No dia em que o PS celebra 50 anos há manifestação para «mostrar que Portugal não está em festa»

No próximo domingo, na cidade do Porto, realiza-se a marcha Todos por Portugal. Trata-se de uma iniciativa preparada por um grupo de profissionais de vários setores de atividade que pretendem chamar a atenção para as políticas «erradas e prepotentes do Governo, que se tem mostrado alheio aos problemas dos portugueses».

A marcha, que terá início às 14 horas, na Rotunda da Boavista, termina junto aos jardins do Super Bock Arena – Pavilhão Rosa Mota (Palácio de Cristal) onde o PS, no mesmo dia, celebra 50 anos de existência. «É urgente mostrar que Portugal não se encontra em festa», apontam os organizadores da iniciativa.

O protesto, que conta com a presença de organizações de vários setores – económico, social, judicial, cultural, ambiental – apela à participação da sociedade civil, assumindo que as famílias «vivem com grandes dificuldades financeiras, devido à subida das despesas com a habitação, a alimentação, os transportes, a saúde, etc. As lutas e manifestações de professores, médicos, enfermeiros, funcionários judiciais, agricultores, maquinistas e muitos outros têm mostrado o grande descontentamento que hoje se vive em Portugal. O governo perdeu a razão e está a votar os portugueses ao empobrecimento», consta, ainda do comunicado enviado às redações.

 

 

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Trofa: Praias fluviais da Barca, Bairros e Bicho interditas a banhos

As praias fluviais da Barca, Bairros e Bicho estão com má qualidade da água. A informação foi confirmada pela Agência Portuguesa do Ambiente após análises realizadas nestes locais.

Na sequência desta informação, a Câmara Municipal da Trofa colocou sinalização nas três praias e desaconselha a ida a banhos, apelando a população a cumprir as recomendações, tratando-se de proteção da saúde pública.

Imagem: Facebook CM Trofa

Cartas inéditas de Camilo Castelo Branco reunidas em obra

A Irmandade da Lapa vai lançar uma obra com cartas inéditas de Camilo Castelo Branco. A autoria é de Francisco Ribeiro da Silva, historiador e mesário da Irmandade da Lapa.

O lançamento de “Cartas Inéditas de Camilo Castelo Branco” será no dia 22 de julho, às 18 horas, no salão nobre da Irmandade, no Porto.

A sessão contará com a apresentação por Isabel Pires de Lima, professora emérita da Universidade do Porto e uma das mais prestigiadas especialistas da literatura portuguesa. Após a sessão de apresentação, realizar-se-á uma romagem ao Cemitério da Lapa, onde está sepultado o escritor, com deposição de uma coroa de flores em sua memória. A cerimónia terminará com um Porto de Honra, na Galeria dos Retratos da Irmandade da Lapa, proporcionando um momento de convívio entre convidados, participantes e público.

O lançamento da obra está integrado no bicentenário do nascimento de Camilo Castelo Branco, o que na perspetiva da provedora da Irmandade, Manuela Rebelo, «constitui um importante contributo para preservar e divulgar o legado de Camilo Castelo Branco».

Quanto à obra, é fruto de «um rigoroso trabalho de investigação histórica» e reúne um conjunto de documentos até agora inéditos, que enriquecem o conhecimento sobre a vida, o pensamento e a obra do escritor, proporcionando novas perspetivas sobre uma das figuras maiores da literatura portuguesa».

A iniciativa integra o programa “Camilo e a Lapa”, desenvolvido pela Irmandade da Lapa no âmbito das comemorações do bicentenário do nascimento do escritor, promovidas sob a égide da CCDR NORTE. Este programa reúne mais de três dezenas de instituições da região em torno da evocação da vida, da obra e da influência de Camilo Castelo Branco.

“Camilo e a Lapa” pretende promover uma reflexão renovada sobre a atualidade da obra camiliana, através de uma programação multidisciplinar que inclui exposições, conferências, visitas temáticas, publicações e outras iniciativas culturais e educativas, valorizando a estreita ligação histórica entre o escritor e a Irmandade da Lapa.

Foto arquivo

Famalicão: PS acusa Câmara de negligenciar caminhos florestais

Em comunicado emitido esta quinta-feira, o Partido Socialista responsabiliza a Câmara Municipal, nomeadamente o presidente Mário Passos, «pela grave situação de abandono dos caminhos florestais do concelho»; e garante que essa degradação «comprometeu seriamente o combate ao grande incêndio que teve início na freguesia de Vermoim há duas semanas».

O assunto foi levado à última reunião de Câmara, a 10 de julho, pelo vereador socialista Eduardo Oliveira. Na altura, o presidente da Câmara refutou as acusações. «O que diz é grave», acusou Mário Passos. «A Câmara faz a manutenção dos caminhos florestais por via da sinalização dada pelas próprias corporações de bombeiros», esclareceu o presidente da Câmara, dando conta que todos os caminhos referenciados foram limpos.

No comunicado desta quinta-feira, o PS volta a falar sobre o assunto e atesta que o mau estado das vias florestais não é recente e assegura que, há cerca de três anos, o presidente da Câmara foi sensibilizado para este problema. Na altura, «foi realizada uma vistoria aos caminhos florestais, realizada em veículo todo-o-terreno, para atestar as condições de circulação, em que o PS captou imagens que comprovam o estado de abandono e a intransitabilidade das vias». Adianta, também, que recolheu relatos de bombeiros, testemunhos que considera «alarmantes».

O partido considera, por isso, «inadmissível que, três anos após o primeiro aviso, continue a verificar-se uma “negligência total”», o que revela «falta de planeamento».

Famalicão: Novos equipamentos no Serviço de Oftalmologia melhoram resposta aos utentes

A Unidade Local de Saúde do Médio Ave (ULS Médio Ave) reforçou a capacidade tecnológica do Serviço de Oftalmologia, com a aquisição de novos equipamentos clínicos, o que vai permitir aumentar a capacidade de diagnóstico e tratamento de diversas patologias oculares, respostas mais céleres e próximas, melhorar a diferenciação dos cuidados prestados e reduzir, em muitas situações, a necessidade de referenciação de utentes para outros hospitais.

Segundo João Agulha, diretor do Serviço de Oftalmologia, estes equipamentos vão permitir «realizar tratamentos diferenciados, nomeadamente do glaucoma e das opacidades capsulares após cirurgia de catarata».

Entre as principais mais-valias deste investimento, o responsável da área destaca a possibilidade de realizar exames de elevada precisão para avaliação da retina, do nervo ótico e do segmento anterior do olho, fundamentais para o diagnóstico precoce e monitorização de doenças como o glaucoma, a degenerescência macular relacionada com a idade, a retinopatia diabética e outras patologias que podem comprometer irreversivelmente a visão quando não identificadas atempadamente.

Ao nível terapêutico, o Serviço passa igualmente a dispor de tecnologia que permite efetuar tratamentos laser anteriormente apenas disponíveis em centros hospitalares de maior diferenciação. Estes procedimentos incluem o tratamento de determinadas formas de glaucoma, contribuindo para a redução da pressão intraocular e prevenção da progressão da doença, bem como a capsulotomia posterior com laser, tratamento indicado para a opacidade da cápsula posterior que pode surgir após a cirurgia da catarata, permitindo restaurar rapidamente a qualidade visual dos doentes de forma segura, eficaz e em regime ambulatório.

Segundo Luís Vales, presidente do Conselho de Administração da ULS Médio Ave, este investimento «representa mais um passo na estratégia de reforço da capacidade tecnológica da ULS Médio Ave e de aproximação de cuidados diferenciados à população. O objetivo é disponibilizar respostas cada vez mais completas, reduzindo a necessidade de referenciação para outras unidades hospitalares e garantindo aos nossos utentes acesso a cuidados de elevada qualidade, próximos da sua área de residência».

Famalicão: Vinevinu é tema no Festival de Cinema Curtas Vila do Conde

Esta sexta-feira, dia 18, pelas 19 horas, a Curtas Vila do Conde – Festival Internacional de Cinema, que vai na 34.ª edição, exibe “Gerações”, uma curta metragem produzida pela VINEVINU, com realização de Manuel Sá. Acompanha o quotidiano de Luís e Manuel Cerdeira, ambos enólogos e pai e filho, ligados à produção de Vinho Verde, em Melgaço, mas também em Requião, Vila Nova de Famalicão.

Mais do que documentar o ciclo da vinha e da adega, o filme procura captar aquilo que raramente chega ao público: a forma como o conhecimento é transmitido e como a paixão pela produção de vinho é vivida. Tema importante, dado que muitas explorações vitivinícolas enfrentam o desafio da sucessão familiar.

O acesso é gratuito, mediante inscrição prévia. Inscrições disponíveis em https://vinevinu.com/curta-geracoes.

Famalicão: Movimento Humanamente denuncia «hipocrisia» do Chega

Em resposta ao comunicado do Chega de Vila Nova de Famalicão, que considerou a recente Marcha LGBTQIAP+ como “exibicionismo” e “agenda política”, o movimento Humanamente indignou-se e fala em hipocrisia do Chega. O porta-voz da marcha, responde que «é revoltante que um partido que se diz defensor da moral e dos bons costumes venha dar lições de conduta, enquanto os seus próprios quadros estão envolvidos em escândalos de proporções chocantes».

Diogo Barros pergunta: «como pode o Chega falar em ‘agenda política’ e ‘destruição da família’ quando vários dos seus membros são acusados de crimes hediondos contra menores (…). A verdadeira agenda política do Chega parece ser a da hipocrisia e da impunidade», atirou.

O porta-voz do movimento Humanamente dirige-se em particular ao presidente da concelhia do Chega, Pedro Alves, dizendo que «deveria preocupar-se mais com o seu processo interno, do qual foi suspenso, do que com a liberdade e a igualdade que a manifestação de sábado passado promoveu».

Sobre a acusação de ter uma agenda política, o responsável do Humanamente clarifica que «a libertação LGBTqiap+ está intrinsecamente ligada à libertação de todas as pessoas oprimidas. Não podemos falar de igualdade sem abordar a crise habitacional que afeta as nossas comunidades, a precariedade laboral que nos assola, a falta de mobilidade que nos isola e a emergência climática que ameaça o nosso futuro».