Onda de calor atinge Portugal na segunda quinzena de agosto

A onda de calor que está a atingir a Europa vai chegar a Portugal. As temperaturas devem ultrapassar os 40 graus em determinadas zonas do país, na segunda quinzena de agosto. Por extensão, o aumento das temperaturas potencia o risco de incêndio. Os especialistas chamam a atenção para este perigo, mas consideram que a situação que se viveu em 2017 no país não se vai repetir.

De acordo com Paulo Fernandes, professor e investigador do departamento de ciências florestais da UTAD, em declarações ao Jornal de Negócios, as temperaturas elevadas fazem com que haja um «risco de incêndio». No entanto, afasta a ideia de que se vai viver uma situação semelhante à de 2017, mas não excluí que localmente possam haver incêndios com alguma dimensão.

Protótipo de casaco inovador para bombeiros testado na Escola Nacional de Bombeiros

O consórcio de investigação do DIF-Jacket reuniu-se nas instalações da Escola Nacional de Bombeiros, em S. João da Madeira, para os ensaios ergonómicos e de fogo, utilizando protótipos do projeto, um futuro equipamento de proteção individual (EPI) para bombeiros. Os ensaios visaram recolher informações dos profissionais sobre os modelos testados em termos de conforto, analisar eventuais otimizações e avaliar a performance.

O CeNTI, o CITEVE – Centro Tecnológico Têxtil e Vestuário e o Centro de Estudos de Fenómenos de Transporte da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto trabalham no projeto DIF-Jacket desde 2020. O objetivo é desenvolver um casaco para bombeiro, com caráter inovador, cujo principal objetivo é a segurança em diversos cenários de combate a incêndios, ou seja, pretende melhorar significativamente a capacidade de prever como um determinado equipamento protege o bombeiro num determinado cenário.

A otimização do vestuário tem em conta três variáveis: bombeiro + vestuário de proteção + ambiente de incêndio.

 

Portal das Finanças não está a funcionar

O Portal das Finanças está inacessível e, até ao momento, não se sabe o que está a acontecer e não há nenhuma informação oficial.

Além do Portal das Finanças, também o Portal do e-faturas está inoperacional.

Nas redes sociais os utilizadores estão a ser informados que «estão a ocorrer constrangimentos no acesso ao Portal das Finanças. Lamentamos pelo incómodo. Assim que a situação estiver resolvida informamos».

Rendimento Social de Inserção aumenta 20 euros

Depois de três anos sem atualização, o Rendimento Social de Inserção vai aumentar cerca de 20 euros, passando de 189,66 euros para 209,11 euros, já no mês de março, com efeitos retroativos a janeiro. Há mais de 198 mil pessoas a receber este apoio em Portugal.

A atualização do RSI para este ano foi hoje publicada em Diário da República. Os novos valores começam a ser pagos em março, abrangendo 198 mil pessoas, numa medida com um custo estimado em 30 milhões de euros.

 

 

AEMinho pede alívio efetivo da carga fiscal sobre o trabalho

Para 2023, a AEMinho pede «mais rigor na utilização de recursos, desburocratização e maior eficiência da máquina do estado e alívio efetivo da carga fiscal sobre o trabalho». Em comunicado emitido na tarde desta quinta-feira, a Associação Empresarial do Minho apresenta o balanço de 2022 e projeta o novo ano. Internamente, a associação aponta uma ação «francamente positiva», enquanto que política e economicamente «o país continua letárgico e sem um rumo estratégico definido».

O ano que agora finda começou «num contexto diferente». A conjuntura internacional mudou «e isso teve impacto na economia», reconhece a associação liderada por Ricardo Costa. Para além de uma inflação «anormalmente alta e aparentemente descontrolada, temos escassez de recursos e matérias-primas; um quadro macroeconómico não favorável para os tempos que se avizinham». Por outro lado, a energia e os custos energéticos são apontados como «um flagelo para os cidadãos e para as empresas e o esforço governamental, no sentido de auxiliar a resolução do problema, tem sido manifestamente ineficaz e insuficiente», acusa.

Por outro lado, a AEMinho lamenta os «brutais e desproporcionais» impostos sobre o trabalho, com a as empresas a debaterem-se, «todos os dias, com o dilema de pagarem valores elevados aos trabalhadores, para eles receberem valores reduzidos por via da arrecadação fiscal do estado». Uma situação que classifica como socialmente injusta, «sobretudo quando o dinheiro público é gasto de uma forma tão ineficiente e aleatória, não devolvendo às pessoas em serviços públicos os que de facto pagam por via dos seus descontos». A carga fiscal é, ainda, «um fator que retira imensa competitividade às empresas no momento de contratar, com os reflexos óbvios que tem na economia». Os custos da habitação, «em valores incomportáveis para os jovens e para os trabalhadores em geral» representam, também, «um fator que dificulta a contratação». Sobre isto tudo, a Associação Empresarial, aponta as «más decisões estratégicas, o deficiente uso dos recursos do estado e uma administração pública que na trilogia mais ligada à atividade empresarial, a saber finanças / justiça / regulação da atividade financeira, não funciona».

No segundo ano de atividade, a AEMinho aumentou em 68% o número de associados que, na atualidade, representam um volume total de faturação de 12.000 milhões de euros, alcançados pelas quase duas centenas de associados, com um volume de exportações de cerca de 3,5 mil milhões de euros, criando emprego para cerca de 45 mil pessoas. Nota, ainda, a realização de 100 iniciativas e atividades, entre missões empresariais, jantares-debate e eventos temáticos.

Para o novo ano, aponta como fulcral a criação do Cluster da Energia, daquele que é um setor vital para a economia portuguesa e que permitirá ter um espaço específico para toda a comunidade empresarial dedicada a este setor; diversificar as missões empresariais e ser uma voz ativa e independente. A promoção de transferência de conhecimento que permita dotar os quadros médios e superiores das empresas de maior capacidade competitiva é outra meta a que se propõe, em conjunto com a comunidade empresarial, mas também com as Universidades e Institutos. «Aproximar e integrar as empresas neste mundo do conhecimento é um objetivo assumido pela AEMinho para 2023».

 

Famalicão: Nuno Melo pede a Marcelo para dissolver o parlamento e convocar eleições

O famalicense e dirigente nacional do CDS «apela ao Presidente da República para dissolver o parlamento e convocar eleições antecipadas». Em comunicado, Nuno Melo aponta a maioria socialista como a «mais absolutamente instável da democracia em Portugal. Se é certo que o ministro Pedro Nuno Santos e os secretários de Estado Hugo Mendes e Alexandra Reis se demitiram», o assunto que envolve a ex-secretária de Estado na polémica indemnização de 500 mil euros por sair antecipadamente da TAP, «está longe de ter terminado».

Em comunicado, o líder nacional do CDS sinaliza as 10 alterações em 9 meses de vida do Governo socialista, como prova «de um governo esgotado. Desde que tomou posse em março, o primeiro-ministro vem substituindo ministros e secretários de Estado em média superior a um por mês, enquanto o governo soma casos graves, por vezes com relevância criminal e de promiscuidade institucional, à razão quinzenal». Por muito menos, assume, «caíram outros governos em Portugal».

Nuno Melo fala de um governo que é notícia pelos casos e quedas de ministros e secretários de Estado, «enquanto as famílias e as empresas suportam os impostos mais altos de sempre e Portugal vai sendo arrastado para o fundo da lista dos que menos crescem na União Europeia». O governo de António Costa, prossegue o famalicense, «deixou de servir o interesse geral. O ciclo socialista terminou, o governo está esgotado; o país está novamente num pântano, o que põe em causa o normal funcionamento de instituições básicas do regime».

Perante este cenário, Nuno Melo apela a Marcelo Rebelo de Sousa para dissolver o parlamento e convocar eleições antecipadas, «devolvendo a palavra aos portugueses para resolverem esta crise política. Portugal precisa de outra solução, que traga confiança e inverta o atual momento de descrença e instabilidade».

Famalicão: Jorge Paulo Oliveira preside a Grupo Parlamentar de Amizade de Portugal-Marrocos

O deputado social-democrata é, desde a passada quinta-feira, presidente do Grupo Parlamentar de Amizade Portugal-Marrocos, tendo como vice-presidentes, os deputados socialistas, Maria da Luz Rosinha e Miguel Cabrita.

O famalicense, que tem como homólogo, o deputado Abderrahim Oisslam, presidente Grupo Parlamentar de Amizade Marrocos-Portugal, considera que «há um mundo de razões que justificam que Portugal deve dedicar uma especial atenção às nossas relações com Marrocos, desde logo pela necessidade de olharmos para outras realidades para lá do espaço de sucesso europeu que integramos, um país que, ademais, nos é muito próximo e com o qual partilhamos o Atlântico e a entrada do Mediterrâneo».

O Grupos Parlamentares de Amizade são organismos da Assembleia da República, vocacionados para o diálogo e a cooperação com os parlamentos dos países amigos de Portugal.

Para dinamizar e promover o relacionamento com entidades que visem a aproximação entre os dois países, a proposta preliminar do Plano de Atividades para o novo ano do Grupo Parlamentar de Amizade, prevê contactos regulares com a Embaixada de Marrocos, para a troca de informações e a análise de matérias de interesse comum, designadamente nas áreas económica, social, cultural e política, incluindo o acompanhamento da situação dos corredores migratórios e a mobilidade de estudantes.

O Grupo Parlamentar de Amizade pretende, também, contribuir para incremento do relacionamento da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), com a Confederação Internacional dos Empresários Portugueses/ Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa, Rede dos Conselheiros para a Internacionalização da Economia e Câmara de Comércio e Indústria Luso-Marroquina.

A preparação da comemoração dos 250 anos da Assinatura do Tratado de Paz Portugal – Marrocos (2024), primeiro tratado de paz assinado após o abandono de Mazagão, em colaboração com o Ministério dos Negócios Estrangeiros e a Embaixada de Marrocos em Portugal, também consta dos planos do Grupo Parlamentar de Amizade.