Famalicão: «Uma Páscoa com muitas memórias» de uma equipa com identidade

O empate do FC Famalicão, a dois golos, na noite deste sábado, no Estádio do Dragão, manteve a equipa no trilho europeu, no quinto lugar, agora com 46 pontos; mas, mais do que empate, conseguido em casa do principal candidato ao título nacional, ficou vincada a ideia do treinador. Hugo Oliveira manteve a equipa fiel aos seus princípios, não abdicando da sua identidade. E só isto, que não é pouco, é que o mais deve ser valorizado da partida da 28.ª jornada da I Liga.

No final da partida, Hugo Oliveira começou por falar de «uma Páscoa que vai deixar muitas memórias aos adeptos do Famalicão e é para isso que nós trabalhamos. Os resultados acabam por ser menos importantes do que a coragem e a personalidade que demonstrámos aqui». Reconhecendo a valia adversária – «uma equipa com muito poder» -, mesmo assim os famalicenses foram autores de um grande jogo de futebol. «Entrámos fortes, podíamos ter marcado cedo e criámos mais oportunidades do que o adversário. Sabíamos que íamos passar por momentos de maior dificuldade, momentos em que teríamos de baixar linhas, mas os jogadores tiveram um comportamento exemplar. Foi um jogo muito intenso, com grande exigência tática», analisou Hugo Oliveira. O técnico reconhece que, acima de tudo, a “vitória” «está no orgulho em sermos fiéis à nossa identidade. Não fugimos dela, seja em que estádio for» porque, desta forma, os jogadores crescem e evoluem, «e hoje era fundamental interpretar bem o jogo, sobretudo sem bola (…) Tenho orgulho na forma como os jogadores estiveram no jogo».

Sobre o que falta do campeonato, Hugo Oliveira mantém que o objetivo é vencer o próximo adversário (o Moreirense). «Não pensamos no quinto lugar. Pensamos apenas no próximo jogo. Desde o início da época que a nossa forma de estar é essa: jogar para ganhar o jogo seguinte».

Disputadas 28 jornadas, o Famalicão soma 46 pontos (mais 6 do que em igual período da época passada). Na próxima jornada recebe o Moreirense.

Famalicão: Sofia Machado Ruivo e Catarina Neves vão ao Europeu

As duas patinadoras famalicenses – Sofia Machado Ruivo e Catarina Neves -, integradas na equipa Braga Roller Team, vão ao Europeu de Show e Precisão, competição que vai decorrer de 30 de abril a 2 de maio, em Itália, na cidade Conegliano.

Esta presença no Campeonato da Europa resulta do terceiro lugar da equipa bracarense, alcançado no Campeonato Nacional de Show e Precisão, que decorreu no passado fim de semana em Fafe. A prova foi organizada pela Federação de Patinagem de Portugal, AP Minho e o Grupo Nun’Álvares.

Naquela que é uma das competições mais esperada da época, participaram 939 atletas de todo pais, entre as quais as duas famalicenses, ao serviço da Braga Roller Team.

 

Depois da gasolina e do gasóleo… GPL subiu 25 cêntimos em algumas ‘bombas’ esta semana

O preço do GPL registou um aumento significativo esta semana, segundo dados das plataformas que monitorizam os valores dos combustíveis em Portugal.

De acordo com estas fontes, o acréscimo foi particularmente expressivo nos postos da Repsol, onde o preço subiu cerca de 25 cêntimos por litro.

Este aumento repentino está a gerar preocupação entre os consumidores, sobretudo numa altura em que os custos com energia continuam a pesar no orçamento das famílias.

Lançada em Portugal petição para proibir maiores de 75 anos de conduzir

Uma petição que propõe proibir a condução a partir dos 75 anos foi lançada em Portugal. A iniciativa volta a colocar em discussão o equilíbrio entre segurança rodoviária e direitos individuais.

O autor defende que o envelhecimento pode afetar capacidades essenciais à condução, como a visão, os reflexos e a cognição, aumentando o risco de acidentes. Considera também que os exames médicos atualmente exigidos não garantem uma avaliação contínua eficaz.

A proposta sugere ainda a criação de alternativas de mobilidade para pessoas idosas, de forma a minimizar o impacto da medida.

Por outro lado, especialistas alertam para o risco de discriminação etária, defendendo que a aptidão para conduzir deve ser avaliada individualmente.

Famalicão empata no Dragão (2-2)

O Futebol Clube de Famalicão empatou este sábado no terreno do FC Porto (2-2), no Estádio do Dragão, em jogo da 28.ª jornada da Primeira Liga.

A equipa portista adiantou-se no marcador aos 35 minutos, por Alberto Costa, resultado que se manteve até ao intervalo. Na segunda parte, o Famalicão respondeu e chegou ao empate aos 54 minutos, por intermédio de Sorriso, após recarga na área.

Já perto do final, aos 90 minutos, Seko Fofana voltou a colocar o FC Porto em vantagem. No entanto, quando tudo parecia decidido, o Famalicão voltou a reagir e chegou ao empate aos 98 minutos, com um golo de Rodrigo Pinheiro, garantindo um ponto no Dragão.

Mensagem de Páscoa da LOC/MTC, Arquidiocese de Braga: É a hora de acordar do sono! (Rm 13, 11)

As campainhas da Páscoa ainda tocam e multiplicam-se, nos templos e nas casas que abrem a porta aos compassos da visita pascal, para acolher a mensagem central da nossa fé: “Paz a esta casa e a todos os que nela habitam!”. Este anúncio não é um mero costume; é um grito de vida que ecoa através dos séculos, desafiando a escuridão que teima em envolver a humanidade.

É tempo de acordar do sono e abrir depressa as portas. Não apenas as portas físicas das nossas casas, mas também as portas, muitas vezes fechadas, das nossas fábricas, oficinas e escritórios. É preciso deixar Cristo entrar — o grande animador da Boa Nova. Ele não vem para ser um convidado passivo, mas para animar a inteligência humana a fazer deste mundo novos espaços onde seja bom viver; onde todos repartem e convivem na alegria que brota, paradoxalmente, das dores dos pregos perfurados nas mãos e nos pés do nosso Libertador.

As campainhas da Páscoa estão à porta e elas fazem-nos lembrar que há uma urgência inadiável na mudança. Elas tocam para nos despertar do pesadelo da guerra, essa mancha de sangue que continua a desfigurar a face da criação. Não podemos aceitar como normal que, em pleno século XXI, a tecnologia seja usada para destruir e o ódio para dividir. Há urgência em acabar com as guerras, em despertar para um “ver apurado” que não se desvia do sofrimento do próximo. Precisamos deixar que as pequenas sementes de esperança contagiem e desarmem a maldade dos que, por ganância ou poder, se tornam “assassinos do Povo de Deus”.

Somos trabalhadores e reformados. Vivemos do suor do nosso rosto ou do descanso merecido após uma vida de entrega. Temos direito ao trabalho digno e justo, pois o trabalho não é um castigo, mas uma participação na obra criadora de Deus. No entanto, a nossa dignidade social é inseparável da nossa vocação espiritual. Ser cristão na Páscoa é compreender que o pão que pedimos no “Pai Nosso” é o mesmo pão que falta na mesa de milhões de vítimas da fome. A fome é a negação da Ressurreição; a guerra é a nova crucificação de Cristo nos inocentes. Por isso, esta Páscoa convoca-nos a ser Luz. Mas não uma luz estática, de vitral, que apenas se admira. Somos chamados a ser uma luz que incomoda as trevas da injustiça. Ser Luz da Páscoa nas fábricas é lutar por salários justos; ser Luz nos escritórios é promover a ética sobre o lucro desmedido; ser Luz na reforma é partilhar a sabedoria com os mais novos e não desistir de sonhar com um mundo melhor.

A Luz da Páscoa deve acordar-nos para o facto de que somos todos responsáveis uns pelos outros. Quando uma bomba cai longe, a sua onda de choque deve atingir a nossa consciência aqui. Quando uma criança chora de fome, é o Cristo Ressuscitado que nos estende a mão pedindo justiça. O nosso compromisso social é a prova real da nossa fé espiritual. Se Cristo ressuscitou, então a morte e a miséria não têm a última palavra. A última palavra é a Vida, mas essa Vida precisa das nossas mãos para se manifestar.

Que as campainhas deste ano não sejam apenas um som passageiro, mas um despertador para a alma. Que saibamos transformar a nossa indignação em ação e a nossa oração em serviço. Que cada um de nós, no seu posto de trabalho ou na sua vivência familiar, seja um foco de ressurreição, combatendo a indiferença com a proximidade e o ódio com o perdão ativo.

Cristo Ressuscitou! Que ressuscite também em nós a coragem de sermos construtores da Paz e da Justiça.

Uma Santa e Renovadora Páscoa, para todos!

Braga, abril de 2026

A Equipa Executiva Diocesana

Liga Operária Católica/Movimento de Trabalhadores Cristãos