OMS alerta que o vírus da covid-19 não está controlado

A Organização Mundial de Saúde (OMS) alerta que, na maior parte do mundo, o vírus não está controlado; pelo contrário, «está a ficar pior», afirma o diretor-geral da OMS, Adhanom Ghebreyesus.

Este responsável considera que os governos a nível mundial ainda não sabem como gerir a crise de saúde pública, o que contribui para que a epidemia «continue a acelerar», expondo simultaneamente as desigualdades sociais e a fragilidade dos sistemas de saúde.

Alerta que nas últimas seis semanas, o número de casos está a duplicar.

Preocupada com esta situação, a OMS anuncia a criação de um painel independente para avaliar a atuação e a resposta da OMS face à pandemia da Covid-19.

Famalicão: Jorge Moreira da Silva testa positivo à covid e altera agenda de campanha

Nas redes sociais, o candidato à presidência nacional do PSD comunicou, esta segunda-feira, que testou positivo à covid-19, «pelo que terei de suspender a minha participação presencial nos eventos previstos para os próximos dias».
O famalicense Jorge Moreira da Silva avança que alguns dos encontros terão de ser alterados para um formato virtual e outros terão de ser reagendados. «Em breve darei mais informações sobre as alterações de agenda», esclarece.
Entretanto, a formalização da sua candidatura será feita esta segunda-feira, pelas 18 horas, na sede nacional do PSD, pelo coordenador da candidatura, Miguel Goulão, e pelo diretor de Campanha, Carlos Eduardo Reis, com a entrega das assinaturas dos militantes subscritores, do orçamento da campanha e da moção de estratégia global».
As eleições diretas no PSD estão agendadas para o dia 28 de maio.

Covid-19: Entre 3 e 9 de maio Portugal registou 99.866 infeções e 142 mortes

O número de novos casos e internamentos em Portugal continuam a aumentar. A Direção-Geral da Saúde informou, esta sexta-feira, que entre 3 e 9 de maio, houve 99.866 infeções pelo SARS-CoV-2, 142 mortes e um aumento de internamentos. Em relação à semana anterior, há mais 23.746 casos e mais 15 óbitos.

Quanto à ocupação hospitalar no território continental, a DGS passou a divulgar às sextas-feiras os dados dos internamentos referentes à segunda-feira anterior à publicação do relatório. E segundo este critério, na última segunda-feira, 1.207 pessoas estavam internadas, mais 88 do que no mesmo dia da semana anterior, com 59 doentes em cuidados intensivos, menos um.

De acordo com os dados da DGS, a incidência a sete dias assinala um crescimento de 31% em relação à semana anterior, enquanto o índice de transmissibilidade (Rt) subiu de 1,03 para 1,13.

Em termos regionais, o Norte totalizou 35.993 casos de infeção (mais 11.091) e 54 mortes (mais 12).

Covid-19: Face ao aumento de casos é urgente proteger os idosos e vulneráveis

Óscar Felgueiras, especialista em epidemiologia da Universidade do Porto, em declarações à Lusa, afirmou esta sexta-feira que a tendência de crescimento de novos casos covid-19 «não é um fenómeno momentâneo» e que perante o ritmo de transmissibilidade, é urgente proteger os mais idosos e vulneráveis.

«Ao ritmo a que vamos, não é de todo provável que evitemos atingir os 30 mil novos casos», disse o especialista que não perspetiva, para já, um abrandamento. Esta quarta-feira, segundo Direção-Geral da Saúde (DGS) foram registados no país 24.866 novos casos de infeção e 25 mortes por covid-19.

Óscar Felgueiras, que integra a equipa responsável pelo livro “Covid-19 em Portugal: a estratégia”, lançado esta sexta-feira na Universidade do Minho, nota que a incidência de novos casos está concentrada nas faixas etárias mais jovens, população que ainda não teve dose de reforço da vacina, defendendo, por isso que é urgente proteger os mais idosos e vulneráveis pela vacinação. Recorde-se que a DGS já anunciou que os idosos com mais de 80 anos e os residentes nos lares vão ser vacinados com a segunda dose de reforço a partir de segunda-feira, segundo recomendação da Comissão Técnica de Vacinação Contra a Covid-19, que afirma que o objetivo é melhorar a proteção da população mais vulnerável face ao atual aumento da incidência de casos de SARS-CoV-2 no país.

Ainda à Lusa, o especialista deu nota da grande circulação do vírus que se reflete em «níveis nunca antes vistos» da positividade (acima dos 40%) e, simultaneamente, na mortalidade, «acima do desejável».

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde divulgados na quinta-feira, Portugal ultrapassou os quatro milhões de casos confirmados de infeção pelo coronavírus SARS-CoV-2 desde o início da pandemia.

Estudo aponta que apenas um em cada quatro pacientes recupera totalmente da Covid-19 após um ano

Apenas um em cada quatro pacientes internados por covid-19 ficou totalmente recuperado após um ano, segundo um estudo britânico publicado neste domingo, que aponta que ser do sexo feminino ou obeso aumenta o risco de prolongamento de problemas de saúde.

Este estudo, apresentado no Congresso Europeu de Microbiologia Clínica e Doenças Infecciosas em Lisboa e publicado na revista The Lancet Respiratory Medicine, utilizou dados de pacientes adultos de 39 hospitais do National Health Service (NHS) do Reino Unido, entre 7 de março de 2020 e 18 de abril de 2021.

A recuperação foi avaliada pelos resultados de diferentes exames em 2.320 pacientes cinco meses após a alta hospitalar e em 33% deles um ano depois.

Os investigadores colecionaram principalmente amostras de sangue na visita de cinco meses para testar a presença de várias proteínas inflamatórias.

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Famalicão: Espetáculo na Casa das Artes cancelado devido à covid-19

A Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão comunica o cancelamento do espetáculo SOUNDCHECK, do Teatro da Didascália, cooperativa cultural sediada em Joane, agendado para os dias 21, 22 e 23 de abril, devido ao facto de um dos elementos do elenco ter testado positivo para o Covid-19.

As pessoas que já adquiriram bilhete para o espetáculo e necessitem de informações devem entrar em contacto com a bilheteira da Casa das Artes de Famalicão, pelo 252 371 297 ou bilheteira.casadasartes@famalicao.pt

Covid-19: Especialista defende máscaras obrigatórias por mais 2 semanas

O investigador da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa explicou, em declarações à agência Lusa, que, apesar de uma boa parte dos indicadores estarem “numa fase favorável”, como o índice de transmissibilidade (Rt) e os internamentos, a incidência, a letalidade e a taxa de positividade ainda estão elevados.

“Temos uma taxa de positivos relativamente ao número testes que fazemos ainda nos 20%” e a mortalidade ainda está acima dos 20 óbitos por milhão de habitantes nos últimos 14 dias, o limiar definido pelo Centro Europeu de Controlo de Doenças (ECDC) e a meta estabelecida pelo Governo para deixar de ser obrigatório o uso de máscara em espaços fechado.

Por outro lado, disse, citando dados do Índice Composto de Risco Pandémico, que analisa oito indicadores, entre os quais o “longo covid”, o número de pessoas que teve infeção nos últimos três meses é ainda relativamente elevado ainda e isso implica cuidados primários de acompanhamento dessas pessoas.

Carlos Antunes advertiu que, apesar de as faixas etárias mais idosas, terem “uma boa cobertura vacinal e já estarem com grandes percentagens de reforço vacinal, existe sempre a probabilidade de infeção”.

Exemplificou que, nos maiores de 80 anos, continuam a morrer cerca de 14 pessoas por cada 1.000 caso nos últimos 14 dias, número que baixa para três na faixa dos 70 aos 79 anos.

“Isto significa que, se aumentarem os casos nessas faixas, os óbitos também vão aumentar e foi exatamente o que ocorreu”, salientou, realçando que o aumento de óbitos que se tem verificado nas últimas semanas se deve ao aumento de casos nas faixas etárias acima dos 60 anos.

Perante esta realidade, o matemático defendeu que se deve continuar a manter a obrigatoriedade da máscara pelo menos por mais 15 dias dentro do estado de alerta que o Governo prolongou até 18 de abril.

Além disso, está a assistir-se a surtos de gripe e a “uma corrida às urgências” por outras doenças respiratórias.

“Estamos a saturar as urgências hospitalares e sabemos que, à semelhando que aconteceu nos outros invernos, o uso da máscara previne a propagação e a infeção das outras doenças respiratórias e, por esse lado, também é recomendável que continuemos a utilizar a máscara”, afirmou, como forma de tentar controlar a propagação destas doenças e para evitar que continue a aumentar o número de casos nos mais idosos e mais óbitos.

Mas, defendeu, “se a decisão política for contrária”, deve haver “uma forte recomendação” de que as pessoas com mais de 60 anos devem continuar a utilizar a máscara em espaços fechados.

Apontou ainda uma situação intermédia que é poder retirar-se a obrigatoriedade da máscara, com exceção dos hospitais, lares e transportes públicos, e deixar ao critério das pessoas usá-las em espaços públicos fechados.

“Esta é uma solução intermédia para aliviar a pressão psicológica de que as pessoas sentem do ponto de vista social de continuar a ser obrigada a máscara quando existem situações como as pessoas que frequentam, por exemplo, as discotecas e não são obrigadas a usar”, justificou.

Em espaços públicos, só devem usar as pessoas mais vulneráveis e houver uma grande concentração de pessoas porque o nível de circulação é elevado, mas, disse, “estamos a entrar na primavera e as condições atmosféricas reduzem a longevidade do vírus e o risco de transmissão em ambiente arejados e exteriores”.

Portugal registou, entre 22 e 28 de março, 70.111 casos de infeção pelo coronavírus SARS-CoV-2, 148 mortes associadas à covid-19 e um ligeiro aumento de doentes internados, segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS).