Governo compromete-se a aumentar salário mínimo até 600 euros

O ministro do Trabalho disse hoje que o Governo está “sempre aberto” a propostas de atualização do salário mínimo, mas frisou que o único compromisso que pode agora assumir é de que o valor chegará aos 600 euros em 2019.

“Vamos discutir na Concertação Social sem fechar nenhuma porta, mas aquilo que é o compromisso que penso, indiscutivelmente, que é possível assumir de forma clara, se nada de extraordinário acontecer, é aquele que está expresso no programa do Governo”, de 600 euros no próximo ano, disse o ministro Vieira da Silva.

O ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social falava aos jornalistas, na sede da UGT, em Lisboa, à margem de uma conferência sobre negociação coletiva.

Vieira da Silva lembrou ainda que, segundo a lei, cabe ao Governo fixar o valor do salário mínimo, ouvidos os parceiros sociais, e indicou que o processo de discussão na Concertação Social será iniciado em breve.

“O Governo está sempre aberto às propostas que apareçam, mas está principalmente aberto a cumprir aquele que é o seu programa”, reforçou o governante, defendendo que, apesar do crescimento da economia e do emprego, nem todos os setores conseguem suportar facilmente as atualizações dos últimos anos.

“A economia é um todo onde existem setores onde têm sido negociados salários mínimos de 700, 650 euros, acima do salário mínimo nacional, mas há setores onde essa evolução não é fácil”, defendeu o ministro, dando como exemplo o setor dos serviços.

Segundo adiantou, enquanto grande parte do setor exportador tem maior facilidade, há setores “onde o crescimento [do salário mínimo] de 15% dos últimos anos tem exigido um esforço grande às empresas”.

O secretário-geral da UGT, Carlos Silva, reafirmou, por sua vez, que “há margem para ir além dos 600 euros”, defendendo que a proposta de central sindical, de 615 euros para o próximo ano, é “moderada”.

O salário mínimo para os trabalhadores portugueses por comparação com os restantes trabalhadores da Europa, sobretudo da Europa ocidental, é miserável

“O salário mínimo para os trabalhadores portugueses por comparação com os restantes trabalhadores da Europa, sobretudo da Europa ocidental, é miserável”, sublinhou o sindicalista.

O salário mínimo é atualmente de 580 euros brutos.

Além do salário mínimo, o ministro foi questionado sobre quando irá começar a discussão relativa à revisão das reformas antecipadas.

Vieira da Silva lembrou que hoje foi publicada em Diário da República a nova regra para as carreiras muito longas que permite a reforma sem cortes para quem começou a trabalhar aos 16 anos de idade ou antes com 46 anos de contribuições, mas não adiantou quando irá começar a discussão do próximo ponto do processo, um tema exigido pelos partidos à esquerda do PS.

A abertura para alterar o regime de flexibilidade da reforma “existe”, mas “tem de ser amplamente negociada”, afirmou o governante.

“Estamos num momento do mercado de trabalho diferente do que estávamos há três anos. Nós hoje defrontamo-nos com um mercado de trabalho com escassez de mão de obra em quase todos os setores da economia”, disse ainda.

O ministro acrescentou que neste momento há “dificuldade em encontrar mão de obra disponível” em algumas atividades e que, por isso, a revisão das reformas antecipadas deve ser vista com “maior prudência”, embora se confirme “que é um objetivo para se cumprir”.

O debate não tem data precisa, uma vez que o momento é “marcado pelo debate do Orçamento”, disse adiantando estar certo de que “será completado até ao final da legislatura”.

Sobre a contratação de 100 precários para o Instituto da Segurança Social, criticada pelos sindicatos, Vieira da Silva explicou tratar-se de uma situação “excecional” devido a estar a decorrer ainda o recrutamento de trabalhadores para o organismo que perdeu cerca de 30% de funcionários nos últimos anos, sobretudo no Centro Nacional de Pensões.

Famalicão: Pedro Abrunhosa e “Bela e o Monstro” marcam o 21º aniversário da Casa das Artes

No dia 1 de junho celebra-se o aniversário da Casa das Artes e há um programa para comemorar os 21 anos de atividade. No dia de aniversário, pode ver o espetáculo “Bela e o Monstro”, no grande auditório. A peça, desenvolvida pela companhia Jangada Teatro, com dramaturgia de Filipe Gouveia e encenação de Xico Alves, pode vista às 10h00 e às 15h00. Nos dias 3 e 4 de junho, Pedro Abrunhosa preenche o grande auditório, com o Comité Caviar. O espetáculo começa às 21h30.

“Música para Famílias 2022” realiza-se no dia 5 de junho, pelas 11h30. Já nos dias 9, 10 e 11, às 21h30, estreia a peça “Aberto 24 Horas”, uma Coprodução do Ensemble-Sociedade de Actores com a Casa das Artes de Famalicão.

O café concerto vai ser palco de mais uma edição de “Fado no Café da Casa”, uma coprodução da Casa das Artes de Famalicão e a ACAFADO – Associação Cultural & Artística Famalicão Fado, no dia 9 de junho, às 21h30. “Pela Mão da Música” é o espetáculo que vai dar vida ao Grande Auditório no dia 15, às 21h30.

“Folefest” vai ser apresentado a 17 e a 18 de junho, pelas 21h30, no Pequeno Auditório. Segundo a Casa das Artes, o concerto visa «promover e divulgar o acordeão de concerto, criando um público e uma consequente fidelização a um instrumento que, nos últimos anos, tem conquistado as salas de concertos em Portugal».

Na semana seguinte, nos dias 24 e 25, a Casa das Artes vai acolher “Chamar a Música” – Portugal no Festival Eurovisão da Canção. O espetáculo inicia-se às 21h30 e apresenta-se como uma coprodução da ArtEduca e da Casa das Artes. Durante seis dias, de 28 de junho a 3 de julho, vai desenrolar-se a mostra do Circo Contemporâneo, desenvolvida pelo do Instituto Nacional de Artes do Circo e a Casa das Artes.

O mês de junho vai contar ainda com a exibição de filmes no Cineclube de Joane. No dia 2 de junho, os famalicenses podem assistir ao filme “O Poder do Cão”. Nos dias 9, 16 e 23, vão ser exibidas as longas-metragens “Drive my car”, “28 ½” e “Acidente”, respetivamente. As sessões iniciam-se às 21h45.

Famalicão de prata na Taça de Portugal de Boccia Sénior

A Câmara Municipal, através da seleção de Boccia Sénior, participou na Taça de Portugal Individual 2021/2022, realizada no dia 26 de maio, em São João da Madeira. Esta competição teve a participação de 64 atletas de todo o país.

A seleção famalicense esteve representada por cinco atletas, com destaque para Plácido Miranda que conseguiu a prata, depois de perder, na final, com uma atleta da maia. A participação famalicense teve a coordenação técnica Luís Silva e Vânia Pinheiro.

 

Famalicão: Bikemania organiza “Trilhos de Perdição”

A Bikemania Famalicão organiza, no dia 4 de junho, a 5.ª etapa do GPS EPIC Samsys de 2022, denominada “Trilhos de Perdição”. As inscrições terminam quinta-feira e podem ser realizadas on-line no site oficial: www.gpsepic.com

Recorde-se que o GPS Epic é um circuito nacional que consiste num passeio de BTT orientado exclusivamente por GPS e em total autonomia, que percorre património local e natural.

Nesta etapa, os participantes percorrerão vários trilhos e caminhos rurais do concelho famalicense, além de passarem por locais com um importante valor histórico e cultural como a Casa de Camilo Castelo Branco, o Aqueduto de Castelões, a Capela de Santa Tecla em Santa Maria (Oliveira), o Teatro Narciso Ferreira em Riba de Ave, a zona arqueológica de Vermoim, a Casa de Pindela em Cruz, entre outros.

A partida e a chegada do evento ocorrerão na entrada principal do Parque da Devesa e os participantes terão à sua escolha diferentes percursos, consoante a distância pretendida.

Este evento faz parte do plano de atividades de comemoração dos 10 anos da associação famalicense.

Famalicão: Concerto de Emmy Curl adiado para 17 de setembro

Emmy Curl ia apresentar o novo álbum “15 years” no Café-concerto da Casa das Artes, este sábado, dia 28 de junho. O espetáculo foi remarcado para o dia 17 de setembro, por motivos de saúde.

Os espetadores que tenham adquiridos bilhetes para o dia 28 de junho devem contactar a bilheteira da Casa das Artes.

Famalicão: AM Lameiras celebra 38.º aniversário

Depois de dois anos sem festa, a Associação de Moradores das Lameiras voltou a festejar o aniversário de forma presencial, no recinto das Lameiras.

Foram muitas as crianças, moradores e amigos da AML que marcaram presença para cantar os parabéns, juntamente com os corpos gerentes desta associação.

Jorge Faria, presidente da direção, salientou «que após dois anos de confinamentos e separações forçadas, este ano é ainda mais especial a celebração», referindo que «a AML merecia e precisava que nos voltássemos a juntar para celebrar todo o caminho percorrido ao longo de 38 anos e, em especial, estes últimos dois anos totalmente atípicos».

Desta vez foi possível, uma vez mais, festejar dentro do Edifício das Lameiras, como acontece desde 1984, com os parabéns e o corte do bolo, contaram, ainda, com uma surpresa, protagonizada por uma antiga moradora do edifício, a Marissol, que encantou todos os presentes, ao entoou algumas músicas conhecidas de todos.

Após o brinde à AML, Jorge Faria, deixou votos para que dali a um ano todos se voltem a reunir para festejar o 39º aniversário da AML e, em 2024, para assinalar o 40º aniversário.

Na página oficial de Facebook da AML poderão reviver alguns momentos da comemoração deste ano.

Famalicão: Companhias da PASEC enchem Centro de Estudos Camilianos com peça de teatro sobre industrialização

As Companhias Artísticas da PASEC, em conjunto com o Agrupamento de Escolas Dona Maria II, levaram à cena a peça de teatro “De 1830 rumo a 2030” sobre o impacto da industrialização no tecido social português ao longo dos últimos 200 anos.

O espetáculo, integrado no Plano Nacional das Artes, teve lugar no Centro de Estudos Camilianos, no dia 25 de maio, com uma assistência superior a 200 espectadores. Estiveram em cena as Companhias de Teatro ADN, Companhia de Dança e Expressão Corporal Arena e Companhia de Música ADV, todas da PASEC.

Subiram ao palco mais de 50 crianças e adolescentes, apresentando uma reflexão sobre os nossos últimos séculos de industrialização.

O espetáculo totalmente redigido, produzido e encenado pelas próprias crianças e adolescentes que lhe deram forma, teve como objetivo dar a conhecer a forma como a Indústria afetou a vida das pessoas, as oportunidades que gerou e os impactos mais negativos. Numa viagem de duzentos anos, o final da peça incidiu no conceito de desenvolvimento sustentável e como hoje é possível estabelecer um equilíbrio entre o processo de Industrialização, o Homem e o Ambiente.

No final do espetáculo, a diretora do Agrupamento de Escolas D. Maria II, Cândida Pinto, destacou a singularidade do espetáculo apresentado e de como é possível conjugar a educação formal e a educação não formal em projetos socioeducativos capazes de promover a capacitação e inclusão de todos os alunos, despoletando tanto o seu envolvimento social como o sucesso educativo.