Professores regressam hoje à greve ao trabalho extraordinário

Os sindicatos alegam que a construção dos horários dos professores é ilegal, por impor um acréscimo de cerca de 30% às 35 horas semanais aplicáveis à generalidade da administração pública e também especificamente aos professores, conforme estabelece o Estatuto da Carreira Docente.

Pouco depois do arranque do ano letivo, os sindicatos retomam assim uma greve que transita do ano letivo anterior e que não tem data para terminar.

“A eventual suspensão desta greve dependerá da disponibilidade do Ministério da Educação, no caso, a próxima equipa ministerial, para respeitar o horário semanal de 35 horas que também se aplica aos docentes”, lê-se num comunicado da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), uma das dez estruturas sindicais que convocam a paralisação.

O pré-aviso de greve, que entra hoje em vigor, foi entregue ao Ministério da Educação na passada segunda-feira, e pressupõe que os docentes possam fazer greve a trabalho extraordinário como as reuniões intercalares de avaliação dos alunos, sempre que estas sejam marcadas fora do horário semanal de 35 horas.

“Este pré-aviso de greve destina-se a garantir que o horário semanal dos docentes seja efetivamente de 35 horas e não mais, bastando, para tanto, que os professores façam greve sempre que lhes for atribuída atividade que faça exceder, em cada semana, aquele número de horas de trabalho”, explica a Federação Nacional de Educação (FNE), também em comunicado.

A greve incide sobre reuniões de avaliação, reuniões de preparação e coordenação de trabalho letivo, secretariado de provas de aferição e exames, ações de formação, coadjuvação de aulas ou apoio a alunos, entre outras atividades, sempre que estas sejam marcadas fora do horário de 35 horas.

“Responsáveis do Ministério da Educação (ME) tentaram fazer passar a ideia de que semelhante greve, no ano que passou, não teve impacto, mas isso é falso. É verdade que a sua visibilidade pública não teve o impacto que têm as greves que deixam os alunos sem aulas, mas a greve, em muitas escolas, levou as respetivas direções a corrigir as ilegalidades e a acabar com os abusos. Isto só foi possível porque, contrariamente ao que afirmaram responsáveis do ME, as consequências fizeram-se sentir, através da anulação de reuniões ou da ausência de muitos docentes nas que se realizaram”, refere a Fenprof.

As duas federações recordam que tentaram dialogar com o ME no final do ano letivo passado sobre a revisão dos horários dos professores, de forma a respeitar as 35 horas semanais, mas sem resultados.

Nova greve na CP com impacto esta segunda-feira

A CP – Comboios de Portugal comunicou, esta sexta-feira, que a greve parcial convocada para esta segunda-feira, pode provocar perturbações «significativas» na circulação dos urbanos do Porto, com impacto previsto entre as 00h00 e as 12h00, do mesmo dia.

Em nota enviada às redações, a CP informa que o Tribunal Arbitral do Conselho Económico e Social não decretou serviços mínimos. No entanto, promete desenvolver todos os esforços «para prestar o melhor serviço possível aos clientes, apesar dos constrangimentos decorrentes desta situação».

O Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial Itinerante (SFRCI) anunciou, esta quinta-feira, duas novas greves parciais nas zonas urbanas de Porto e Lisboa, reivindicando melhorias salariais.

A greve parcial na zona urbana do Porto vai decorrer entre as 5h00 e as 8h30 desta segunda-feira.

O sindicato, que representa a maioria dos trabalhadores do serviço comercial e transporte (revisores, trabalhadores das bilheteiras e as suas chefias diretas), considera que o aumento de 0,9% da tabela salarial não é «um valor aceitável».

Mercadona doa 1,5 milhões de euros para ajudar os refugiados da guerra na Ucrânia

A Mercadona, como demonstração de apoio e solidariedade com o povo ucraniano, doa 1,5 milhões de euros para ajudar os refugiados da guerra da Ucrânia. Esta ajuda materializa-se a partir de junho com a entrega de Cartões Sociedade de 50€ cada um, com o objetivo de ajudar a cobrir as necessidades básicas dos refugiados que chegam a Portugal e Espanha, podendo ser utilizados em qualquer um dos seus supermercados.

Através desta colaboração, a Mercadona prevê ajudar cerca de 5.000 pessoas refugiadas.

A empresa realizará a entrega destes cartões através das entidades autorizadas dentro dos programas oficiais de acolhimento de ucranianos em Portugal e Espanha.

Famalicão: Alunos da Escola Secundária Camilo Castelo Branco apadrinham alunos da Guiné-Bissau

No âmbito da disciplina de Inglês, as turmas 11°A, 11°B, 11°C, 11°H e 12°L, da Escola Secundária Camilo Castelo Branco, apadrinharam 22 crianças da Escola Pequenos Amigos, na Guiné Bissau. As turmas da professora Maria José Bezerra da Silva Ribeiro ajudaram alunos guienenses que tinham dificuldades em pagar a sua inscrição escolar de 60 euros anuais e que corriam o risco de não acederam ao ensino.

Os estudantes venderam bolachas, bolos, sumos nas escolas e rifas, angariaram patrocínios de empresas locais, criaram panfletos e lavaram carros. Consequentemente, os alunos conseguiram angariar 3.200 euros. Com o dinheiro amealhado, as turmas conseguiram garantir três anos letivos a 22 alunos guineenses.

A iniciativa desenrolou-se em sala de aula e faz parte da temática “Voluntariado e Direitos Humanos”. O ato solidário foi desenvolvido em parceria com a Associação de Emergência Humanitária HumanitAVE.

Famalicão: Escola do Louro sensibiliza alunos para o que é comer sem glúten

A EB Lml Louro associou-se à Associação Portuguesa de Celíacos (APC) na dinamização do Dia Internacional do Celíaco, celebrado na passada segunda-feira. Durante o dia houve várias atividades que visavam mostrar a todas as crianças o que significa ser celíaco e comer sem glúten, sem que sem que tal constitua uma diferença.

Das iniciativas, desenvolvidas no pré-escolar e 1.º ciclo, realce para a projeção de filmes, como por exemplo “Ser celíaca”, sobre uma aluna da escola e “Conhecendo a doença celíaca”, da Mónica, em BD. Também estiveram expostos produtos sem glúten, adquiridos pela escola e, com a ajuda dos professores, os alunos fizeram a leitura dos rótulos e aprenderam a reconhecer o símbolo “sem glúten”.

Depois, foi formada uma espiga traçada, um dos símbolos dos produtos sem glúten, com os alunos vestidos com uma peça de cor azul, e um cordão de sensibilização à entrada do pré-escolar. Pinturas de meninos, que “vestiram” de azul, e audição de histórias de sensibilização sobre a doença celíaca também constaram desta iniciativa de sensibilização.

A mãe de um menino celíaco do pré-escolar incentivou à adesão da escola a esta iniciativa da Associação Portuguesa de Celíacos e ofereceu doces, pipocas e biscoitos para o lanche. Uma aniversariante levou um bolo isento de glúten para a sua turma, a pensar num colega que tem uma intolerância, enquanto que outra aluna levou um bolo de chocolate sem glúten para a sua turma e a escola ofereceu gomas sem glúten.

Os meninos do pré-escolar levaram para casa uma pulseira para a sensibilização no seio familiar. Foi, em suma, um dia de sensibilização muito produtivo que resulta do trabalho colaborativo e da articulação com a comunidade educativa.

Todos ao Jamor para apoiar a equipa feminina do FC Famalicão

No tarde do dia 28 de maio, a equipa feminina do FC Famalicão disputa a final da Taça de Portugal, contra o Sporting, no Estádio Nacional do Jamor.

Para este momento singular na história do emblema famalicense, o clube continua a desenvolver uma campanha que convida os famalicenses a fazerem parte desta festa do futebol. O ingresso e transporte custam 10 euros e os interessados devem dirigir-se à Loja Oficial ou à Academia.

Vários clubes famalicenses, associando-se a este apelo e a este momento inédito no desporto concelhio, estão a partilhar nas redes sociais este convite, apelando a que todos apoiem a equipa neste importante jogo, marcado para as 17h15 do dia 28 de maio.

Famalicão: Escola aberta para apresentar oferta formativa

Como forma de divulgar a Oferta Formativa, o Agrupamento de Escolas Padre Benjamim Salgado convidou os alunos do 3.º ciclo de Joane, Ronfe e Pedome, a sua área de influência, e abriu também as portas a agentes da proteção civil, que entusiasmaram os estudantes. É que entre as novidades da Oferta Formativa está o Curso Profissional Técnico de Proteção Civil, uma proposta inovadora que não tem paralelo na região.

No dia da Casa Aberta do AEPBS, onde não faltou a presença do vereador da Educação, Augusto Lima, a escola abriu portas à comunidade.

Para chamar a atenção dos alunos, o Agrupamento convidou, então, militares, polícias, bombeiros e outros agentes da proteção civil. Os Bombeiros Voluntários Famalicenses fizeram deslocar uma vasta equipa de meios técnicos e humanos com duas viaturas de combate a incêndio e uma ambulância. Também a Cruz Vermelha Portuguesa participou nesta demonstração com uma ambulância; a GNR trouxe uma equipa de GIPS-Grupo de Intervenção e Proteção de Socorro com os meios para uma primeira intervenção; a Associação Portuguesa de Busca e Salvamento apresentou aos alunos a Unidade de Resgate de Salvamento composto por uma viatura e recursos humanos, com equipas cinotécnicas; a Autoridade Nacional de Proteção Civil levou os seus meios. Por fim, a demonstração do poder bélico com a viatura blindada (Pandur) da Brigada de Intervenção do Exército (Regimento de Cavalaria de Braga).

A restante oferta formativa também chamou a atenção, como é o caso do Curso Profissional Técnico de Programador de Informática, também uma das novidades para 2022/2023. Para além dos dois novos cursos, o AEPBS mantém a aposta na oferta formativa profissional já com provas dadas, nomeadamente os Cursos Profissionais de Técnico Auxiliar de Saúde, Técnico de Design de Equipamento, Técnico de Gestão de Programação de Sistemas Informáticos, Técnico de Multimédia, Técnico de Manutenção Industrial-Mecatrónica e Técnico de Eletrónica, Automação e Computadores.

No âmbito do ensino regular, nos Cursos Científicos-Humanísticos, o AEPBS possui quatro áreas: Artes Visuais, Ciências e Tecnologias, Línguas e Humanidades e Ciências Socioeconómicas.

Segundo o presidente da Comissão Administrativa Provisória, José Moreira, «o nosso objetivo enquanto escola é ir ao encontro das expectativas dos alunos e oferecer formação alinhada com as necessidades da sociedade», frisou. Na perspetiva deste responsável, o AEPBS tem procurado apresentar «ofertas inovadoras e promotoras de sustentabilidade», concluindo que a «diversidade de oferta permite aos alunos escolher o futuro com base nas suas aptidões e expectativas para que tracem o destino profissional assente em bases sólidas».