
No próximo sábado, o Riba d` Ave Hóquei Clube joga a segunda mão dos quartos de final da WSE CUP frente aos italianos do Monza. A equipa ribadavense, que venceu o primeiro jogo por 4-3, espera que a vantagem de um golo seja suficiente para passar a eliminatória. Se for apurado, o Riba d´ Ave Hóquei Clube entra, pelo segundo ano consecutivo, na final four desta competição europeia.
«O jogo da primeira mão foi bom, temos vantagem de um golo e temos de fazer de tudo para que seja suficiente», realça Jorge Ferreira, em declarações na passada segunda-feira. O treinador nota que «dentro da estratégia de cada uma das equipas, vamos tentar fazer o melhor. Acredito que o nosso adversário também se tenha preparado», reconhece.
Da parte do Riba d`Ave, é a segunda participação consecutiva nas competições europeias, experiência que é vista como uma mais-valia. «Os jogadores vão estando habituados a este patamar. Consolida o trabalho que vem sendo feito», aponta Jorge Ferreira.
O técnico espera que esta participação europeia não prejudique a prestação no campeonato e na Taça de Portugal (vai receber o Óquei de Barcelos). «Isto tem os seus custos. Os jogadores ficam fatigados, porque já têm muitos jogos nas pernas. Vamos gerir o melhor possível», assegura.

Para a direção, a presença europeia é sinal de prestígio internacional e reforço dos objetivos para as competições internas. «Dá muita visibilidade ao clube. Estando nas competições europeias é olhado de outra forma também no panorama nacional do hóquei em patins», refere o presidente Bruno de Carvalho.
Segundo o dirigente, a participação faz sonhar os jovens da formação. «Queremos a nossa formação a olhar para a equipa sénior como um exemplo. Temos feito um trabalho de raiz a dinamizar a formação para evitar a fuga dos miúdos para outros clubes, com outras condições. Temos vindo a melhorar as condições de trabalho e de treino para, a médio e longo prazo, colocar os miúdos na equipa principal. Será um orgulho para toda a direção, seja qual for», conta Bruno Carvalho.
Quando se refere a melhores condições, fala de espaço para colocar as equipas a treinar mais tempo. Só com o Pavilhão das Tílias, fazem-no durante uma hora, mas o ideal seria um treino por dia de hora e meia. Mas com a aquisição do pavilhão do Externato por parte da Câmara Municipal, abre-se mais uma possibilidade para os escalões de base e o Pavilhão das Tílias ficaria para os escalões superiores.
O Município reitera que o Pavilhão do Externato, que vai sofrer obras de adaptação, vai estar ao serviço das associações do concelho.
A participação também acarreta encargos financeiros, especialmente por causa da deslocação e alojamento. Bruno Carvalho realça que a participação na WSE CUP é um sonho cumprido, mas adverte que o principal objetivo da equipa é a manutenção no principal escalão do Hóquei Clube, onde é 10.º classificado, com 14 pontos, à 14.ª jornada.
À semelhança do ano anterior, o município vai apoiar financeiramente esta deslocação do Riba de Ave até Itália, com um valor a rondar os cinco mil euros. A Câmara reconhece o prestígio que a participação traz à vila e ao desporto em Famalicão, em particular ao trabalho do Riba d`Ave. «De uma forma sustentada, de uma forma consolidada, o Riba d`Ave Hóquei Clube vem participando nos últimos anos com uma frequência assinalável nesta competição europeia, numa modalidade muito competitiva», reconhece o vereador Pedro Oliveira.




















