Mensagem do Arcipreste de Famalicão: Tudo mudou, menos a Páscoa

Este ano a Páscoa não é como a temos vindo a viver e a celebrar desde há muito tempo.

Por isso, estamos todos a reinventar a Páscoa. Não a Páscoa em si, mas o modo de a viver e de a celebrar. Os rituais alteraram-se substancialmente mas a sua essência permanece. Apesar de termos que fazer tudo de forma condicionada e contida, estamos a constatar que este mal da pandemia do coronavírus Covid – 19 espevitou a nossa criatividade e está a dar-nos a oportunidade de sairmos da rotina, de alguns hábitos e costumes que já não produzem os seus efeitos. Os sinais de que a Páscoa está a ser vivida e celebrada estão nas nossas Igrejas Domésticas, as famílias, onde pais e filhos se reúnem para celebrar os mistérios da fé. Não têm faltado subsídios para a família celebrar em casa a sua fé. Não faltam também os sinais visíveis das cruzes ornamentadas nos jardins ou nas portas das casas. Não faltarão também as velas à janela ou nos varandins das casas para assinalar que a família está em vigília pascal, unida a toda a Igreja universal a celebrar a Páscoa.

A Páscoa tem sempre esta capacidade transformadora do mundo do pranto, da tristeza, do medo e da morte em mundo de novos horizontes, das lágrimas enxugadas, da esperança experimentada e de vida nova. A Páscoa será sempre este convite a sintonizar a nossa respiração com aquele sopro imenso e intenso que incessantemente une o visível ao invisível, a terra e o céu, o instante e o eterno, a nossa pobreza e a riqueza de Deus. A Páscoa é a semente aberta, a desabrochar, a rebentar de força e de vida, a crescer e a transformar-se em planta, em árvore, em acontecimento novo. A Páscoa revela sempre o supremo excesso do Amor que Deus tem por nós. O filósofo Gabriel Marcel diz: “Amar é dizer: tu não morrerás!”. A Páscoa é este grande sopro inesperado, excessivo, e mesmo louco do Amor de Deus, revelado em Jesus Cristo. O que a Páscoa nos dá não é a morte mas a vida intensa, amada e desejada por Deus. Por isso, a Páscoa apresenta-se-nos como o coração do tempo. Dela tudo nasce, tudo depende e tudo ganha alento e sentido.

Com o nosso coração, assim, animado e fortalecido pela ressurreição de Cristo, não vemos neste acontecimento pandémico apenas dificuldades e problemas, perturbação e medo. Vemos também oportunidades.

Aqui está a nossa oportunidade para a mudança. Tudo mudou! Tudo está a mudar! E eu como estou a encarar esta oportunidade de mudança!? O mundo, isto é, a família, os idosos, os agentes de saúde, os mais pobres e frágeis, os presos, os indigentes, os injustiçados, só serão diferentes quando eu perceber a importância e o valor que cada um destes tem na minha vida. Vou cuidar deles!? Com o Covid-19 ou em qualquer outra situação, não deixemos de nos empenhar, ainda mais e seriamente, na superação destes flagelos, cada um de nós cumprindo o seu papel com responsabilidade. Estes gestos e atos são já ações pascais, transformadoras.

Com o Papa Francisco, bem sabemos que “estamos todos no mesmo barco” e “ninguém se salva sozinho”, e que no meio desta “tempestade que desmascara a nossa vulnerabilidade” precisamos de “despertar e ativar a solidariedade e a esperança” e “renovar a nossa fé pascal”.

A Páscoa é o Coração do Tempo! Vamos então centrar-nos no que é essencial. O Papa Francisco, numa inédita oração pela humanidade, deu o tom: “É o tempo de reajustar a rota da vida rumo a Ti, Senhor, e aos outros. (…) O Senhor interpela-nos e, no meio da nossa tempestade, convida-nos a despertar e ativar a solidariedade e a esperança, capazes de dar solidez, apoio e significado a estas horas em que tudo parece naufragar. (…) O Senhor desperta, para acordar e reanimar a nossa fé pascal. Temos uma âncora: na sua cruz, fomos salvos. Temos um leme: na sua cruz, fomos resgatados. Temos uma esperança: na sua cruz, fomos curados e abraçados, para que nada e ninguém nos separe do seu amor redentor”.

Em Cristo ressuscitado, o nosso rosto expresse verdadeira alegria e confiança. Tenhamos todos o rosto de gente salva.

Agora é a vida do Ressuscitado a marcar o tempo. Vivamos n’Ele, com Ele e como Ele.

A todos e a cada um de vós, a todas as comunidades e a todas as famílias, desejo uma Páscoa santa e fecunda.

P.e Francisco Carreira,Arcipreste de Vila Nova de Famalicão

Famalicão: Carro estacionado na Praça D.Maria II fica sem parte do para-choques, sem sensores e cablagem

Há registo de mais uma viatura que ficou sem parte do para-choques e alguns acessórios no centro de Vila Nova de Famalicão.

O furto ocorreu na madrugada deste sábado, entre as 00h00 e as 03h00, sendo que a viatura estava estacionada numa zona bastante iluminada da renovada Praça D.Maria II.

Para além de uma parte do para-choques, os larápios terão arrancado os sensores de estacionamento e alguma cablagem do automóvel.

O caso foi reportado às autoridades que, segundo o lesado, terão admitido tratar-se de uma situação recorrente.

Famalicão: Já há programa para mais um Festival Teatro Construção

A ATC já tem definido o programa do trigésimo quinto Festival Teatro Construção. De 8 a 30 de outubro, o Centro Cultural de Joane vai receber vários espetáculos, sendo que a abertura, às 21h30 é pelo Chapitô (Lisboa), com “Antígona 3 por 3.5”. No dia seguinte, às 17h30, pela portuense Historioscópios pode ver “A Caixa dos Nove Lados”.

Depois, e até 30 de outubro, o programa é o seguinte:

15 de outubro, 21.30, Curiosidade dos Anjos – Bruxa Teatro (Évora)

16 de outubro, 17.30h, Mãos de Sal – Mandrágora (Espinho)

22 de outubro, 21.30, Primavera – Fértil Cultural (Vila Nova de Famalicão)

23 de outubro, 17.30h, Germinação – Teatro de Montemuro (Castro Daire)

29 de outubro, 21.30, A Visita – Teatro Invisível (Lisboa)

30 de outubro, 17.30h, Lobo Mau – Red Cloud (Aveiro)

O festival também contempla oficinas. No dia 9 de outubro, às 10 horas, Histórias de pais e filhos; na tarde, 15 horas, do dia 19, Dramatização de histórias infantis para profissionais; e, por último, às 10 horas do dia 23 de outubro, há uma oficina Do Pé pra Mão.

 

Famalicão deu mais do que “2 Passos” pela pessoa com Alzheimer

A associação famalicense Casa da Memória Viva (CMV) assinalou, na manhã deste sábado, o Dia Mundial da Pessoa com Doença de Alzheimer.

Uma caminhada de quatro quilómetros, com partida junto aos Paços do Concelho, pelos principais parques da cidade e algumas artérias da União de Freguesias de Vila Nova de Famalicão e Calendário, juntou algumas dezenas de participantes.

Antes da partida, foi guardado um minuto de silêncio pelo famalicenses falecidos durante a pandemia, em particular Carlos Felgueiras, que deixou à CMV livros e postais antigos.

Sensibilizar os famalicenses para os impactos da demência e, ao mesmo tempo, recolher fundos para as suas atividades de informação e capacitação de cuidadores e familiares de pessoas com doença de Alzheimer, foram os objetivos desta jornada solidária, designada “Dê 2 Passos” que vai na segunda edição.

A caminhada arrancou no espaço onde outrora estiveram os Serviços Médico-Sociais da Previdência, paredes-meias com os Paços do Concelho. É este espaço verde que a associação, segundo proposta enviada ao presidente da Câmara Municipal, pretende que passe a ser tratado e usufruído por todos como um jardim, adotando o topónimo de Jardim da Memória.

Mais tarde, numa das paragens, no Parque da Juventude, o presidente da CMV, Carlos Sousa, falou da necessidade de ser criado um Jardim Terapêutico, um espaço proporcionador de um ambiente terapêutico e sensorial para doentes com a patologia de demência, promovendo o bem-estar físico e mental.

O Dia Mundial da Pessoa com Doença de Alzheimer, foi instituído pela Organização Mundial da Saúde em 1994 e que, desde então, ocorre a 21 de setembro.

Carlos Rafael Freitas dos B.V.Famalicão foi o mais rápido do concelho a subir o Bom Jesus

Carlos Rafael Gomes Freitas, dos Bombeiros Voluntários de Famalicão, foi o mais rápido do concelho a fazer a prova “Escadórios da Humanidade”, que se realizou este sábado, no Bom Jesus, em Braga.

A prova juntou centenas de bombeiros de todo o país e não só que tinham como objetivo subir os 566 degraus do Bom Jesus. Para além da dificuldade da prova, acresce o facto de os participantes terem que efetuar o desafio totalmente equipados.

Carlos Rafael Freitas, bombeiro de 2ª classe, com o número 99, cumpriu a prova em 07:29, classificando-se no 53º lugar da geral e 11º do escalão sub-25.

Nesta competição participaram elementos de todas as corporações do concelho de Vila Nova de Famalicão.

Detida em Cabo Verde mulher que matou jovem famalicense de 25 anos em 2016

Foi localizada e detida nas últimas horas, em Cabo Verde, a mulher de 41 anos condenada pela morte do companheiro em 2016.

Hugo Oliveira (na imagem), natural de Vila Nova de Famalicão, foi morto aos 25 anos com gelo seco, pela companheira, num apartamento localizado no Parque das Nações, em Lisboa.

A mulher, professora de profissão na capital, foi condenada a uma pena de 17 anos de prisão, tendo-se colocado em fuga até hoje.

De acordo com a Polícia Judiciária, a detida deverá ser extraditada para Portugal muito em breve.

Mais uma tragédia no Gerês: Jovem de 21 anos morre afogada

Uma jovem de 21 anos morreu, esta sexta-feira à tarde, nas águas do Rio Cávado, em Terras de Bouro, no Gerês.

A vítima, que não é de nacionalidade portuguesa, mergulhou numa zona próxima à Quinta do Agrinho, local onde se encontrava hospedada com colegas.

O alerta para o desaparecimento da jovem foi dado às 16h00 e o corpo resgatado pelas equipas de mergulho cerca das 18h00.

De Vila Nova de Famalicão, nos trabalhos de resgate, esteve envolvida uma equipa dos Bombeiros Voluntários Famalicenses.