Famalicão: Conjunto Arqueológico das Eiras classificado como de Interesse Público

O Conjunto Arqueológico das Eiras, em Vila Nova de Famalicão, uma concentração arqueológica com diferentes estruturas de várias épocas, foi classificado como Conjunto de Interesse Público (CIP), segundo portaria publicada em Diário da República (DR).

«Apesar da diversidade que caracteriza o Conjunto Arqueológico das Eiras, destacam-se a sua grande coerência espacial e notável enquadramento paisagístico, a que se somam o valor patrimonial e o relevante interesse histórico dos diversos sítios», justifica a Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) que, em parceria com a Direção Regional de Cultura do Norte, procedeu ao estudo deste aglomerado localizado no distrito de Braga.

No documento, a DGPC justifica esta classificação com o contexto territorial e a centralidade em relação a toda a região do Médio Ave, bem como a vivência das populações locais até à Idade Média.

Recorde-se que o Conjunto Arqueológico das Eiras abrange as freguesias de Pousada de Saramagos, Joane, Vermoim e Vale São Martinho e a União das Freguesias de Vale São Cosme, Telhado e Portela, no concelho de Vila Nova de Famalicão.

Este conjunto é formado pelo Castro das Eiras, considerado um dos maiores povoados da Idade do Ferro na região Norte, incluindo um balneário «com profusa decoração de pedras graníticas». Soma-se a Necrópole de Vermoim, composta por quatro mamoas, o Castro de Santa Cristina, com plataforma central definida por talude e muralha em pedra, o recinto muralhado do Castro de Vermoim, envolvendo a acrópole, junto do qual se situam os vestígios defensivos medievais do castelo da localidade que, acreditam os especialistas, terá sido palco de “importantes episódios históricos” à época do Condado Portucalense. Este Conjunto de Interesse Público fica fechado com a Atalaia de Telhado, também datada da Idade Média, e, com a Bouça do Pique, povoado do século III antes de Cristo (a.C.).

A portaria dá conta de que «o caráter matricial do bem», o «valor estético e material», bem como o seu «interesse como testemunho notável de vivências e factos históricos» e a conceção arquitetónica e paisagística do conjunto contribuíram para esta classificação. «Reflete o ponto de vista da memória coletiva e a importância do ponto de vista da investigação histórica ou científica», acrescenta.

O Conjunto Arqueológico das Eiras é delimitado por duas linhas de água que convergem para o rio Ave.

No âmbito desta CIP foram criadas duas áreas de sensibilidade arqueológica. Numa delas, acrescenta o documento, «só são admitidos trabalhos arqueológicos de investigação e ações de manutenção e conservação e valorização dos vestígios arqueológicos identificados bem como de outros que possam vir a surgir, assim como intervenções pontuais no âmbito de um circuito de visita».

Na zona B, «todas as pretensões que envolvam movimentação de terras, nomeadamente as relativas a trabalhos que impliquem transformação, revolvimento ou remoção do subsolo, devem ser precedidas da elaboração de um relatório prévio (…) da responsabilidade de arqueólogo, e ser sujeitas a parecer da tutela do património cultural territorialmente competente, que definirá as condicionantes a atender na sua execução».

Na portaria, assinada pela secretária de Estado da Cultura, Isabel Alexandra Rodrigues Cordeiro, é salvaguardado que «todas as estruturas amovíveis e temporárias [tendas, iluminação, vedações, postes, sinalização, painéis publicitários] a introduzir na área não podem comprometer o valor e o significado do bem e devem ser sujeitas a parecer prévio da tutela do património cultural territorialmente competente».

 

1 Comment

  1. Haja “vontade e visão” e teremos num futuro próximo uma enorme mais valia , c dstaque para o castelo de vermoim e s/ fabulosa história.

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Famalicão: Recolha de lixo inalterável no feriado

No feriado de 8 de dezembro, Dia da Imaculada Conceição, a recolha de resíduos sólidos urbanos funcionará de forma normal, não havendo qualquer alteração aos horários habituais, informa a Câmara Municipal.
A empresa Blueotter Circular SA, atualmente a operar em Vila Nova de Famalicão, é responsável pela recolha de resíduos sólidos urbanos em todo o concelho famalicense.

Famalicão: Recutex ajuda a recuperar fardas do MacDonalds

A HR Group e a Recutex, empresa famalicense, deram uma nova vida às fardas antigas da McDonalds Portugal. Desta parceria resultam cinco mil sacos de pano que serão entregues à Fundação Infantil Ronald McDonald para kits de acolhimento de higiene e conforto.

Segundo avança do Jornal T, a transformação das fardas antigas, que inclui várias etapas, como a triagem manual de materiais e a fiação de um novo tecido sem qualquer tingimento, ficou a cargo da Recutex. A confeção dos sacos coube à HR Group, empresa que em julho passado, criou as novas fardas da cadeia norte-americana.

Citado pela mesma publicação, João Valério, administrador da empresa famalicense, olha para este projeto como «um caso de sucesso», considerando que «só com este esforço conjunto 100% português, obtemos a possibilidade de reduzir a pegada ecológica no mundo».

Inês Lima, diretora geral da McDonalds Portugal, dá conta do «orgulho» em avançar com este projeto «ao lado de empresas como a Recutex e HR Group que, tal como nós, acreditam na inovação como alavanca para a mudança responsável».

A HR Group aceitou o desafio «com entusiasmo e sentido de responsabilidade, tanto pelo cariz ambiental aqui refletido, como pela vertente social, de contribuição para a associação», assinala Fernando Mateus, diretor geral da HR Group.

De resto, esta parceria com a McDonalds «significa alavancar, a uma grande escala, as potencialidades da economia circular. A recuperação de tecidos é sem dúvida um passo fundamental para uma maior circularidade nos vários setores da economia», finaliza João Valério ao Jornal T.

Foto: Jornal T

Famalicão: Secretário de Estado da Justiça visita Tribunal e Delegação da Ordem dos Advogados

O Secretário de Estado da Justiça vem a Vila Nova de Famalicão, no dia 15 de dezembro, para visitar as instalações do Tribunal e, depois, participar numa cerimónia na Delegação da Ordem dos Advogados.

A visita decorre durante a tarde daquele dia e surge no seguimento das ações desenvolvidas pela Delegação pelo regresso das Instâncias Centrais, que culminaram com uma reunião, em Lisboa, no passado dia 2 de setembro. Fonte próxima da Delegação acredita que esta visita do Secretário de Estado da Justiça pode ser o momento final e determinante para que num futuro próximo o Tribunal volte a albergar as Instâncias Centrais Cível, Criminal e Juízo de Instrução.

Na visita ao Tribunal Judicial, para aferir das suas condições, o Secretário de Estado estará acompanhado pelo Juiz Presidente da Comarca de Braga e pela diretora da Direção-Geral da Administração da Justiça. Já para a sessão que decorrerá na Delegação, serão convidadas várias personalidades, como o presidente da Câmara Municipal, representantes dos grupos parlamentares na Assembleia Municipal e respetivo presidente. Todos os representantes das diversas entidades que participaram no dossiê elaborado pela Delegação da Ordem para efetivar e justificar a instalação das Instâncias Centrais, também serão convidados.

Famalicão: Lago Discount vendido a empresa da região e fundo de investimento

O presidente da Câmara Municipal, Mário Passos, anunciou, esta terça-feira, durante a visita à Pafil, no Louro, que o Lago Discount foi vendido.

Muito embora Mário Passos não tenha avançado com pormenores sobre esta venda, CIDADE HOJE sabe que a venda do Lago Discount, em Ribeirão, resulta de um processo que envolve uma empresa da região norte e um fundo de investimento.

A ideia é revitalizar aquele espaço comercial. Os novos promotores acreditam neste projeto e conceito comercial e tendem, no futuro, a desenhar novas ideias que permitam acrescentar mais-valias a este espaço comercial.

O Lago Discount é um espaço comercial único no país, quer pela sua dimensão, de 81 mil metros quadrados, quer pela diversidade da oferta, organizada por sectores de actividade desde a moda, ao mobiliário e decoração, hipermercado e restauração. O espaço integra, ainda, um parque temático de lazer e um Business Center, que oferece excelentes condições a todo o tipo de empresas, em 5 mil metros quadrados dedicados aos negócios.

Famalicão: Junta de S. Cosme, Telhado e Portela alerta para a indevida colocação de lixo

A União de Freguesias de S. Cosme, Telhado e Portela alerta a população que apenas os resíduos domésticos ou equiparados podem ser colocados nos devidos locais, entre as 7 e as 8 horas, às terças, quintas e sábados. O aviso visa sensibilizar os habitantes para que evitem a colocação de lixo fora destes horários e dias.

Por outro lado, a autarquia local recorda que os resíduos devem ser colocados em sacos plásticos, devidamente fechados, ou em equipamentos apropriados, de forma a evitar que fiquem espalhados na via ou locais públicos.
Fica, ainda, um alerta aos proprietários de cães da zona do cemitério da Portela, bem como na Avenida do Pinheiro, em Telhado, para que não soltem os animais durante a noite para não acontecer o que tem verificado, ou seja, os cães espalham o lixo na via pública.
A Junta de Freguesia recorda, ainda, que a recolha de objetos de grande dimensão (eletrodoméstico, peças de mobiliário e outros), que não podem ser recolhidos pelos meios normais de recolha de resíduos, nem colocados nos ecopontos ou contentores de lixo, deve ser solicitada, de forma gratuita, pelo 800 29 28 27.
O não cumprimento destas normas, incorre numa coima (multa) conforme previsto no Regulamento de Resíduos Sólidos e Limpeza pública, em vigor.

Famalicão: Tribunal condena homem que matou amigo e só confessou o crime 11 anos depois

O Tribunal Criminal de Guimarães condenou o homem que confessou ter matado o amigo 11 anos depois do crime. Foi condenado a oito anos e dez meses de prisão por ter morto a tiro de caçadeira João Paulo Azevedo, na altura com 34 anos, e ter enterrado o corpo. Os factos aconteceram num pinhal em Landim.

O arguido, de 57 anos, encontra-se em liberdade e assim vai continuar, por decisão do Tribunal Criminal de Guimarães, que entendeu manter a medida de coação de Termo de Identidade e Residência; isto até que a decisão transite em julgado. Foi ainda condenado a pagar 95 mil euros de indemnização à mãe da vítima, que se constituiu assistente no processo.

Recorde-se que o crime aconteceu em 2006, em Landim, quando combinaram experimentar uma caçadeira (alterada) num pinhal, depois de a vítima procurar o arguido para lhe comprar uma arma. O arguido disparou no momento em que o amigo se encontrava de costas, tendo-o atingido na cabeça.

Segundo a presidente do coletivo de juízes, o modo como o arguido atuou, sendo caçador, pelo conhecimento que tinha no manuseamento de armas de fogo, «dirigindo a arma contra a cabeça da vítima, que estava de costas, desprotegida, impõe uma ilicitude significativa». Contudo, na leitura do acórdão, a juíza presidente disse que, em julgamento, não ficou provado que o tiro foi acidental, segundo a versão apresentada pelo arguido, nem que houve intenção de matar a vítima, segundo a acusação do Ministério Público.

O Tribunal Criminal de Guimarães teve em conta que o arguido não tem antecedentes criminais, que está inserido familiar e socialmente, e que a sua confissão «foi absolutamente relevante» e teve «uma inegável importância» para a descoberta da verdade.

Recorde-se que o arguido confessou às autoridades, 11 anos depois, alegando ter consciência pesada e para que «a alma do seu amigo pudesse ter paz».