Famalicão: Festival de Tunas Camilo Castelo Branco realiza-se na noite do dia 14 de junho

O Festival de Tunas Camilo Castelo Branco, organizado pela Tuna Académica da Universidade Lusíada de Famalicão, celebra este ano a 9.ª edição, com dois dias recheados de tradição académica, música ao vivo e espírito estudantil. A iniciativa abre no dia 13 de junho, com um convívio no centro da cidade, para dar a conhecer aos elementos das tunas participantes a tradição das Festas Antoninas.

No dia seguinte, decorre o espetáculo que tem como palco o grande auditório da Casa das Artes, com início agendado para as 20h30.

Participam a Estudantina Académica de Lamego, In’Vinus Tuna – Tuna Masculina da ESACT, ESEPUS Tunae – Tuna da Escola Superior de Educação do Porto, TAIPAM – Tuna Académica do IPAM e a Tuna Académica da Universidade Lusíada de Famalicão. Este espetáculo, que reúne cerca de 150 pessoas, tem como grupo convidado o Fado Cravo, um quarteto que promete encantar com a sua sonoridade única e emocionante.

Promover a cultura académica e reforçar a ligação entre a comunidade estudantil e a cidade de Famalicão, são objetivos da organização.

Famalicão: Campos e Campos investigada por fraude e desvio de fundos

A empresa Campos & Campos estão a ser alvo de uma investigação da Polícia Judiciária por suspeitas de fraude e desvio de fundos comunitários que podem ter lesado o estado em cerca de oito milhões de euros.

Esta terça-feira, a Polícia Judiciária realizou onze buscas domiciliárias e não domiciliárias no Porto, em Vila Nova de Famalicão, Matosinhos e Barcelos. Foram investigadas a empresa Campos e Campos e fornecedores. No decurso, foram apreendidas sete viaturas automóveis, um motociclo, um barco de recreio, bem como 170 máquinas de confeção de valor elevado que se encontravam em local fechado, «visando eventualmente a sua dissipação»; quatro imóveis e várias contas bancárias também foram arrestadas, através do Gabinete de Recuperação de Ativos (GRA) da PJ.

Na operação, estiveram envolvidos cerca de 40 inspetores da PJ, elementos do Gabinete de Recuperação de Ativos do Norte, peritos financeiros e informáticos, inspetores do fisco, um magistrado judicial e de 4 procuradores.

Segundo o Jornal de Notícias, a empresa concorreu, em 2015, a três projetos do programa Portugal 2020, para tornar a empresa mais competitiva. A investigação da PJ do Porto, tutelada pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal do Norte (DCIAP), suspeita que os milhões dos fundos europeus não foram utilizados para os fins destinados, pelo menos na totalidade. Haverá indícios de que parte das verbas foram parar à esfera pessoal dos administradores.

«Existem fortes indícios de que a empresa, a laborar na área da confeção, foi declarada insolvente em 2022, conduzindo ao despedimento de cerca de 200 trabalhadores. A partir dessa data, foi gerida de forma lesiva, apurando-se que, aquando da execução dos projetos, a sociedade encontrava-se em incumprimento à segurança social», adiantou a PJ.

Segundo um relatório, de julho de 2024, do administrador de insolvência encarregue do processo da Campos e Campos, a empresa está sob suspeita de ter iludido credores com sucessivos Planos Especiais de Revitalização (PER), além de ter dissipado bens e ativos da sociedade.

Contactado pela CIDADE HOJE, Miguel Campos, ex-piloto, que tem sido associado à empresa, garantiu que na altura dos factos que estão a ser investigados, não era administrador da Campos & Campos. Sem adiantar mais esclarecimentos, refere apenas que não comenta «falsas e graves acusações».

Famalicão recebe este sábado a terceira edição do Torneio Solidário de Rugby 7s

O Clube de Rugby de Famalicão organiza, este sábado, a 3.ª edição do Torneio Solidário de Rugby 7s, que terá lugar em Avidos e Lagoa, a partir das 13 horas.

O torneio conta com diversas equipas da região e de outros pontos do país, incluindo a equipa organizadora, a Escolinha de Rugby da Trofa, Douro Rugby, Braga Rugby, Guimarães Rugby UFC, Rugby AAUTAD e a equipa universitária da CESPU.

O torneio tem uma forte componente solidária, com a organização a convidar todos os participantes, atletas e público a contribuírem com bens de primeira necessidade — alimentos ou produtos de higiene pessoal — que serão doados a uma instituição de beneficência do concelho de Vila Nova de Famalicão.

A entrada é livre, com o Clube de Rugby de Famalicão a convidar a comunidade a marcar presença, apoiar as equipas e contribuir com um gesto solidário.

Famalicão: «As Antoninas são as festas onde todos se sentem representados e orgulhosos»

Em entrevista ao Cidade Hoje, o presidente da Câmara realça que as Festas Antoninas, que começam esta sexta-feira e prolongam-se até 13 de junho, são um «espaço de encontro e de partilha» que valorizam a cultura famalicense e trazem retorno económico por causa dos milhares de pessoas que vêm à cidade. Mário Passos insiste que houve reforço da segurança, da limpeza e do estacionamento para que todos sejam bem recebidos. O orçamento, de quase um milhão de euros, tem sido criticado, mas o edil não considera a critica justa. Destaca o número de dias de festa, o programa, que pela primeira vez tem um dia para o folclore, e o apoio aos movimentos. Só as marchas, uma das maiores apostas, levam 25% do orçamento.

CIDADE HOJE (CH) – As Festas Antoninas atingiram o ponto de realização desejado pelo município?

MÁRIO PASSOS (MP) – As Festas Antoninas têm vindo a consolidar-se ano após ano como um marco fundamental do nosso calendário. Todos os anos trabalhamos para tornar as nossas festas mais atrativas, com uma programação que vá ao encontro de todos os gostos e idades, com grandes concertos e com melhorias contínuas nas questões de organização e logística que muito têm contribuído para a afirmação das Festas Antoninas como as maiores e mais emblemáticas festas do concelho e como uma das maiores romarias da região norte e do país.

CH – Quais os principais objetivos associados a esta celebração?

MP – As Festas Antoninas têm como principais objetivos promover as nossas tradições, a nossa cultura e a nossa história, mas com elas pretende-se também dinamizar a economia do concelho e reforçar o sentimento de pertença e de comunidade. Queremos que sejam um espaço de encontro e de partilha, onde a cultura popular, a música, a gastronomia e a alegria estejam presentes. Queremos que as Antoninas sejam vividas de forma intensa por todos os famalicenses e por todos aqueles que, por estes dias, visitam Vila Nova de Famalicão e isso, felizmente, tem-se verificado.

CH – As marchas são uma aposta diferenciada?

MP – Sim, as Marchas Antoninas são um elemento distintivo e diferenciador das nossas festas. Nos últimos anos temos apostado na sua valorização, incentivando a criatividade e a participação das associações locais, e o facto de atraírem cada vez mais público é bem demonstrativo da grandiosidade e da qualidade das nossas Marchas. É, de facto, um momento de grande orgulho que traz para as ruas meses de trabalho e não tenho dúvidas de que este ano voltaremos a ter uma grande noite de marchas.

As associações locais são fundamentais na dinamização das atividades, na organização das marchas e em muitas outras iniciativas que compõem o programa e é este trabalho conjunto que torna as nossas festas mais ricas, mais autênticas e verdadeiramente representativas da nossa comunidade.

CH – O município é um dos promotores, há outros, qual a importância do envolvimento do movimento associativo?

MP – O envolvimento do movimento associativo é essencial para o sucesso das Festas Antoninas que são feitas para os famalicenses e pelos famalicenses. As associações locais são fundamentais na dinamização das atividades, na organização das marchas e em muitas outras iniciativas que compõem o programa e é este trabalho conjunto que torna as nossas festas mais ricas, mais autênticas e verdadeiramente representativas da nossa comunidade. Por exemplo, este ano, pela primeira vez, temos um dia exclusivo para o Folclore do nosso concelho. No dia 10 de junho, para além do Desfile Etnográfico haverá atuação dos 23 grupos do nosso concelho, em 2 palcos montados na cidade.

CH – A cidade está preparada, do ponto de vista logístico, para receber milhares de pessoas?

MP – Sim, temos vindo a reforçar todos os anos a vertente logística, desde o reforço da segurança e da limpeza, passando pela melhoria dos acessos e da sinalética, até à disponibilização de infraestruturas de apoio. O novo centro urbano permitiu-nos reconfigurar e melhorar a organização de vários eventos e também as Antoninas estão hoje melhor preparadas para receber todos os que nos visitam, garantindo que desfrutam de uma experiência única e segura.

CH – Haverá mais estacionamento?

MP – Sim. À semelhança do ano passado, a Câmara Municipal vai reforçar o estacionamento gratuito na zona periférica das festas, desde logo com o alargamento do horário de alguns parques que estão sob a alçada municipal, como é o caso do parque coberto da Casa das Artes, mas também com um conjunto de parcerias que voltamos a estabelecer com entidades e proprietários privados para a cedência de terrenos para o reforço do estacionamento.

CH – As Antoninas têm potenciado a imagem e o turismo no concelho?

MP – As Festas Antoninas são um cartão de visita de Famalicão e têm trazido para o concelho milhares de visitantes. Este fluxo potencia a economia e contribui para a afirmação do nosso concelho como destino turístico, não só durante as festas, mas também ao longo de todo o ano. O entusiasmo que se vive nas ruas por estes dias e a forma como recebemos quem nos visita são, desde logo, um convite para que regressem a Vila Nova de Famalicão e tenho a convicção de que acabam por fazê-lo noutra ocasião do ano também.

O orçamento das Antoninas reflete o nosso compromisso com a qualidade das festas concelhias. Oferecemos uma programação diversificada e atrativa, com grandes nomes nacionais, mas que na sua grande maioria é protagonizada por associações do concelho. Temos potenciado a noite das Marchas que só este ano representa mais de 25% do orçamento total das Antoninas. Estamos a falar de um investimento que tem retorno direto e indireto na economia e na dinâmica local.

CH – O orçamento é o mais elevado de sempre. Como o justifica e como responde às críticas dos partidos da oposição?

MP – O orçamento das Antoninas reflete o nosso compromisso com a qualidade das festas concelhias. Oferecemos uma programação diversificada e atrativa, com grandes nomes nacionais, mas que na sua grande maioria é protagonizada por associações do concelho. Temos potenciado a noite das Marchas que só este ano representa mais de 25% do orçamento total das Antoninas. Estamos a falar de um investimento que tem retorno direto e indireto na economia e na dinâmica local. Acresce a isto o facto de termos 8 dias de festa, de manhã à noite, e também o facto de tudo estar mais caro.

Poderia perceber as críticas se a Câmara Municipal deixasse de fazer os investimentos necessários em áreas tão importantes como a Saúde ou a Educação, em detrimento das Festas Antoninas, mas não é isso que está a acontecer. Temos no terreno um volume de investimento histórico fundamental para a qualidade de vida dos famalicenses, ao mesmo tempo que somos capazes de realizar umas Festas Antoninas grandiosas. Não acho, de todo, que seja uma crítica justa.

CH – O facto de as Festas serem Património Imaterial Cultural Nacional acrescenta responsabilidades?

MP – É um reconhecimento que muito nos orgulha e que naturalmente reforça a nossa responsabilidade. Queremos honrar esta distinção, garantindo a preservação das tradições e a valorização do património imaterial que as Festas Antoninas representam. Ao mesmo tempo, isso obriga-nos a manter elevados padrões de qualidade e a trabalhar para que estas festas sejam cada vez melhores, que respeitem esse reconhecimento e que continuem a ser a festa de Famalicão e dos famalicenses, onde todos se sentem representados e orgulhosos.

Fraude têxtil de 8 milhões: Famalicão no foco da investigação da PJ

A Polícia Judiciária, através da Diretoria do Norte, realizou esta semana 11 buscas domiciliárias e não domiciliárias no Porto, Vila Nova de Famalicão, Matosinhos e Barcelos. Em causa está uma investigação à atuação do responsável de uma empresa de confeção, no âmbito da submissão de três candidaturas a fundos comunitários.

Os projetos totalizam cerca de oito milhões de euros e, segundo a PJ, existem fortes indícios de crimes de fraude e desvio de subsídios. A empresa foi declarada insolvente em 2022, tendo despedido cerca de 200 trabalhadores, e desde então terá sido gerida de forma lesiva. À data da execução dos projetos, encontrava-se em incumprimento com a Segurança Social.

A operação envolveu cerca de 40 inspetores, incluindo peritos financeiros, informáticos, elementos da Autoridade Tributária e magistrados. Foram apreendidas sete viaturas, um motociclo, um barco de recreio e 170 máquinas de confeção. Houve ainda arrestos de quatro imóveis e várias contas bancárias.

A PJ recolheu ainda um vasto acervo documental e digital, que será agora analisado no âmbito do inquérito.