
A pretexto da implementação do Lay-off na empresa Coindu, o Partido Comunista Português questionou a Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social sobre o que se passa nesta empresa famalicense. Quer saber se o Governo tem conhecimento e acompanha o processo; se a empresa tem continuado a receber apoios públicos e quais os valores a que ascendem os mesmos; se tem conhecimento dos lucros obtidos pela unidade da empresa em Joane e dos resultados líquidos positivos; que medidas tomou o governo para garantir a defesa dos postos de trabalho e dos direitos dos trabalhadores, considerando a atribuição de apoios públicos a esta empresa; e que medidas tomará para defender «os interesses e os direitos dos trabalhadores implicados».
O PCP lamenta que sejam os trabalhadores a «parte fragilizada» de uma política que, diz o partido, «entre os lucros ou os postos de trabalho, opta pela primeira».
Lembra o PCP que a Coindu pretende colocar quase 500 trabalhadores em lay-off. A mesma empresa, recorda o partido, que em 2025 realizou dois despedimentos coletivos na unidade de Joane. A situação agrava-se, diz, porque «apesar dos despedimentos levados a cabo, a empresa terá continuado a receber apoios públicos até dezembro de 2025, designadamente fundos do PRR para um projeto de produção de «componentes e acessórios para veículos a motor, no valor total de 3 910 000 de euros».




















