Na sexta-feira, pelas 11:00, os trabalhadores do Grupo Celeste vão sair à rua para protestar em frente às instalações da empresa em Guimarães.
O SINTAB – Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos de Portugal – revela que funcionários da panificadora, com unidades em Vizela, Guimarães e no distrito do Porto, continuam sem receber o salário de janeiro e o subsídio de férias.
Segundo o sindicato, a crise de gestão do grupo, que já provocou atrasos nos pagamentos no passado, intensificou-se com o pedido de insolvência da empresa Conceitos Avulso, para onde os trabalhadores foram transferidos em 2019. Como consequência, poderão ter de recorrer ao Fundo de Garantia Salarial, cujos valores não cobrem os salários em atraso.
O SINTAB salienta que a falência ainda pode ser evitada, já que existem trabalhadores, instalações, clientes e encomendas, mas falta matéria-prima. Atualmente, cerca de 300 pessoas estão sem trabalho e sem rendimento.
O Grupo Celeste está em Processo Especial de Revitalização e tenta renegociar dívidas de 15 milhões de euros junto de mais de cem credores.