
O julgamento do professor Fernando Silvestre começou esta terça-feira no Tribunal de Guimarães, e será à porta fechada, por decisão do coletivo de juízes, tendo em conta a natureza sexual dos crimes.
Está acusado de 87 crimes de abuso sexual de 15 alunas com idades entre os 14 e os 17 anos. Os atos terão ocorrido entre 2014 e 2019, sobretudo nos ensaios da companhia “O Andaime” de que era fundador e encenador.
O professor de Educação Moral e Religião Católica na Escola Camilo Castelo Branco optou por, nesta fase, não prestar declarações perante o coletivo de juízes, mas a advogada mantém a posição de que o seu constituinte é inocente, «e que o seu método de ensino de teatro é universal e não contém qualquer abuso ou distorção, sendo utilizado em todo o mundo civilizado», disse a advogada do arguido aos jornalistas, à saída do Tribunal de Guimarães.
Recorde-se que na fase de instrução do processo, o arguido afirmou que as acusações não passavam de uma “cabala” orquestrada por alunas que, enquanto atrizes, se sentiram rejeitadas. Ainda sobre as acusações, diz que se baseiam em «relatos frágeis» das alunas e em «depoimentos indiretos» de pessoas a elas ligadas. A juíza de instrução considerou, contudo, haver prova robusta de que o arguido cometeu «atos atrozes».
O docente foi alvo de um processo disciplinar por parte da Inspeção Geral de Educação e Ciência, de que resultou a sua suspensão preventiva entre 04 de fevereiro e 17 de junho de 2019.
Depois disso, retomou a atividade mas, em finais de outubro de 2022, e segundo disse na altura o Ministério da Educação, «foi afastado da escola, enquanto se aguardam as decisões» dos processos disciplinar e judicial em curso.




















