Famalicão: Skate Parque pronto em outubro

No início do outono, os praticantes de skate terão um novo espaço para a prática da modalidade, que está preparada para iniciantes e para os mais experientes. O projeto, com duração de quatro meses (120 dias) e um orçamento que ronda os 337 mil euros, está projetado para o Parque de Sinçães, próximo da Biblioteca Municipal de Famalicão.

A assinatura do auto de consignação, entre o município de Famalicão e a empresa José Moreira Fernandes & Filhos, foi no sábado, dia 29 de junho.

De acordo com o projeto, da autoria do arquiteto André Castanho, o equipamento, com mil m2, terá um conjunto de 11 obstáculo em betão-armado, tais como rampas, escadas, corrimãos e curbs. Os praticantes não só aprovam como saúdam o facto de ser para iniciados e para aqueles que têm mais experiência, mas que procuram espaços fora do concelho para desenvolverem a sua atividade. «Ter um espaço aqui perto é, obviamente, melhor do que andar nas ruas em paralelo ou outro tipo de chão mais agressivo», mencionou, a propósito, o skater Vítor Carvalho.

Brevemente deixarão de ter que o fazer e também vão sair das ruas e de outras praças que não oferecem boas condições para a prática da modalidade, referiu, a propósito, o presidente da Câmara. Mário Passos também demonstrou a sua satisfação por poder ver «mais cor, alegria e vida» naquele Parque de Sinçães.

No sentido de melhorar a oferta, o autarca recordou que o município vai brevemente construir um parque infantil no Parque de Sinçães e, depois, um ginásio ao ar livre. Embora cortado por uma rua, o Parque terá, também, prolongamento para Norte, com uma faixa verde até ao Tribunal.

Famalicão: Petição com 1141 subscritores pela proteção do monte de Santa Catarina debatida na Assembleia Municipal

Uma petição pela proteção do Monte de Santa Catarina, com 1141 subscritores, foi apreciada pelos deputados e presidentes de Junta na última reunião da Assembleia Municipal. Está em causa a mitigação dos danos causados pela implantação de uma central de painéis fotovoltaicos em 80 ha de terreno nas proximidades ao monte, mas situado nas freguesias de Outiz e Vilarinho das Cambas.

Esta petição, que tem um ano, foi analisada na sexta-feira. Os deputados dos diferentes partidos começaram por elogiar o ato cívico dos peticionários em nome de uma causa pública e nenhum partido negou que a central fotovoltaica terá impactos negativos no habitat das espécies e na desflorestação, entre outros.

A bancada do PS, por Jorge Costa, disse que se está perante um «crime ambiental» que «inquietou» os famalicenses. Jorge Costa destacou um impacto «ecológico, social e histórico sem igual em Vila Nova de Famalicão».

Da parte da CDU, Tânia Silva realçou que a petição demonstrou que a comunidade «está atenta e move-se» e que, pelo número de peticionários, este «nunca poderia ser um debate estéril».

O deputado do Chega, João Pedro Castro, frisou que os problemas ambientais «não são um exclusivo deste ou daquele partido, desta ou daquela associação». Sobre a central fotovoltaica, o deputado atribui a uma «cedência inaceitável a determinados interesses que vão explorar o solo e comprometer o nosso ambiente».

Jorge Paulo Oliveira, do PSD, não negou os «impactos negativos desta central», nomeadamente sobre o património ambiental, mas destacou também a importância da transição energética. «A Câmara fez a sua ponderação e tomou a sua decisão, e a opção não foi isolada, foi acompanhada pela APA, ICNF, CCDRN e pelo IP». Lembrou que são entidades que à data tinham a tutela do Governo Socialista. Por isso, e resumindo, o deputado do PSD admitiu que a decisão da Câmara tem custos eleitorais, mas realça que foi tomada em nome da transição energética e suportada por outras entidades com responsabilidades na matéria.

O presidente da Câmara reiterou que o projeto privado visa uma contribuição para a neutralidade carbónica, que considera essencial, tanto mais que, frisou, somos um concelho com um forte tecido produtivo, o que implica mais medidas. Mário Passos garante que, para a neutralidade carbónica, só a plantação de árvores não chega e que são precisas fontes de produção de energia limpa. Sobre esta central de painéis fotovoltaicos, diz que a decisão foi tomada em cima de vários pareceres; já sobre os efeitos da mitigação, prometeu proteger o Monte de Santa Catarina. Esta é, inclusive, uma das medidas sugeridas na petição.

Já a proposta de recomendação da CDU para a criação de um parque florestal protegido naquele local foi rejeitada pelos votos do PSD, CDS e presidentes de Junta independentes.

Famalicão em Transição incita a que a luta continue pela proteção do Monte de Santa Catarina

A Associação Famalicão em Transição saudou a discussão da proteção ao Monte de Santa Catarina no âmbito da Assembleia Municipal, assim como o voto de recomendação apresentado pela CDU. A mesma Associação faz saber que o presidente da Câmara terá informado a Assembleia Municipal que está a ultimar um protocolo com o promotor da central para a cedência de 13 mil m2, para reflorestação junto ao Penedo da Lua, com fins de recreio e lazer. Apesar da pergunta de Armindo Gomes, na Assembleia Municipal, não houve mais esclarecimentos sobre o assunto.

Em comunicado, a Associação Famalicão em Transição afirma que vai continuar a desenvolver esforços com o objetivo de assegurar que o Monte de Santa Catarina, e não apenas a Capela, seja «efetivamente regenerado, protegido e preservado». Para tal, encoraja os cidadãos a manterem-se «informados e a participarem ativamente nos processos de decisão que moldam o futuro do território».

Famalicão e Braga recebem os maiores jogos de sempre do Eixo Atlântico

Desde o passado domingo e até sexta-feira, Famalicão acolhe, a par de Braga, os maiores Jogos do Eixo Atlântico de sempre, jornada desportiva que reúne 2400 participantes, entre atletas, delegados e técnicos, em representação de 27 municípios da Galiza e do Norte de Portugal.

Os Jogos do Eixo Atlântico são um evento desportivo transfronteiriço bienal para jovens atletas. A competição engloba seis modalidades desportivas, inclusive modalidades individuais de desporto adaptado, entre as quais: andebol feminino e masculino, voleibol feminino, basquetebol masculino e feminino, natação e natação adaptada, atletismo e atletismo adaptado. Como novidade desta edição, ao Futebol 7 masculino junta-se o Futebol 7 feminino. O calendário desportivo pode ser consultado em www.famalicaodesportivo.pt/_xv_jogos_do_eixo_atlantico .

Na sessão de abertura, que decorreu no passado domingo, nos Paços do Concelho, o presidente da Câmara Municipal, Mário Passos, destacou que «a promoção e a cooperação entre os povos e os territórios é uma das causas da associação do Eixo Atlântico e estes jogos são disso um bom exemplo» referiu Mário Passos, a propósito da parceria com a cidade de Braga.

O secretário de Estado do Desporto, Pedro Dias, elogiou os méritos da iniciativa, assinalando que o desporto «é o caminho que nos une e é por isso que aqui estamos, num evento único na Europa, que espelha os princípios da associação de cidades, que aqui, através do desporto, fortalecem os laços entre os cidadãos».

O presidente da Câmara de Braga, Ricardo Rio, considerou esta edição, que reúne o maior número de participantes, «uma demonstração inequívoca da força do Eixo Atlântico e da capacidade que temos de trabalhar em conjunto, e de nos mobilizamos para projetos comuns (…) capacidade de esbater fronteiras e diferenças culturais».

O arranque oficial dos Jogos do Eixo Atlântico fica também marcado pela homenagem ao atleta famalicense, Luís Silva, medalha de ouro no Campeonato da Europa de Boccia em 2013. O atleta paralímpico foi o primeiro famalicense a conquistar uma medalha olímpica obtendo a prata na modalidade Pares BC3 nos Jogos Paralímpicos de Londres, em 2012. «Uma pessoa de referência pela sua capacidade de superação e pelo seu esforço (…) um exemplo a seguir, no que toca a superação e solidariedade», destacou o Secretário-Geral do Eixo Atlântico, Xoan Mao.

Famalicão: Comemoração do Dia da Freguesia de Castelões tem caminhada, mostra comunitária e sessão solene

A Junta de Freguesia já definiu o programa comemorativo do Dia da Freguesia, cuja sessão solene está marcada para o dia 28 de julho, às 10 horas.

O programa começa na noite de 26 de julho, às 21 horas com uma caminhada noturna a favor da Liga Portuguesa Contra o Cancro. No dia seguinte, às 12 horas, decorre a abertura da tasquinha dos escuteiros e, às 14 horas, começa a Mostra Comunitária que, até ao final da noite, contempla o quinto passeio de motas clássicas, um cortejo histórico e concertos.

No dia 28, para além da sessão solene, às 10 horas, uma hora depois tem lugar a missa em honra do padroeiro S. Tiago, seguida da procissão.

Famalicão: Festival de verão à volta de Camilo Castelo Branco

Entre 12 e 14 de julho, no auditório do Centro de Estudos e na Casa de Camilo, em Seide S. Miguel, tem lugar a primeira edição do Festival Cantos de Camilo. Esta é uma organização do The Village Famalicão, com o apoio do município de Famalicão.

Um evento que nasce da vontade de cruzar projetos musicais famalicenses e o universo literário de Camilo Castelo Branco. Além de concertos de música, haverá momentos performativos teatrais e intervenções literárias da obra do escritor.

No dia 12, no auditório do Centro de Estudos Camilianos, às 21h30, atuação do Ibertrio; 22h15, interpretação de Duo Apassionato.

A Casa de Camilo recebe no dia 13, às 17h30 Sandy Kilpatrick; às 18h30 Matilde Batista; e às 19h15, Sofia Machado.

No dia 14, às 17h30, na Casa de Camilo, atua Inês Silva; às 18h30, a jovem Maria Gil e às 19h15 sobem ao palco The Cityzens.

Depois de 4 anos de existência e mais de 300 artistas gravados em V.N. de Famalicão, a Associação MusicVillage, mais conhecida como The Village VNF, avançou com a produção deste festival de música e literatura “Cantos de Camilo” que visita o universo de Camilo Castelo Branco, numa festa que promete finalizar as tardes quentes de Verão da melhor forma.

O diretor artístico do festival, André Silvestre, sublinha a importância deste evento «dada a inclusão da obra literária de Camilo Castelo Branco, escritor famalicense que se prepara para celebrar o bicentenário do seu aniversário em 2025, e com intervenções por parte da companhia de teatro amador Grutaca e Amarcultura». O festival contempla, ainda, visitas guiadas à Casa de Camilo, a partir das 17 horas, nos dias 13 e 14 de julho, antes do início dos concertos e nos intervalos entre performances musicais e teatrais.

André Silvestre destaca, também, a relevância em ter mais palcos e oportunidades performativas para os projetos musicais do concelho ao longo do ano, criando «oportunidades para se apresentarem ao público famalicense mais recorrentemente», pelo que felicita o município pelo apoio e a todos os parceiros do festival «por acreditarem neste modelo de exposição da música e literatura famalicense num só festival como forma de apoiar a arte local».

O objetivo, refere, «é manter e expandir este evento já no próximo ano, que será o mais importante por ser uma data especial para Camilo Castelo Branco».

Assim, entre os dias 12 e 14 de julho, o público é convidado a assistir as performances musicais e teatrais no auditório do Centro de Estudos Camilianos e Casa de Camilo na freguesia de Seide S. Miguel «num ambiente descontraído em formato Sunset, com comida e bebidas refrescantes que serão servidas no local enquanto poderão assistir aos concertos».

A entrada é gratuita e a programação pode ser consultada em thevillagevnf.com e nas redes sociais do The Village VNF, bem como na agenda cultural municipal e canais da rede de museus e Centro de Estudos Camilianos.

Gil Dias regressa ao FC Famalicão

“Estou muito feliz por estar de volta a um clube que me acolheu da melhor forma, que me fez sentir em casa e no qual tive a oportunidade de recuperar a alegria de jogar”, afirmou, numa alusão à temporada em que foi uma das figuras da equipa.

O jogador garante que, assim que decidiu regressar a Portugal, voltar ao Famalicão “tornou-se uma forte possibilidade”. Agora, que assinou contrato por três épocas, manifesta a vontade de voltar a contribuir com “golos e assistências para retribuir a confiança que em mim depositaram”.

Depois da sua passagem, o jogador vê que o clube “cresceu exponencialmente”. Além da vertente desportiva, “com boas classificações e a valorização de muitos jogadores, o Futebol Clube de Famalicão tem tido uma forte preocupação de melhorar as infraestruturas para proporcionar as melhores condições aos jogadores e equipa técnica”.

Na hora do regresso, Gil Dias revela uma vivência que ficou por cumprir no passado e que anseia sentir. Recorda que na primeira passagem não testemunhou, de forma direta, “o apoio dos nossos adeptos devido à Covid-19. Estou ansioso por poder jogar no Municipal com eles nas bancadas” , disse.