
O árbitro do encontro entre o S. Cosme e o Delães, garante que «jamais foi assinalado qualquer penálti. Não houve apito, não houve gesto técnico nesse sentido, não houve qualquer indicação» e que o jogo recomeçaria «com um pontapé de baliza (pois a bola transpusera a linha de baliza antes do contacto que daria origem ao suposto penálti)».
Acrescenta que aquele «foi o momento adequado para dar a partida por terminada, em virtude de já ter sido esgotado o tempo de compensação (e ainda os minutos somados a estes) e por este ser um recomeço de jogo “morto”, ideal para terminar a partida sem interromper um ataque prometedor ou antes da execução de um lance de potencial perigo, como um canto ou um lançamento perigoso (ou, lá está, um penálti, que seria o exemplo máximo disso)», escreve o árbitro.
Recorde-se que o CRP Delães emitiu um comunicado dando conta de um erro do árbitro da partida que terá assinalado grande penalidade, mas não deixou que fosse marcada, dando por terminado o encontro. O que suscitou a contestação dalaense.
Refutando as acusações do clube de Delães, reproduzidas na notícia publicada, o árbitro estranha «que gente que se afirma tão conhecedora do desporto rei e que se diz no mundo de futebol há anos sem fim, não saiba distinguir entre a sinalética de pontapé de baliza e a sinalética de penálti. Que não saiba que para assinalar um penálti o árbitro tem de apitar, apontando inequivocamente para a marca de penálti — o que não aconteceu. Os únicos apitos que se ouviram foram três: para dar o jogo por terminado, momento em que já eu estava voltado para o meio-campo e já tinha conferido o relógio», relata.
No mais, denuncia que aconteceram situações de «extrema gravidade, agressões físicas entre adeptos, arremesso de pedras contra a equipa de arbitragem, invasão de campo e ameaças diretas à integridade física do árbitro e da sua família».
Famalicão: Árbitro assinala penálti… que não deixa marcar, terminando o jogo



















