
O Governo anunciou mudanças no sistema de avaliação escolar, com o plano “Avaliar melhor, aprender mais”. Assim, a partir do próximo ano letivo, as provas de aferição do ensino básico vão deixar de se realizar nos 2.º, 5.º e 8.º anos de escolaridade e passam a estar inscritas nos 4.º e 6.º anos de escolaridade. Também vão mudar de nome e passam a chamar-se “provas de monitorização de aprendizagem” (ModA). Serão em formato digital e, além de português e matemática, serão realizadas provas a uma disciplina rotativa a cada três anos.
O Ministro da Educação realça que as atuais provas de aferição «não têm consequências e não são levadas com a seriedade que deviam». Fernando Alexandre considera fundamental haver uma prova no final de cada ciclo de escolaridade, haver compatibilidade de resultados e monitorização dos mesmos.
Apesar de não contarem para a nota, a classificação do aluno ficará registada na sua ficha individual.
Já no que toca ao 9.º ano, as provas continuam a ser realizadas a português e matemática e a ter uma ponderação de 30% na classificação final. No entanto, a prova de matemática passará a ser realizada em formato híbrido (digital e papel), de modo a contornar as dificuldades da escrita matemática em computador. Ao mesmo tempo, além de haver uma escala de avaliação numérica (de 1 a 5), haverá também uma escala quantitativa (de 0 a 100).
Tal como nos 4.º e 6.º anos, os enunciados das provas de 9.º ano não vão ser tornados públicos, também à luz da “comparabilidade de resultados”. O secretário de Estado não antevê problemas com esta decisão, por considerar que apenas 0,15% dos alunos de 9.º pedem revisão de prova.





















