
Em 94 anos de história, a partir de 21 de agosto serão 95, nunca o concelho de Famalicão viu este Famalicão. O que foi alcançado, na época que terminou este sábado, foi a consequência de um trabalho coletivo que para além da vertente desportiva, também tem como causa próxima (ou muito próxima) a qualidade das infraestruturas. Mas há uma em falta.
Na verdade, falta a peça maior deste edifício desportivo. Um novo estádio. A mais recente proposta da Câmara Municipal – concurso público internacional para a construção do estádio e edificação de toda a envolvente – ficou deserto, sem interessados. Tudo isto ficou a saber-se no início do ano. Na mesma altura, a Câmara Municipal, pela voz do seu presidente, Mário Passos, falou de um plano B de que, até ao momento, nada de sabe.
O que se sabe é que o clube famalicense está, literalmente, na antecâmara das competições europeias. Terminou o campeonato em 5.º lugar e pode chegar a esse momento histórico se, na final da Taça de Portugal, o Sporting sair vencedor sobre o Torreense. E se lá chegar não tem um estádio digno da sua imagem e do concelho, como também o presidente da Câmara Municipal reconhece.
Ora, o FC Famalicão sob a liderança de Miguel Ribeiro cresceu no plano desportivo – os resultados e recordes desta época assim o atestam, com o quinto plantel mais valioso e jovem da Liga; vai para a sétima época entre os melhores; todas as equipas da formação competem nos campeonatos nacionais, já foi campeão nacional sub-19 e jogou a Youth League, por via desse feito histórico.
Vários jogadores foram vendidos por milhões de euros e foram investidos cerca de 4 milhões de euros no centro de treinos que é apontado como uma referência.. Mas continua a haver um entrave ao crescimento do clube: um novo estádio.
Recuando uns anos, a quando da criação da SAD (2018), liderada pela Quantum Pacific, ficou claro – porque foi dito e reiterado – que o projeto desportivo era levar o Famalicão ao topo de futebol português. E ele lá está. Com a melhor classificação de sempre (5.º lugar); melhor pontuação (56 pontos); 17 jogos (em 34) sem sofrer golos; 12 jogos consecutivos sem perder; a melhor defesa de sempre e a quarta da I Liga (29 golos).
Tudo isto com qualidade e encanto no futebol praticado. Também aqui, uma vitória de Miguel Ribeiro. O famalicense que lidera a SAD sempre disse que o foco é o jogador e a qualidade do jogo. Hugo Oliveira, o treinador, fez a vontade.




















