O presidente da Distrital de Braga do PSD, Carlos Eduardo Reis, esteve no programa “Cara ou Coroa” do Porto Canal, para falar de vários temas, entre eles a criação da Área Metropolitana do Minho (AMM), que seria a terceira no país, e onde o concelho de Famalicão estará, a efetivar-se, envolvido.
Para Carlos Eduardo Reis faz todo o sentido avançar com a AMM porque «temos 10% da população do território nacional, quase 450 mil empresas, um distrito empreendedor, e produzimos 8 a 10% do PIB nacional». A juntar a isso, o líder distrital do PSD, que sucedeu a Paulo Cunha, nota que há consenso entre os autarcas da região, sejam do PS ou do PSD, citando os principais partidos com implantação nas autarquias locais.
Recorde-se que no dia 21 de julho os presidentes das Câmaras de Braga e de Guimarães anunciaram entendimento para lançar o processo que dê início à criação da Área Metropolitana do Minho. Depois de uma audiência pedida ao Primeiro-Ministro, os autarcas entraram em contacto com as Comunidades Intermunicipais do Cávado e do Ave.
Por isso, Carlos Eduardo Reis acredita que «estamos numa posição privilegiada para podermos liderar este diálogo e também para o materializar», responde.
Ainda segundo o presidente da distrital do PSD, as mais-valias apontadas para a criação desta Área Metropolitana do Minho estão relacionadas com a «necessidade de colmatar carências». Apesar do novo Hospital de Barcelos, que ainda não está construído, e da habitação, Carlos Eduardo Reis não vê na região «uma grande obra pública há muitos anos». Na sua perspetiva, «há coisas que não se conseguem fazer sem que os políticos e os autarcas do distrito se sentem à mesa», registou.
A criação da AMM não é tema novo. Em abril do ano passado, a adesão de Viana do Castelo à associação de municípios, então Quadrilátero Urbano e passando para Pentágono, reforçou a discussão da coesão territorial a vários níveis. Na altura, o presidente da Câmara Municipal de Famalicão, Mário Passos, considerou que a adesão de Viana reforçava a discussão sobre a criação «de um novo modelo de desenvolvimento territorial, nomeadamente com a eventual criação da Área Metropolitana do Minho».
Antes, em janeiro do mesmo ano, AEMinho – Associação Empresarial do Minho defendeu a criação da AMM, atendendo a uma visão coordenada e estrutural para a região, porque fator «de desenvolvimento» e capaz de diminuir assimetrias em termos de distribuição de recursos.


