CAMPO DE TÉNIS DA ADECA VAI SER REMODELADO

O vereador do Desporto na Câmara Municipal, Mário Passos, assegurou um apoio financeiro para as obras de requalificação do campo de ténis da Associação Desportiva de Castelões. O anúncio foi feito nas comemorações do 24.º aniversário da coletividade, que foi assinalado no passado domingo.

«A Câmara tem como lema o desporto para todos e o ténis é uma das modalidades que pode ser praticada por várias gerações», apontou o autarca, felicitando o empenho da direção na revitalização desta coletividade, após um período de menor fulgor associativo.

O aniversário juntou, na manhã de domingo, cerca de duas dezenas de pessoas. Houve um jogo de futebol entre os atuais e antigos atletas, dirigentes, fundadores e associados e, depois, foi inaugurada a exposição “A história e o espólio da Adeca”, com fotografias dos momentos mais marcantes da coletividade e da evolução das camisolas das diversas modalidades.

MADE IN AJUDOU A CRIAR 1.128 EMPREGOS

Em três anos, o Famalicão Made in, projeto da Câmara Municipal de Famalicão, apoiou empresas que geraram um volume de investimento de 113,7 milhões de euros e criaram 1.128 postos de trabalho. Este é o número que mais agrada ao presidente da Câmara Municipal de Famalicão. «Há quatro anos tínhamos quase 12 mil desempregados no concelho. Era um número que nos preocupava, porque eram muitas pessoas a passarem por dificuldades. Sabendo hoje que temos pouco mais de 5 mil desempregados e se somarmos a isto o fato deste projeto ter dado um contributo inegável, a minha expressão só pode ser de satisfação», referiu Paulo Cunha.

O Made In apoia novos investimentos, com isenções fiscais; auxilia na fixação de empresas e captação de investimento; coloca empresários a ajudar novos investidores; incentiva os jovens ao empreendedorismo e promove empresas já instaladas através de visitas semanais acompanhadas pela comunicação social.

 

Saiba mais na edição desta semana do CIDADE HOJE.

CÂMARA AJUDA GOVERNO NA ESTRADA NACIONAL 14

A Câmara Municipal de Famalicão vai ajudar a pagar a duplicação e beneficiação da Estrada Nacional 14. O acordo entre o município e a Infraestruturas de Portugal foi fechado no dia 11 de julho.

A autarquia famalicense comparticipa com perto de um milhão de euros e fica ainda com a responsabilidade pela conservação, manutenção e requalificação dos arranjos paisagísticos incluídos na intervenção.

Esta obra é da responsabilidade do estado, mas a autarquia decidiu comparticipar porque ficam criadas as condições para o lançamento imediato do concurso público da empreitada. Além de que «o interesse público assim o exige e as finanças da Câmara o permitem», esclareceu o presidente da Câmara.

A comparticipação em causa é válida para o troço entre a rotunda sul da Variante Nascente à cidade e o lugar de Vitória, em Calendário (Rotunda da Grocenter), e beneficiação do atual troço entre a rotunda do Grocenter e Santana, em Ribeirão. A duplicação é de 1,5 km e a beneficiação de 2,5 km.

Estas intervenções com apoio da Câmara Municipal de Famalicão inserem-se num projeto mais alargado, apresentado em 2015, onde se prevê a construção pela IP de uma circular à estrada N14 desde Ribeirão, passando pela Trofa até ao concelho da Maia, com uma nova travessia sobre o Rio Ave para ligação do trânsito ao acesso à autoestrada Porto-Braga (A3) e à ferrovia (Estação da Trofa).

Para além desta alternativa à N14, o projeto acordado entre Governo, empresas e autarquias, inclui duas novas estradas de acesso às áreas empresariais: uma de ligação à Zona Industrial de Sam, em Ribeirão; e outra entre a nacional, desde o lugar de Ferreiros até Cabeçudos, estabelecendo a ligação à Zona Industrial de Lousado. Não há luz verde para a execução destas duas vias, mas Paulo Cunha pressiona a Administração Central para a importância das mesmas.

PAULO CUNHA PEDE MAIS COMPETÊNCIAS

O grande auditório da Casa das Artes encheu, no passado domingo, para a sessão solene comemorativa do 32.º aniversário da Cidade. Na cerimónia que distingue os famalicenses que se têm diferenciado nas mais diversas áreas, o presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, prestou contas e pediu mais competências. «Somos um concelho ambicioso e temos sido exemplares», justificando as novas competências em quatro áreas: ambiente, segurança, saúde e ação social.

Refira-se que a medalha de honra do município, o mais alto galardão, foi este ano atribuído a título póstumo ao antigo bastonário da Ordem dos Contabilistas Certificados, António Domingues Azevedo, e ao antigo empresário de construção Amândio Carvalho.

Tudo sobre a sessão solene esta quinta-feira, no CIDADE HOJE.

OLHAR PARA O LADO

PINGUE-PONGUE. Já se percebeu que ninguém vai assumir responsabilidades pela tragédia de Pedrógão Grande. A Proteção Civil diz que a culpa é do SIRESP. Este nega qualquer responsabilidade. A Secretaria Geral da Administração Interna acusa a Autoridade Nacional de Proteção Civil que devolve a acusação à procedência. Tudo isto acontece dentro do mesmo ministério. É a desresponsabilização total.

CRIATIVIDADE. Se ninguém no Governo assume qualquer responsabilidade, isso não significa que o executivo e os partidos que o suportam não saibam quem culpar. São até bastante criativos. Depois do raio que nunca existiu, a ministra da Administração Interna vê na extinção dos Governos Civis uma explicação extra para a dimensão da tragédia. Já para o seu Secretário de Estado foi a “curiosidade” que ditou a morte de dezenas de pessoas. O PCP não deixa de vincar que o resultado da reorganização das freguesias não foi indiferente ao que se passou e o eurodeputado socialista, Pedro da Silva Pereira, é perentório “Se a estrada não existisse, as pessoas também não tinham morrido naquela estrada“. Inacreditável.

OBSCENO. No meio da desgraça que roubou a vida de 64 concidadãos, a preocupação do primeiro-ministro foi com o impacto dos fogos na sua popularidade. Vai daí encomendou um “focusgroup”, ou seja, um estudo para medir a sua popularidade. Obsceno.

TANCOS. Há meses desapareceram armas da PSP que acabaram nas mãos de criminosos. Agora, importante arsenal de guerra é roubado dos Paióis de Tancos e pode vir a ser utilizado em ações terroristas. O roubo terá sido facilitado porque o sistema de video vigilância está por reparar há cerca de dois anos.“Não é o maior roubo do século”, disse o ministro da Defesa Nacional numa tentativa vã de desvalorizar o sucedido, ao mesmo tempo que assumia todas as responsabilidades políticas, sem que ninguém haja percebido exatamente o que queria dizer com isso. Em quinze dias, duas áreas essenciais da soberania foram seriamente afetadas. Os portugueses sentem-se mais desprotegidos e mais inseguros e de nada adianta o Governo continuar a olhar para o lado.

Jorge Paulo Oliveira

(Deputado do PSD na Assembleia da República)

AS MALEITAS DO CORPO TAMBÉM SE CURAM COM OS MIMOS DA ALMA

Estar internado num Hospital traz-nos sentimentos bem vincados de angústia, dor, sofrimento e incertezas. É também quando, obrigados a parar, temos uma melhor perceção de tudo o que nos rodeia.

E na verdade, são os excelentes profissionais (médicos, enfermeiros e pessoal auxiliar), com a dedicação irrepreensível que nos minimizam o desconforto físico e nos alimentam a alma através da sua bondade, boa disposição e palavras afetuosas, acompanhadas de um sorriso sempre presente.

Quando fui internado no Hospital de VN Famalicão, nos quartos particulares, não era por mim expectável ser instalado num hotel de luxo, mas é inaceitável constatar que não existem as condições de conforto apropriadas para um rápido e saudável restabelecimento. Ou que pelo menos me ajudassem a atenuar a dor física e anímica por que passava.

No que se refere às condições do quarto em que estava instalado, não é aceitável o estado de degradação em que se encontra. Concretamente, e passo a nomear: buracos nas paredes com sinais visíveis de infiltrações, projetores fora do teto e sem lâmpadas, fitas dos estores retalhadas, pintura das paredes desgastada, chão com aspeto velho e gasto, porta que não fechava com o trinco (e que tratei de arranjar), televisão com apenas três canais e imagem desfocada (eu próprio substituí o cabo de antena para melhorar a imagem), não existe ligação WiFi, cama com o comando avariado, mangueira do duche rota, sanita estalada no interior, escoamento lento da água do banho, mau cheiro oriundo dos esgotos, loiça e tabuleiros da comida caducos e de mau aspeto, catering de pouca qualidade, no entanto, aceitável, inadmissível haver apenas dois lugares de estacionamento para os sete quartos existentes.

Questiono, ainda, o custo da diária do acompanhante. Será justo pagar 75,00Euros/dia para usufruir da companhia daqueles que amamos e que aqui permanecem para nos confortar e apoiar nas pequenas tarefas, libertando, inclusivamente, o pessoal auxiliar? Não será este preço um fator de exclusão dos mais desfavorecidos? É por este ideal de igualdade de oportunidades e justiça que nos debatemos diariamente na sociedade?

Fernando Xavier Ferreira

(Presidente da Associação Comercial e Industrial de VN Famalicão)