ciclo.

Famalicão vai ter uma Equipa Municipal de Adaptação às Alterações Climáticas

O Município de Vila Nova de Famalicão vai criar uma equipa de trabalho para acompanhamento da política climática, bem como políticas setoriais com impacto nos objetivos municipais em matéria de descarbonização e alterações climáticas, denominada de Equipa Municipal de Adaptação às Alterações Climáticas. A coordenação da equipa ficará a cargo do Vereador do Ambiente, Hélder Pereira, e vem no seguimento do desenvolvimento da Estratégia Municipal de Adaptação às Alterações Climáticas.

As alterações climáticas constituem o fenómeno que alicerça a criação desta equipa, dado tratar-se de um desafio universal que impõe a necessidade de promoção de uma resposta consistente e determinada às alterações climáticas, de forma a colocar o Município de Famalicão na linha da frente, a nível nacional, no que diz respeito à gestão eficaz destes desafios que impactam a vida dos cidadãos.

Recorde-se que, em 2017, o Município assumiu o compromisso de cumprir com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) propostos pela Organização das Nações Unidas (ONU), tendo obtido, no Índice de Sustentabilidade Municipal do Centro de Estudos e Sondagem de Opinião (CESAOP) da Universidade Católica, um índice global de 69,5%, no ano de 2021, superando a média nacional que se situa nos 65,7%. Este índice avalia a performance municipal na concretização dos 17 ODS propostos pela ONU, sendo que um dos objetivos abrangidos relaciona-se com a Ação Climática (n.º 13).

No âmbito da ação climática, é de destacar o projeto municipal «Life – Natural Adapt 4 Rural Areas», que avançou para o terreno este ano, que visa a minimização das alterações climáticas no território. Através deste projeto estão a ser implementadas soluções baseadas no ecossistema, nomeadamente, a replicação e aproveitamento dos «serviços» que a natureza providencia naturalmente, bem como a recuperação de habitats naturais que têm a capacidade de reter a água e infiltrá-la nos lençóis freáticos, evitando assim o efeito das cheias a montante e aumentando a quantidade de água nos lençóis para utilização durante o verão, em períodos de seca, obtendo, por conseguinte, um melhor desempenho ambiental e climático pela redução de resíduos, maior resiliência a inundações, melhoria da qualidade das águas residuais para reutilizações económicas e humanas.

Refira-se que a criação da Equipa Municipal de Adaptação às Alterações Climáticas vem no seguimento da Lei 98/2021, de dezembro de 2021, que impõe aos municípios que, no prazo de dois anos, a partir da sua entrada em vigor, procedam à elaboração de um Plano Municipal de Ação Climática, surgindo a necessidade de alocar recurso humanos qualificados para a elaboração deste manifesto, que servirá de guia da ação municipal no âmbito ambiental.

Nova sede da Frutivinhos mais perto da realidade

A Frutivinhos, Cooperativa Agrícola de Vila Nova de Famalicão, vai ganhar um novo edifício sede. A escritura de cedência de direito de superfície de uma propriedade, foi assinada na passada segunda-feira, 8 de agosto, entre o Município de Vila Nova de Famalicão e a cooperativa, e vigorará durante um período de 71 anos.

A propriedade, com cerca de 1418 m2 e sob alçada municipal, encontra-se localizada no Lugar do Longo, na Rua D. Sancho I, União de Freguesias de Vila Nova de Famalicão e Calendário, e será cedida a título gratuito à cooperativa famalicense. Destina-se única e exclusivamente a construção de um equipamento destinado ao desenvolvimento da atividade da Frutivinhos, que permita dar resposta às necessidades de crescimento da cooperativa, ficando esta construção a cargo da entidade.

O projeto inclui uma área de construção que ronda os 600 m2 e que inclui a criação de uma loja, aberta ao público, para venda dos vinhos da cooperativa, bem como produtos de parceiros locais, uma zona de degustação e prova de vinhos, uma sala de formação e pequeno auditório, gabinetes, um armazém para acondicionamento dos produtos e zona de cargas e descargas.

Recorde-se que a Frutivinhos é uma cooperativa sem fins lucrativos famalicense, constituída em 1960, que tem como objetivo a transformação, conservação e venda de produtos agrícolas provenientes dos seus cooperadores.

Taça de Portugal conquistada pelo Desp. Aves em 2018 está a ser leiloada

Na sequência do processo de insolvência da SAD, o troféu mais importante da história do Desportivo das Aves está a ser leiloado.

O leilão está a ser gerido pelo Tribunal Judicial da Comarca do Porto.

Atualmente o Troféu da Taça de Portugal está a ser licitado por 1.600 euros (última licitação).

 

Estudo: População confia nos médicos e desconfia cada vez mais dos políticos

As profissões de médicos e cientistas são aquelas em que a grande maioria da população mais confia. Do outro lado da tabela estão os governantes e os políticos, respetivamente. Numa sondagem do Instituto Ipsos, e de acordo com o relatório divulgado, os homens e mulheres ligados à política são os menos credíveis.

Atendendo aos números divulgados, médicos e cientistas estão muito bem cotados, com uma preferência em termos de confiança de 59% e 57%, sendo que governantes e políticos surgem na ‘cauda’, com 16% e 12%.

É na Espanha que os médicos têm o índice de maior confiança, com um total de 71%, ao passo que, nos países onde o estudo foi desenvolvido, os polacos têm mais reservas quanto aos clínicos, com apenas 39%.

No que diz respeito então aos políticos, os indianos são os que mais aprovam esta profissão, com um total de 28%, ao passo que Japão, Polónia, Chile, Hungria e Perú foram aqueles que mais torceram o nariz a esta profissão, com 7%.

Este estudo, registe-se, foi realizado em 28 países, concretamente na Argentina, Austrália, Bélgica, Brasil, Canadá, Chile, China, Colômbia, Dinamarca, França, Alemanha, Grã-Bretanha, Hungria, Índia, Itália, Japão, Malásia, México, Holanda, Peru, Polônia, Arábia Saudita, África do SUl, Coreia do Sul, Espanha, Suécia, Turquia e Estados Unidos.

Seguradoras estimam pagar oito milhões de euros em indemnizações por causa dos incêndios

As conclusões do inquérito aos associados, hoje divulgadas em comunicado da APS, indicam ainda que Leiria foi o distrito com mais sinistros participados, mas os sinistros que envolvem maiores prejuízos foram participados nos distritos de Faro e de Aveiro.

A quase totalidade dos prejuízos reportados diz respeito a seguros de multirrisco, tanto de comércio e indústria (49%) como de habitação (37%).

“A situação que o país atravessou recentemente, e a frequência cada vez maior dos eventos climáticos que estão na sua origem, reforçam a importância do seguro enquanto elemento de mitigação das perdas sofridas e fator de estabilidade da vida das pessoas e das empresas”, afirmou o presidente da APS, José Galamba de Oliveira, em comunicado.

O ano de 2022, segundo dados até 31 de julho do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), foi o quinto valor mais elevado em número de incêndios e o terceiro valor mais elevado de área ardida, desde 2012.

O mês de julho é este ano o que apresenta maior número de incêndios rurais, 40% do total, sendo também o mês de mais área ardida, 46.996 hectares, o que representa 81% de toda a área ardida registada este ano.

Os cinco maiores incêndios deste ano ocorreram todos no mês de julho, sendo o que consumiu mais área foi o que deflagrou no concelho de Murça, Vila Real, em 17 de julho (7.058 hectares). Segue-se o incêndio de Pombal, Leiria, com 5.126 hectares de área ardida (em 08 de julho).

Em terceiro lugar o incêndio de Chaves, Vila Real, de 15 de julho, com 3.368 hectares ardidos, depois Carrazeda de Ansiães, Bragança, em 07 de julho, com 3.330 hectares ardidos, e Ourém, Santarém, também em 07 de julho, que consumiu 2.936 hectares.