Ranking escolas 2019: notas dos exames melhoram a Matemática, mas 28% das escolas “chumbam”

As notas no exame nacional de Matemática A melhoraram no ano de 2019, mas mais de um quarto das escolas ainda teve média negativa, segundo uma análise da Lusa a dados do Ministério da Educação.

No ano passado, 33.244 alunos do ensino secundário realizaram o exame nacional de Matemática A e a média de todas as provas foi de 11,82 valores, o que se revelou uma melhoria em relação ao ano anterior, segundo uma comparação realizada pela Agência Lusa tendo por base dados do Ministério da Educação (ME).

Dos 615 estabelecimentos de ensino onde se realizou a prova, 175 “chumbaram”, já que a média das notas dos seus alunos foi abaixo de 10 valores.

Comparando com o ano anterior, registou-se uma diminuição de escolas com negativa, de 40% para 28,25%.

A escola com melhores resultados volta a ser um estabelecimento de ensino particular, mas o lugar é agora ocupado pelo Colégio Mira Rio, em Lisboa, onde a média dos 10 alunos levados a exame em 2019 foi de 17,45 valores.

Segue-se o Externato Senhora do Carmo, no Porto (17,37 valores), e em 3.º lugar surge a primeira escola pública, com uma média de 17,27 valores: a Escola Básica e Secundária Pedro Alvares Cabral, em Belmonte, Castelo Branco, volta a ser a pública com melhores resultados a Matemática, tendo subido três lugares no ‘ranking’ graças às notas dos quatro alunos que realizaram o exame e conseguiram uma média de 17,27 valores.

Em quarto e quinto lugar aparecem o Colégio Nossa Senhora da Paz, no Porto (17,02 valores), e o Colégio Valsassina, em Lisboa (16,82 valores).

A segunda escola pública mais bem classificada surge em 11.º lugar e é nos Açores. Os sete alunos da Escola Básica e Secundária das Flores, em Santa Cruz das Flores, obtiveram uma média de 16,01 valores.

No entanto, a Região Autónoma dos Açores é a zona do país com piores resultados a Matemática (média de 9,57 valores), numa análise feita pela Lusa tendo em conta as notas por distrito.

Por outro lado, é no distrito com melhor média nacional a Matemática que se encontra a terceira melhor escola pública: a secundária José Falcão, em Coimbra, é a 3.º pública mais bem classificada, surgindo em 35.º do ranking geral, com uma média de 14,87 valores.

Tendo levado 101 alunos a exame, a secundária José Falcão é a quarta melhor a nível nacional, entre estabelecimentos públicos e privados com mais de 100 provas realizadas.

Já no fim da lista, com piores resultados, há seis escolas com médias abaixo dos 5 valores. A média dos cinco alunos da escola Secundária da Baixa da Banheira, em Setúbal, foi de 2,56 valores, muito abaixo da nota atribuída pelos professores pelo trabalho realizado ao longo do ano na escola (11 valores).

Em termos de distritos, Lisboa e Porto lideram em número de provas realizadas, mas Coimbra regista a média nacional mais alta (12,43 valores).

Mais de 90% das escolas com média positiva a Português

As notas no exame nacional de Português continuam a subir e mais de 90% das escolas tiveram positiva na média das classificações dos seus alunos, segundo uma análise realizada pela Lusa a dados do Ministério da Educação.

No ano passado, 617 escolas secundárias levaram alunos internos a realizar o exame nacional de Português e as notas voltaram a subir: 92,3% dos estabelecimentos conseguiram ter uma média positiva, enquanto no ano anterior a média rondou os 80%.

A Academia de Música de Santa Cecília, em Lisboa, lidera o ‘ranking’ elaborado pela Lusa, tendo levado apenas quatro alunos a exame, cuja média foi de 17,72 valores.

Em 2.º lugar da lista surge um estabelecimento de ensino público: os 23 alunos da Escola Básica e Secundária de Vila Cova, em Barcelos, conseguiram uma média de 17,5 valores.

As escolas privadas ocupam os 20 lugares seguintes da lista, surgindo depois a Escola Secundária de Silves, em Faro, que ocupa o 23.º lugar com uma média de 14,29 valores dos 80 exames realizados pelos seus alunos internos.

A nota média da disciplina que leva mais alunos a exame – mais de 55 mil – foi de 11,84 valores, no ano passado, segundo uma análise realizada pela Lusa tendo em conta apenas os alunos internos que realizaram a prova na 1.º fase.

Os distritos que conseguiram melhores resultados foram Viseu, Porto e Santarém, enquanto as regiões com piores resultados foram Portalegre, Açores e Setúbal.

Quatro em cada dez escolas reprovam a Biologia

Quatro em cada dez escolas do ensino secundário tiveram média negativa no exame nacional de Biologia e Geologia em 2019, piorando os resultados em relação ao ano anterior, segundo dados do Ministério da Educação.

Com quase 26 mil exames realizados no verão de 2019, as notas desceram ligeiramente, passando de uma média de 10,93 valores para 10,69, segundo uma análise feita pela Lusa a dados do Ministério da Educação.

Num universo de 620 escolas, houve 247 (39,8%) onde a média dos resultados dos seus alunos foi negativa, o que também revela o agravamento das notas, já que no ano anterior sete em cada dez estabelecimentos de ensino tiveram média positiva a Biologia e Geologia.

A lista feita pela Lusa é agora liderada pelo Colégio Cedros, no Porto (média de 16,8 valores), seguindo-se o Colégio de São Francisco de Assis, em Luanda, e a Academia de Santa Cecília, em Lisboa.

Já a Escola Secundária João Gonçalves Zarco, em Matosinhos, é a pública com melhor média (33.º lugar do ‘ranking’ geral), seguindo-se a escola Cunha Rivara, em Arraiolos (36.º lugar do ‘ranking’ geral), e a Clara de Resende, no Porto.

Porto, Coimbra e Braga são os três distritos com melhores desempenhos médios nesta prova.

Já no fundo da tabela surgem as escolas no estrangeiro, onde a média de todos os exames foi de 9,26 valores, seguindo-se o distrito de Portalegre e a Região Autónoma da Madeira.

As raparigas voltaram a ter um melhor desempenho neste exame, com uma média de 10,74 valores contra a média de 10,63 valores dos rapazes, naquela que é uma das mais importantes provas para quem quer seguir cursos superiores na área da Saúde.

As 10 escolas com melhores classificações no exame de Biologia:

Escola Distrito Média CIF

(Classificação Interna Final)

Média Exame

(Valor)

Média Exame

(%)

Colégio Cedros Porto 17,66 16,8 168
Colégio de São Francisco de Assis, Luanda Estrangeiro 14,83 16,3 163
Academia de Música de Santa Cecília Lisboa 14,88 16,1 161
Colégio Nossa Senhora do Rosário Porto 17,90 15,84 158
Colégio da Rainha Santa Isabel Coimbra 16,56 15,79 157,9
Colégio Efanor Porto 17,66 15,76 157,6
Colégio D. Diogo de Sousa Braga 17 15,73 157,3
Colégio Mira Rio Lisboa 16 15,58 155,8
Colégio de Lourdes Porto 16,63 15,10 151,09
Salesianos do Estoril Lisboa 16,31 14,94 149,47

As 10 escolas com piores classificações no exame de Biologia:

Escola Distrito Média CIF

(Classificação Interna Final)

Média Exame

(Valor)

Média Exame

(%)

Escola Secundária de Vila Nova de Paiva Viseu 13,38 6,76 67,61
Escola Secundária de Camarate Lisboa 10,75 6,72 67,25
Escola Básica e Secundária do Baixo Barroso, Venda Nova, Montalegre Vila Real 12,71 6,12 61,28
Escola Básica e Secundária D. Lucinda Andrade Região Autónoma da Madeira 13,45 6,09 60,90
Escola Portuguesa da Guiné-Bissau Estrangeiro 13,4 5,9 59
Escola Básica e Secundária Padre José Agostinho Rodrigues Portalegre 13,83 5,76 57,66
Escola Secundária Fonseca Benevides Lisboa 12,75 5,63 56,37
Escola Básica e Secundária Professor António da Natividade, Mesão Frio Vila Real 16,08 5,52 55,25
Escola Portuguesa do Lubango Estrangeiro 14,62 4,36 43,62
Externato Álvares Cabral Lisboa 13 3,4 34

Seis em dez escolas”chumbam” a Física e Química

Seis em cada dez escolas tiveram média negativa no exame nacional de Física e Química do secundário em 2019, piorando os resultados do ano anterior, e é um estabelecimento público na Madeira que lidera o ‘ranking’ elaborado pela Lusa.

A Escola Básica e Secundária com Pré-escolar e Creche do Porto Moniz, na Madeira, foi o estabelecimento mais bem classificado na prova de Física e Química, segundo uma análise feita pela Lusa tendo por base dados disponibilizados pelo Ministério da Educação relativos aos exames nacionais realizados no ano letivo de 2018/2019.

No entanto, a Madeira é a zona do país com piores resultados a esta disciplina, segundo uma comparação por distritos realizada pela Lusa, em que a região autónoma aparece em último lugar.

No entanto, os dois alunos da secundária de Porto Moniz que prestaram provas a Física e Química destacaram-se ao conseguirem uma média de 16,15 valores, levando a escola a ocupar o 1.º lugar do ‘ranking’ da Lusa, no qual aparecem outras duas escolas públicas entre as 20 mais bem classificadas (no ano passado havia apenas uma).

Os 92 alunos da escola secundária Infanta Dona Maria, em Coimbra, tiveram uma nota média de 13,94 valores, que valeu um 17.º lugar do ‘ranking’, e a Escola Básica e Secundária Henrique Sommer, em Leiria, levou 17 alunos a exame que conseguiram uma média de 13,91 valores, ficando classificados em 18.º lugar.

Coimbra e Leiria são dois dos distritos com melhores médias a esta disciplina, surgindo respetivamente em 1.º e 3.º lugares do ‘ranking’ que compara as 20 regiões.

Num universo de 618 escolas que levaram mais de 26 mil alunos internos a realizar esta prova, “chumbaram” 375, ou seja, 60% dos estabelecimentos de ensino obtiveram uma média abaixo dos 10 valores.

Comparando com o ano anterior houve um agravamento das notas, já que em nos exames de 2018 houve cerca de 45% de escolas com média negativa.

Física e Química foi, no ano passado, a disciplina com a média positiva mais baixa (10,04 valores). Os alunos só tiveram piores resultados médios a Filosofia (média de 9,76 valores).

Os cinco distritos com melhores resultados a Física e Química foram Coimbra, Porto, Viseu, Leiria e Viana do Castelo. Já a região Autónoma da Madeira (média 8,24 valores), Bragança e Açores surgem como as regiões com piores médias.

Notas do 9.º ano melhoram ligeiramente e alunos de música destacam-se

As notas melhoraram nos exames nacionais do 9.º ano, mas a maioria das escolas voltou a “chumbar”, segundo uma análise da Lusa, que mostra o sucesso académico dos alunos dos conservatórios e escolas de música.

No ano passado, os estudantes do 9.º ano realizaram mais de 184 mil exames nacionais a Português e Matemática e a média de todas as provas foi de 3,03 valores (numa escala de zero a cinco), segundo uma análise feita pela Agência Lusa a dados disponibilizados pelo Ministério da Educação.

No entanto, a maioria dos estabelecimentos de ensino “reprova” quando se faz a média das notas nos exames dos alunos internos de cada escola: num universo de 1.242 escolas, 52% tiveram média negativa, contra 47% positivas.

Apesar dos baixos resultados, quando comparado com o ano anterior, regista-se uma ligeira melhoria, já que as escolas com média positiva subiram de 43% para 47%, mantendo assim uma tendência que já se vinha registando nos últimos tempos.

As escolas privadas voltaram a liderar a tabela da Lusa que prioriza apenas os melhores resultados nos exames e, este ano, o primeiro lugar é ocupado pelo Externato Escravas Sagrado Coração de Jesus, no Porto, seguindo-se o Externato As Descobertas, em Lisboa, e o Colégio Cedros, em Vila Nova de Gaia.

A primeira escola pública volta a surgir em 20.º lugar, à semelhança do que aconteceu no ano passado, mas agora é ocupado pela Escola Artística de Música do Conservatório Nacional, em Lisboa.

Em segundo lugar surge a Escola Artística do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian, em Braga (40.º lugar do ‘ranking’ geral), e em 3.º a Escola Básica Vasco da Gama, em Lisboa (46.º lugar do ‘ranking’ geral).

Nesta lista destaca-se ainda a Escola Artística do Conservatório de Música do Porto, que aparece em 9.º lugar das públicas e em 73.º lugar do ‘ranking geral’, sendo a escola de música com pior média nacional, mas, mesmo assim, bem posicionada numa tabela de 1.242 estabelecimentos de ensino.

No ranking geral, que junta colégios e escolas públicas, aparecem outras escolas dedicadas ao ensino da música: o 11.º lugar é ocupado pelo Conservatório de Música de Barcelos, o 14.º pertence à Escola de Música de São Teotónio, em Coimbra, e em 23.º surge a Academia de Música de Vilar Paraíso, em Vila Nova de Gaia.

No ano passado, a maioria das escolas voltou a ter média negativa nas provas de Matemática e Português, mas esta é uma realidade que não se aplica aos colégios: Se 59% das escolas públicas “chumbaram”, entre os privados foram apenas 15% das instituições.

No ano passado, a média dos alunos na prova de Matemática voltou a ser negativa, mas houve uma ligeira melhoria (de 2,61 valores para 2,95 valores).

Já a Português, os alunos parecem ter tido mais dificuldades com a prova e a média nacional baixou de 3,39 para 3,12 valores.

Mais de 750 produtos sem glúten na Mercadona

A Mercadona continua a aumentar a diversidade de produtos sem glúten e celebra hoje, 16 de maio, o Dia Internacional do Celíaco, mantendo o seu compromisso com todos os “Chefes” (clientes) intolerantes ou alérgicos a esta proteína.

Neste hipermercado, os produtos isentos de glúten estão devidamente identificados com um selo exclusivo (SEM GLÚTEN) na embalagem para facilitar no ato de compra. Além disso, a empresa oferece um serviço gratuito de Apoio ao Cliente através do 800 500 220 para canalizar dúvidas e sugestões, encaminhando-as diretamente para os especialistas e fabricantes dos produtos.

Atualmente, a Mercadona possui em Portugal cerca de 750 produtos livres desta proteína: bolo de chocolate sem lactose; pão de hambúrguer; mini gelados sabores variados; cereais recheados de chocolate e avelã; biscoito revestido de chocolate; nuggets de peru; massa folhada; cerveja sem álcool; sidra de maçã; sidra de morango; tostas; croquetes de presunto; pizza de fiambre e queijo sem lactose; molho fresco de trufa; massa tipo penne; cocktail frutos secos tostados sem sal; tarte de queijo; madalenas.

Nesta “Semana do Celíaco” pode encontrar, tanto nas lojas como nos canais oficiais da Mercadona, ações de sensibilização da sociedade para esta doença, esclarecendo dúvidas, ouvindo e oferecendo algumas opções de receitas, destacando o sortido sem glúten. A Mercadona dispõe, ainda, no seu website, de uma seção de conselhos sobre alimentação, no qual podem ser encontradas algumas sugestões de receitas sem glúten, como pizzas ou snacks.

A empresa trabalha para oferecer produtos com a máxima segurança alimentar e a melhor qualidade a preços imbatíveis.

Os mais recentes estudos sobre o tema dão conta de que em Portugal a doença celíaca pode afetar cerca de 1% da população. No entanto, crê-se que apenas cerca de 15.000 casos tenham sido diagnosticados, sendo, por isso, uma doença largamente subdiagnosticada, e cujo número real de celíacos possa oscilar entre os 70.000 e os 100.000 em Portugal.

Colaboração com Associações

A Mercadona mantém um compromisso importante com a comunidade celíaca nos locais onde está presente, pelo que colabora, há dois anos, com a Associação Portuguesa de Celíacos (APC). Esta colaboração visa desenvolver ações conjuntas com a finalidade essencial de formar e informar o consumidor celíaco e os seus familiares, promovendo o direito dos consumidores à informação e sensibilizando a sociedade para as características da doença celíaca.

 

Famalicão: Jorge Moreira da Silva testa positivo à covid e altera agenda de campanha

Nas redes sociais, o candidato à presidência nacional do PSD comunicou, esta segunda-feira, que testou positivo à covid-19, «pelo que terei de suspender a minha participação presencial nos eventos previstos para os próximos dias».
O famalicense Jorge Moreira da Silva avança que alguns dos encontros terão de ser alterados para um formato virtual e outros terão de ser reagendados. «Em breve darei mais informações sobre as alterações de agenda», esclarece.
Entretanto, a formalização da sua candidatura será feita esta segunda-feira, pelas 18 horas, na sede nacional do PSD, pelo coordenador da candidatura, Miguel Goulão, e pelo diretor de Campanha, Carlos Eduardo Reis, com a entrega das assinaturas dos militantes subscritores, do orçamento da campanha e da moção de estratégia global».
As eleições diretas no PSD estão agendadas para o dia 28 de maio.

Tondela e Belenenses SAD descem; Moreirense vai ao play-off

Fechadas as partidas das equipas que lutavam pela manutenção na I Liga, o Tondela, que empatou com o Boavista, a dois golos, desce de divisão, tal como o Belenenses SAD que empatou a zero em Arouca.

O Moreirense que despachou o Vizela, por 4-1, vai disputar o play-off.

As restantes partidas da última jornada disputam-se ainda este sábado e no domingo, com o FC Famalicão a receber o Braga, às 18 horas.

(Foto: Moreirense FC)

Governo deve mil milhões de euros aos portugueses, acusa Moreira da Silva

Jorge Moreira da Silva acusou, este sábado, o Governo de «embuste» e de ter violado a reforma da fiscalidade verde, encaixando uma receita fiscal de mil milhões de euros, «que tem de ser devolvida» aos portugueses. O famalicense, candidato à liderança do PSD nacional, referiu que em 2015, através dessa reforma, as pessoas «tiveram uma redução do imposto do IRS» de 150 milhões de euros, «através das receitas que foram alcançadas pelas taxas do carbono, dos sacos de plástico, sobre a deposição de resíduos em aterro e sobre os recursos hídricos».

A lógica, proferiu Moreira da Silva, «era tributar mais o que é mau – a poluição – para tributar menos o que é bom – que é o trabalho, o IRS – e funcionou. E até colocamos uma norma – o artigo 50 da reforma da fiscalidade verde – que tornava obrigatória a neutralidade fiscal». Porém, e desde que os socialistas subiram ao poder, em 2015, «isso está a ser violado de forma grosseira», acusa. O candidato frisa que os executivos socialistas mantiveram a taxa de carbono, mas eliminado a descida do IRS, «encaixando receita».

Deste modo, acusa o Governo de ter mil milhões de euros «que são nossos, que são vossos, e que têm de ser devolvidos. Aquilo que, de uma forma grosseira, foi feito pelo Governo durante os últimos seis anos – violar o artigo 50 da reforma da fiscalidade verde – traduz-se num embuste e numa falta de respeito pelos trabalhadores», considerou Moreira da Silva. «Essas pessoas ficam a saber que o Estado, o Governo português, tem quase mil milhões de euros que devia ter sido entregue aos portugueses em descidas do IRS, em descidas do IRC, e em incentivos à mobilidade. Isto é inqualificável, uma falta de respeito com os cidadãos portugueses», atirou.

Estas declarações foram proferidas na sede da União Geral de Trabalhadores, em Lisboa, no âmbito do Conselho Nacional dos Trabalhadores Social-Democratas. O famalicense abordou a reforma da fiscalidade verde, feita em 2014, quando era ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia do Governo liderado por Pedro Passos Coelho.

As eleições diretas para escolher o novo presidente do PSD realizam-se em 28 de maio. São candidatos anunciados ao lugar de Rui Rio o antigo líder parlamentar Luís Montenegro e o antigo vice-presidente Jorge Moreira da Silva.

Segunda-feira há greve na CP que pode afetar a circulação de comboios este domingo e na terça-feira

A CP – Comboios de Portugal anunciou esta sexta-feira “perturbações significativas” na circulação de comboios na segunda-feira, devido à greve de 24 horas dos trabalhadores ferroviários. A greve pode, ainda, ter efeitos já este domingo e na terça-feira.

A greve decorre entre as 00:00 e as 24:00, mas abrange também os trabalhadores que iniciem o período de trabalho já este domingo ou que iniciem nas últimas horas de segunda-feira e terminem já na terça-feira.

Os clientes que já tenham bilhetes adquiridos para viajar nos serviços Alfa Pendular, Intercidades, Internacional, InterRegional e Regional, podem pedir o reembolso do valor total do bilhete ou a sua revalidação.

A greve foi decidida no final de abril, em plenários descentralizados de trabalhadores promovidos pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Setor Ferroviário (SNTSF), da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans). O coordenador da Fectrans, José Manuel Oliveira, disse à agência Lusa que o principal motivo desta greve são os aumentos salariais, embora estejam também em causa outras matérias, «como a aplicação do Acordo de Empresa da CP aos trabalhadores da antiga EMEF, para acabar com as desigualdades».

Covid-19: Entre 3 e 9 de maio Portugal registou 99.866 infeções e 142 mortes

O número de novos casos e internamentos em Portugal continuam a aumentar. A Direção-Geral da Saúde informou, esta sexta-feira, que entre 3 e 9 de maio, houve 99.866 infeções pelo SARS-CoV-2, 142 mortes e um aumento de internamentos. Em relação à semana anterior, há mais 23.746 casos e mais 15 óbitos.

Quanto à ocupação hospitalar no território continental, a DGS passou a divulgar às sextas-feiras os dados dos internamentos referentes à segunda-feira anterior à publicação do relatório. E segundo este critério, na última segunda-feira, 1.207 pessoas estavam internadas, mais 88 do que no mesmo dia da semana anterior, com 59 doentes em cuidados intensivos, menos um.

De acordo com os dados da DGS, a incidência a sete dias assinala um crescimento de 31% em relação à semana anterior, enquanto o índice de transmissibilidade (Rt) subiu de 1,03 para 1,13.

Em termos regionais, o Norte totalizou 35.993 casos de infeção (mais 11.091) e 54 mortes (mais 12).