
O advogado e escritor Salvador Coutinho, de 90 anos, vai ser alvo de uma homenagem no dia 25 de abril, numa cerimónia que começa às 15 horas, na Fundação Cupertino de Miranda.
A iniciativa é da associação famalicense Casa da Memória Viva, a que se associam a Associação Portuguesa de Escritores e a Ordem dos Advogados Portugueses.
Na cerimónia, haverá uma sessão evocativa do percurso cívico, do apego à advocacia e da obra literária daquele que é o decano dos escritores famalicenses. Será, também, apresentado “Era uma vez uma história que não sabia contar-se”, o 18.º livro da sua carreira (11.º de originais de poesia).
A edição é da Elefante Editores e contou com o apoio da Casa da Memória Viva, dado o relevante interesse dos 71 poemas do livro, que remetem o leitor para as vivências dos seus anos da infância, revelando uma memória prodigiosa que fixa nomes e marcas partilhadas por várias gerações de famalicenses.
Na homenagem que lhe vai ser prestada, haverá declamação de poemas, por António Campos de Sousa e Carlos Carneiro; intervenções de dirigentes da Associação Portuguesa de Escritores e da Ordem dos Advogados e uma conversa entre o homenageado e antigos e atuais moradores da Rua da Liberdade.
Salvador Coutinho nasceu em Espinho em setembro de 1935, mas em 1944 veio viver, com a família, para a freguesia de Calendário. Primeiro, e por pouco mais de um ano, no lugar da Castela. Depois para a Rua da Liberdade, onde o pai, o farmacêutico Júlio da Rocha Coutinho Neto, abriu, no Verão de 1948, a Farmácia do Calendário. É para a Rua da Liberdade, onde viveu uma infância feliz, que remetem muitos poemas.






















