
Os vereadores do Partido Socialista na Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão anunciaram, em comunicado, que vão votar contra o Relatório de Gestão e Documentos de Prestação de Contas de 2025, que serão analisados e votados esta quinta-feira, em reunião do executivo.
Os socialistas já analisaram os documentos e realçam que há «degradação da situação financeira do município, marcada por um resultado líquido negativo num período em que a carga fiscal sobre os munícipes atingiu valores históricos». Sublinham que houve um aumento de 14% na cobrança de impostos e taxas, mas que o ano encerrou com um prejuízo de três milhões de euros, em contraste com os sete milhões de euros de lucro do ano de 2024.
Para os socialistas, este resultado «evidencia uma gestão ineficiente que não consegue controlar a despesa corrente, assinalando-se um aumento de seis milhões de euros na aquisição de bens e serviços e de cinco milhões de euros em gastos com pessoal».
O PS denuncia, também, a perda de fundos do PRR para a construção de 60 habitações e do risco «iminente» de perda de verbas destinadas às unidades de saúde.
Eduardo Oliveira, vereador e presidente da Comissão Política do PS de Vila Nova de Famalicão, sublinha que «é inaceitável que, num ano de cobrança fiscal recorde e com transferências do Estado a atingir os 60 milhões de euros, a Câmara apresente um resultado negativo e continue a sufocar o orçamento das famílias, recusando-se a devolver os sete milhões de euros de IRS que o PS propôs que fossem entregues aos cidadãos». Reafirma a necessidade de uma «gestão mais racional e transparente, que privilegie o investimento produtivo e a redução da carga fiscal», aponta o dirigente socialista.






















