Refood Famalicão serviu 49543 refeições a famílias carenciadas

O núcleo Refood de Famalicão, ao longo do ano passado, serviu 49 543 refeições a 207 beneficiários.

Num ano atípico, em virtude da pandemia, que colocou várias dificuldades na atividade solidária e assistencial deste grupo de voluntários, foi possível apoiar muitos famalicenses em dificuldades. Por isso, escreve o núcleo nas redes sociais, «muito obrigado a todos os que nos ajudaram a cumprir a nossa missão: voluntários, parceiros e comunidade em geral. Juntos fazemos a diferença».

Famalicão: Centro Social de Bairro vence prémio BPI Seniores

O Centro Social de Bairro foi uma das instituições premiadas na décima edição do Prémio BPI Seniores, iniciativa financiada pelo Banco BPI e a Fundação “la Caixa”.

A instituição de Bairro vai receber 31.400.00 euros para a compra de um veículo adaptado.

O projeto do Centro Social premiado designa-se de MobiMente e o prémio vai permitir a promoção da melhoria da qualidade de vida dos utentes da estrutura residencial para idosos.

Famalicão: Um golo apenas na vitória do Riba d’Ave/Sifamir

Na conclusão da jornada sete do nacional da primeira divisão de hóquei em patins, disputada ao final da tarde desta quinta-feira, o Riba d’Ave/Sifamir venceu o Parede. Vitória feita com apenas um golo, por intermédio de Pedro Silva, no primeiro minuto da segunda parte.

No restante do jogo, boa exibição dos dois guarda-redes, muito embora as equipas não tenham rubricado um grande espetáculo. Valeu pela emoção que a diferença mínima no marcador provocava.

Com mais três pontos, a equipa de Raul Meca sobe ao sétimo lugar, com 9 pontos.

No próximo domingo, o Riba d’Ave joga no Dragão Arena. O FAC vai a Braga, defrontar o Hóquei Clube. Recorde-se que o Famalicense, depois da derrota com o Sporting, 2-5, caiu para o nono lugar, a dois pontos dos ribadavenses.

Foto: Riba d’Ave Hóquei Clube

Famalicão enaltece exemplo de Margarida Malvar

Margarida Malvar foi, esta tarde, homenageada na Casa das Artes, tributo prestada pela Associação Casa da Memória Viva, a que se associaram diversas personalidades famalicenses, entre muitos anónimos. Além do presidente da Câmara Municipal, Mário Passos, e do ex-presidente Paulo Cunha, estiveram vereadores, advogados e representantes de diversas instituições, em reconhecimento pelo legado de Margarida Malvar como advogada, defensora dos direitos das mulheres e ativista pela liberdade e democracia desde o tempo da ditadura.

A homenageada, a primeira mulher a exercer advocacia no concelho, agradeceu o gesto “dos seus conterrâneos que lutam contra o esquecimento”. Vê nesta homenagem uma forma de dar voz a todos aqueles que diariamente lutam e não são ouvidos.

O presidente da Câmara Municipal, Mário Passos, destacou a exemplaridade do percurso cívico, político e profissional de Margarida Malvar, destacando que o seu exemplo pode e deve inspirar a comunidade.

Liliana do Fundo, presidente da Delegação da Ordem dos Advogados, considera a homenagem “justíssima” à primeira advogada famalicense, “uma lutadora por causas e pela justiça”, que sempre demonstrou disponibilidade para colaborar com a Delegação – a que presidiu no passado – mesmo estando já reformada da advocacia.

Esta homenagem foi promovida pela Casa da Memória Viva. O seu presidente Carlos Sousa, na abertura da sessão, frisou que em tempo de luzes de Natal “Margarida Malvar acendeu muitas luzes, ao iluminar todos aqueles com quem se cruzou e ajudou ao longo da sua vida”. O dirigente pediu, ainda, que “todos devemos ter a memória viva e enaltecer exemplos de grandiosidade cívica”, como é o caso de Margarida Malvar.

O espetáculo de homenagem que encheu o grande auditório da Casa das Artes teve declamação de poemas, música e o concerto do Coral de Letras da Universidade do Porto.

Autoridades de saúde mundiais alertam para “ameaça” da gripe, covid e vírus respiratório

A Comissão Europeia e autoridades europeias e mundiais de saúde alertaram hoje que a covid-19 “continua a ser uma ameaça” na Europa, pedindo atuação quando a época da gripe arranca “precocemente” e o vírus sincicial respiratório circula crescentemente.

“A epidemia da época da gripe de 2022-2023 está a começar precocemente na região europeia, numa altura em que as preocupações sobre o vírus sincicial respiratório aumentam e a covid-19 continua a ser uma ameaça”, avisaram a comissária europeia da Saúde, Stella Kyriakides, o diretor regional da Organização Mundial da Saúde para a Europa, Hans Kluge, e a diretora do Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças, Andrea Ammon.

Vincando que a Europa “está atualmente a registar uma circulação crescente da gripe e do vírus sincicial respiratório”, os responsáveis assinalaram que, juntamente com a covid-19, estes vírus “deverão levar a um impacto elevado nos serviços de saúde e nas populações este inverno”.

“Isto sublinha a importância de os grupos vulneráveis serem vacinados contra a gripe e a contra a covid-19, bem como de todos se protegerem a si próprios e aos outros contra infeções”, alertaram Stella Kyriakides, Hans Kluge e Andrea Ammon.

Os três responsáveis observaram que um número crescente de pessoas está a dar entrada nos hospitais europeus devido à gripe, com as admissões hospitalares a aumentar desde outubro, principalmente de pessoas com 55 anos ou mais, atualmente responsáveis por quase metade dos novos internamentos.

Também desde o mês passado se tem assistido a mais infeções com vírus sincicial respiratório, acrescentam.

De acordo com Stella Kyriakides, Hans Kluge e Andrea Ammon, verifica-se ao momento tempo circulação de diferentes tipos de gripe — A e B — “em diferentes partes da região”, nomeadamente em crianças em idade escolar.

No que toca à pandemia, “as taxas de casos covid-19, internamentos em hospitais e unidades de cuidados intensivos e as taxas de mortalidade são atualmente baixas em comparação com os últimos 12 meses, mas esta situação pode mudar à medida que surgirem novas variantes e a doença continua a pressionar os recursos dos cuidados de saúde”, adiantaram.

“Perante isto, não podemos dar-nos ao luxo de nos tornarmos complacentes”, exortaram os três responsáveis da tutela da saúde, pedindo um reforço dos programas de vacinação e das medidas de preparação em toda a região, que, além da vacinação, passam por proteção pessoal, com lavagem frequente das mãos, utilização de máscara e distanciamento.

“Só estando preparados, mantendo-nos vigilantes e continuando a fazer o que sabemos funcionar, conseguiremos superar o desafio deste inverno”, concluíram Stella Kyriakides, Hans Kluge e Andrea Ammon.

Abusos, urgências ou inflação? Já pode votar na Palavra do Ano 2022

A lista das dez palavras foi elaborada pela Porto Editora, “através das sugestões recebidas no ‘site’ da iniciativa, das pesquisas dos utilizadores feitas no Dicionário da Língua Portuguesa, em www.infopedia.pt e do trabalho permanente de observação e acompanhamento da realidade da língua portuguesa”, esclarece a Porto Editora.

A lista de candidatas “permite traçar um retrato dos acontecimentos que marcaram a vida coletiva do país”, argumenta a editora.

“A Igreja Católica constituiu uma comissão independente para investigar casos de abusos sexuais nas suas instituições, tendo já recebido mais de 400 denúncias”, daí a escolha da palavra “abusos”.

A segunda palavra candidata é “ciberataque”, justificada pelo facto de os “ciberataques [terem alcançado] este ano uma dimensão sem precedentes e afetaram gravemente diversos organismos e empresas”.

Terceiro termo é “energia”, justificado pela “crise energética causada pela escassez e pela dificuldade de acesso a fontes de energia”, com “impacto na vida das famílias e das empresas”.

Guerra” é o quarto termo da lista de finalistas, devido à “invasão da Ucrânia pela Rússia [que] deu início ao maior conflito militar na Europa desde a Segunda Guerra Mundial [1939-1945]”.

A meio da tabela das palavras candidatas surge “inflação”. “A taxa de inflação superou largamente a dos anos anteriores, atingindo o valor mais elevado desde 1992”, argumenta a Porto Editora.

O sexto termo é “juros”, na medida em que “o aumento das taxas de juros está a fazer subir o valor das prestações dos empréstimos bancários, criando dificuldades às famílias e às empresas”.

Segue-se “nuclear”, face ao “risco de um desastre nuclear [que] tem estado na ordem do dia ao longo de 2022”.

“A morte da rainha Isabel II [que] terminou um dos mais longos reinados da história” justifica a escolha de mais uma palavra a concurso, “rainha”.

Entre as dez candidatas a “palavra do ano” estão ainda “seca” e “urgências” por, respetivamente, “em 2022, o país [ter enfrentado] uma das piores secas dos últimos 100 anos” e por terem sido “recorrentes os casos de urgências encerradas em hospitais de todo o país, em especial nos serviços de obstetrícia e pediatria”.

No ano passado, em Portugal foi eleita “palavra do ano” “vacina” que sucedeu a “saudade” (2020).

A escolha da “palavra do ano” 2002, em Angola começa também hoje, em www.palavradoano.co.ao.

O grupo de dez palavras candidatas inclui “alternância”, numa alusão à “alternância governativa” em Luanda, “cesta”, numa referência ao “encarecimento dos produtos da cesta básica” e ainda “covid”, devido às medidas de combate à pandemia, “Cuiar”, palavra justificada por, “apesar das contrariedades, os angolanos” conseguirem “sempre encontrar algo que está a cuiar”, que significa agradável.

A meio da tabela das candidatas está “eleições”, numa referência ao ato eleitoral deste ano, que deu a vitória ao MPLA com 51,17% dos votos.

Outros termos candidatos são “escalada”, justificado pela “escalada de preços [que] tem tido um forte impacto no dia-a-dia dos angolanos”, “fraude”, numa referência ao “combate à fraude, em especial à fraude fiscal, [que] tem sido uma das prioridades do governo”, “kumbu”, expressão angolana para se referir a dinheiro.

A lista de dez termos candidatos a “palavra do ano” em Angola, fecha com “mwangolé”, que significa “manter o otimismo e a boa disposição”, e “oposição”, escolhida no âmbito do recente processo eleitoral, pelo aumento da sua margem de representação.

No ano passado, “a palavra do ano” foi “pandemia”.

A votação para “a palavra do ano” em Portugal e Angola termina no próximo dia 31 e a palavra vencedora é anunciada nas primeiras semanas de janeiro de 2023.

Prestação da casa sobe entre 108 e 251 euros em dezembro

Um cliente com um empréstimo no valor de 150 mil euros, a 30 anos, indexado à Euribor a seis meses e com um ‘spread’ (margem de lucro do banco) de 1%, passa a pagar a partir de agora 658,67 euros, o que traduz uma subida de 186,07 euros face à última revisão em junho e acima do agravamento de 170,83 euros de quem teve o contrato revisto em novembro.

Já no caso de um empréstimo nas mesmas condições (valor e prazo de amortização), mas indexado à Euribor a três meses, o cliente passa a pagar 618,34 euros, mais 108,18 euros.

Também aqui se verifica um agravamento em cerca de oito euros na prestação face aos contratos com as mesmas características cuja prestação renovou em novembro.

Estes valores foram calculados tendo em conta as médias da Euribor no mês de novembro de 2,321% a seis meses e de 1,825% a três meses.

Já nos empréstimos indexados à Euribor a 12 meses, a prestação da casa — para um empréstimo nas condições referidas — será de 701,33 euros a partir deste mês de dezembro, um agravamento de 251,69 euros face ao que pagava desde dezembro de 2021. Neste caso, o valor foi calculado tendo em conta a média da Euribor a 12 meses em novembro e que foi de 2,828%.

A evolução das taxas de juro Euribor está intimamente ligada às subidas ou descidas das taxas de juro diretoras BCE.

Após vários anos em terreno negativo, as Euribor começaram a subir mais significativamente desde 04 de fevereiro, depois de o Banco Central Europeu (BCE) ter admitido que poderia subir as taxas de juro diretoras este ano devido ao aumento da inflação na zona euro.

De então para cá o BCE já aumentou as taxas diretoras por três vezes, a primeira das quais em julho, sendo este o primeiro agravamento em 11 anos.

A taxa Euribor a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação esteve negativa durante seis anos e sete meses (entre 06 de novembro de 2015 e 03 de junho de 2022).

Já a Euribor a três meses entrou em 14 de julho em terreno positivo pela primeira vez desde abril de 2015.

A Euribor a 12 meses ficou negativa em 05 de fevereiro de 2016, estando positiva desde 21 de abril.

As taxas Euribor são o principal indexante em Portugal nos contratos bancários que financiam a compra de casa. A Euribor a seis meses é a mais usada, seguida da taxa a três meses.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 57 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

Perante o agravamento do custo com os créditos à habitação, o Governo aprovou um diploma que enquadra as condições em que os bancos devem propor aos clientes uma renegociação do crédito de forma a evitar situações de incumprimento. As medidas vigoram entre 26 de novembro de 2022 e o final de 2023.

No âmbito deste pacote de medidas é ainda suspensa a cobrança de comissões aos clientes que pretendam amortizar o empréstimo em parte ou na totalidade.