Indícios de recuperação nas exportações do setor têxtil e vestuário

Em novembro passado, o setor têxtil e vestuário exportou 503 milhões de euros, uma quebra de cerca de 1% em valor, face ao mês homólogo do ano anterior. Embora as exportações de matérias têxteis tenham, ainda, ficado no vermelho (-11%), o vestuário e os têxteis-lar e outros têxteis confecionados recuperaram, com 2% e 9% de crescimento, respetivamente.

Também em volume registou-se um crescimento nas exportações de têxteis-lar e outros têxteis confecionados (+6%) e uma melhoria (ainda negativa) nas exportações de vestuário (-1%).

Itália foi o destino que mais cresceu em valor (+6 milhões de euros, equivalente a +16%) e os EUA o que registou a maior quebra (-4,4 milhões de euros, equivalente a -11%). Para Espanha exportou-se -9% em volume, mas mais 4% em valor, tendo desta forma aumentado o preço médio por quilo exportado.

Em valor acumulado, e até novembro de 2023, Portugal exportou 5.396 milhões de euros (-5%) face ao período homologo de 2022.

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Multinacional brasileira compra empresa de Famalicão por seis milhões

A BKR Internacional, empresa de Vila Nova de Famalicão dedicada ao fabrico de equipamentos automáticos para salas de corte na indústria têxtil, foi adquirida pela multinacional brasileira Audaces.

A operação reforça a presença da Audaces na Europa e transforma a unidade portuguesa num polo de produção e desenvolvimento tecnológico, com previsão de duplicar a capacidade produtiva até 2027. A integração acrescenta cerca de 30 trabalhadores e permitirá ampliar a oferta de soluções para setores como o têxtil, mobiliário e automóvel.

A BKR Internacional surgiu em 2012, após a aquisição da empresa italiana BKR pela EASI Internacional, tendo então transferido toda a produção para Famalicão. Em 2023, registava uma faturação de cerca de seis milhões de euros e capacidade para produzir 200 máquinas por ano.

Fonte: O Minho

Famalicão: ACIF aprova por unanimidade relatório e contas do ano passado

Os associados da ACIF – Associação Comercial e Industrial de V. N. Famalicão, reunidos no dia 30 de março, em Assembleia Geral Ordinária, aprovaram por unanimidade o Relatório e Contas do ano de 2025. A reunião decorreu na Casa do Empresário da ACIF.

Relativamente às contas do ano de 2025, e segundo consta de comunicado enviado à imprensa, a ACIF aumentou os seus rendimentos em 15,27%, comparativamente com 2024; enquanto na rubrica dos gastos, verificou-se, durante o ano de 2025, um aumento dos custos na ordem dos 5,28%. Como balanço final, a associação registou um resultado líquido negativo, mas que reduziu na ordem dos 45% em relação ao ano anterior.

Depois da abertura da sessão pelo presidente da Assembleia Geral, Paulo Gomes, o presidente da Direção, Hélder Filipe Costa revelou aos associados presentes as dificuldades sentidas após terem tomado posse, como a necessidade de uma reestruturação interna após a saída de técnicos das áreas da formação e área financeira ou a execução de projetos herdados da anterior Direção, como os Bairros Comerciais Digitais e o respetivo Marketplace ou as Aceleradoras Digitais. O presidente da direção disse que antes de se lamentar prefere «olhar em frente e ir à luta pela concretização de diferentes objetivos».

Hélder Costa também deu conta que a associação cresceu em número de associados ativos e pretende continuar esse crescimento em 2026, sobretudo na área da indústria; quer descentralizar cada vez mais os seus serviços, marcando presença mais efetiva nas Vilas do concelho, à semelhança com o que já fez em Ribeirão, onde criou um Espaço ACIF na Junta de Freguesia de Ribeirão; pretende apostar na Campanha de Natal. Informou que em 2025 já introduziu algumas novidades, como a iluminação da Casa do Empresário, a decoração de ruas e montras do Comércio Tradicional e a circulação do comboio de Natal nas Vilas de Ribeirão, Joane e Riba d’Ave.

Famalicão: FORAVE aproxima alunos das empresas

Para aproximar os formandos das empresas, a Forave promoveu mais uma edição do Pitch Emprego. Participaram sete empresas associadas da escola: a Dubral, Leica Camera, Metalogalva, Continental Mabor, Celoplás, Falual Group e Aloft, que falaram diretamente com os finalistas. Apresentaram as suas áreas de atuação, necessidades de recrutamento e oportunidades de carreira.

Nesta edição, participaram alunos dos cursos de Gestão, Manutenção Industrial, Mecatrónica, Automação e Comando, Polímeros e Informática. Uma oportunidade para conhecerem o perfil que as empresas esperam dos seus colaboradores; esclarecer dúvidas e reforçar as suas perspetivas de integração no mercado de trabalho.

A iniciativa revelou-se, uma vez mais, um espaço privilegiado de networking e partilha, promovendo a empregabilidade e fortalecendo a ligação entre a formação profissional e o tecido empresarial.

Desta forma, a Escola Profissional de Lousado reforça o seu compromisso em preparar os formandos para os desafios do mundo laboral. Por isso, o Pitch Emprego continuará a afirmar-se como uma plataforma estratégica de ligação entre talento e oportunidade, contribuindo para o crescimento profissional dos participantes e para a valorização das empresas parceiras.

 

Famalicão: Empresas famalicenses precisam de técnicos intermédios qualificados

As intenções de recrutamento indicam necessidades claras de técnicos intermédios qualificados, com competências práticas e ajustadas aos contextos produtivos. Há procura por técnicos de logística, de vendas e de obra; por técnicos de soldadura, produção em metalomecânica, eletrónica/automação/comando e comércio.

A cada ano, o número de alunos a frequentar o 9.º ano de escolaridade no concelho de Famalicão ronda os 1200. Um contingente significativo de jovens em transição para o ensino secundário, que atravessam um momento de escolha académica relevante.

Para ajustar a formação às necessidades das empresas, sem descurar o interesse dos alunos, o município de Famalicão encomendou um estudo, através de inquérito a 154 empresas, para conhecer melhor a realidade.

Só para contextualizar, a maioria é microempresas (até 10 trabalhadores), representando 62% (96 empresas); pequenas empresas (entre 11 e 50 trabalhadores) foram 38 e médias empresas (entre 51 a 250) um total de 17; e apenas 3 grandes empresas (+251).

Quando lhes foi perguntado se pretendiam recrutar nos próximos cinco anos, a maioria disse que sim: 131 empresas estimam vir a contratar, apenas 21 não projetam. O que constitui um indicador relevante para o planeamento da oferta formativa no concelho.

115 Empresas planeiam crescer nos próximos anos

As razões para o recrutamento são várias: em 115 deve-se a fatores associados à expansão; 42 a menções de substituição de mão-de-obra, nomeadamente saída de trabalhadores por reforma, rotatividade ou cessação de vínculo. Para diversificação da atividade teve 20 referências, indicando processos de inovação, alargamento de serviços e entrada em novos mercados.

No inquérito, 63 empresas identificam as áreas da gestão e planeamento estratégico do negócio como as que mais precisam de recursos humanos qualificados; 56 mencionam a imagem e a comunicação; 51 refletem necessidade de liderança e gestão de equipa; 45 melhoramentos na área comercial e de vendas; 41 na vertente da produção e prestação de serviços e 36 na literacia digital.

Igualmente relevante, as 32 empresas com necessidades de administração e contabilidade; 30 na investigação e desenvolvimento de novos produtos/serviços; 29 no atendimento e relação direta com o cliente.

Para estas áreas, estas empresas procuram por profissionais de diferentes níveis de qualificação, com particular destaque para os intermédios e especializados. Do total das opções, 31% é por técnicos especializados de nível 5; 30% por operacionais (nível2); 58 empresas (23%) querem ensino superior e 16% (39 empresas) técnicos com dupla certificação.

Relativamente a profissões mais necessárias, a procura é por áreas transversais, o que reflete a heterogeneidade do tecido económico do concelho. Foram referenciadas funções em áreas administrativas, organização interna e gestão documental. Em termos mais específicos, há procura por técnicos de logística, de vendas e de obra; por técnicos de soldadura, produção em metalomecânica, eletrónica/automação/comando e comércio.

Estes resultados confirmam a importância de uma oferta formativa de nível 4, capaz de contribuir para a empregabilidade dos jovens, para a qualificação e requalificação da população ativa, que dê respostas às necessidades de crescimento e que reforce a competitividade.

Esta procura está em consonância com os novos Centros Tecnológicos Especializados (CTE). Esta é uma oportunidade estratégica para reforçar a qualidade, a atratividade e a adequação da oferta formativa, potenciando a ligação entre escolas e tecido empresarial.

Centros Tecnológicos Especializados

No âmbito do reforço da formação profissional e tecnológica, até ao final de março de 2026 Famalicão terá concluídos oito CTE – Centros Tecnológicos Especializados, num investimento superior a 8 milhões de euros, em área tecnológicas e industriais, na Escola Profissional Forave, Agrupamentos de Escolas de Camilo Castelo Branco, pe. Benjamim Salgado e D. Sancho I, mais a Escola Profissional CIOR e Didáxis.

O objetivo geral é modernizar as infraestruturas e os equipamentos das escolas, formando jovens e adultos com competências técnicas, digitais e tecnológicas ajustadas às necessidades do mercado.

Caraterização das empresas inquiridas

Relativamente ao estudo, importa referir que 34 empresas são da área transformadora; 27 do setor dos serviços; 26 do comércio por grosso e a retalho; 18 são da construção e 11 das atividades de saúde humana e ação social.

Quanto à idade dos trabalhadores, os resultados mostram que na maioria das empresas inquiridas os que têm mais de 60 anos representam uma fração reduzida da força de trabalho, ou seja, 133 empresas indicam que apenas 20% dos seus trabalhadores têm mais de 60 anos. Sugere que no momento a estrutura etária é relativamente equilibrada.

Famalicão: Autocarros elétricos produzidos em Lousado percorrem o mundo

Da Hess Portugal, sediada em Lousado, saem autocarros elétricos citadinos que servem a rede de mobilidade urbana de importantes cidades mundiais, casos de Zurique, Genebra, Génova, Clermont-Ferrand ou de Brisbane, na Austrália.

A empresa Suíça Hess, fabricante de autocarros, escolheu em 2022 a freguesia de Lousado para abrir a única unidade industrial fora do país. Volvidos pouco mais de três anos da sua instalação no concelho famalicense, a Hess Portugal conta com mais de 300 trabalhadores e tem vindo a crescer. Em 2025, registou um volume de negócios de 72 milhões de euros. Números que a empresa prevê duplicar em 2026, com projeções na ordem dos 140 milhões.

Começou por garantir 50% da montagem dos autocarros e hoje já os entrega praticamente concluídos.

O município de Famalicão considera que esta empresa está focada na inovação, desenvolvimento, sustentabilidade e “know-how” tecnológico, com criação de valor para a economia no concelho, e por isso inseriu-a no Roteiro Created In. Razão pela qual o presidente da Câmara vai fazer uma visita a esta unidade de Lousado, para conhecer o projeto mais em pormenor. A deslocação está agendada para a próxima terça-feira, dia 24 de março, pelas 15h00.

«Famalicão tem tido a capacidade de continuar a atrair investimento externo, e este é um exemplo que queremos realçar», assinala o autarca, Mário Passos.

Metade dos portugueses endivida-se devido ao aumento do custo de vida

Metade dos consumidores portugueses que enfrentam dificuldades financeiras aponta o aumento do custo de vida como o principal motivo para o endividamento. A conclusão é de um estudo da Intrum, que destaca o impacto do aumento dos preços de bens essenciais, como alimentação e energia, nos orçamentos familiares.

Segundo o relatório, 43% dos portugueses referem despesas inesperadas, como emergências familiares ou despesas médicas, como causa das dívidas, enquanto 34% dizem que os seus salários ou rendimentos não acompanharam o aumento do custo de vida.

Apesar das dificuldades, 77% dos consumidores afirmam conseguir pagar as contas dentro do prazo. Ainda assim, o valor representa uma descida face a 2024, quando 85% diziam conseguir cumprir os pagamentos atempadamente, o que indica maior pressão financeira sobre as famílias.

O estudo revela também diferenças regionais. Nas regiões autónomas da Madeira e dos Açores, 71% dos consumidores apontam o custo de vida como principal motivo para dificuldades financeiras. Já no Alentejo, 82% referem despesas inesperadas como fator determinante. Na Área Metropolitana de Lisboa, mais de metade dos consumidores (56%) queixam-se de que os rendimentos não acompanharam o aumento dos preços.

Nos últimos seis meses, 46% dos portugueses recorreram ao cartão de crédito para pagar contas ou outras despesas, enquanto 19% afirmaram ter pedido dinheiro emprestado.

O estudo “European Consumer Payment Report” foi realizado em agosto de 2025, com base num inquérito a 20 mil consumidores de 20 países europeus, incluindo mil em Portugal.