IPCA e empresas parceiras produzem 10 mil viseiras de proteção para hospitais do Minho

O Centro de Investigação em Inteligência Artificial (2Ai) da Escola Superior de Tecnologia (EST) do Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA), com o apoio da Escola Superior de Design (ESD) e Escola Técnica Superior Profissional (ETeSP), e em parceria com as empresas Lucemplast, Polipop, Riopele e Adilevel, desenvolveram uma metodologia de produção rápida de viseiras de proteção individual para profissionais de saúde.

O protótipo desenvolvido já foi validado por uma equipa clínica do Hospital de Barcelos. A abordagem de fabrico utilizada permite produzir, em tempo recorde, 10.000 viseiras que começam a ser entregues nos próximos dias em diversos hospitais do Minho.

Dada as atuais necessidades do Serviço Nacional de Saúde, estes dispositivos são essenciais para a proteção dos profissionais e auxiliares de saúde, cuja necessidade aumentou exponencialmente com a atual pandemia do Coronavírus.

Pres. da Câmara de Famalicão confirma: Lar de Cavalões com 32 infetados pelo Covid-19

O Presidente da Câmara Municipal de Famalicão, Paulo Cunha, confirmou, esta quinta-feira ao Jornal de Notícias, a infeção por covid-19 de 32 pessoas da Residência Pratinha, na freguesia de Cavalões.

De acordo com o autarca, 22 são utentes do lar, e os restantes 10 colaboradores.

No passado domingo, os utentes que se encontravam na instituição foram transportados para o Hospital Militar do Porto, enquanto que as funcionárias foram encaminhadas para as suas residências, onde ficaram a aguardar resultados ao teste.

 

 

Áreas de contenção ao coronavírus atrasadas em Famalicão

Portugal entrou esta quinta-feira na fase de mitigação e neste âmbito entraram em funcionamento as ADC – áreas de contenção ao coronavírus – serviço a funcionar em centros de saúde que podem receber e orientar pessoas que manifestem os sintomas da doença.

Em Famalicão, as ADC , que vão funcionar nos centros de saúde de Delães, Ribeirão e Famalicão, deveriam ter entrado em funcionamento esta quinta-feira, mas tal não acontece.

Este atraso, coloca problemas às restantes unidades de saúde que não sabem que orientações devem seguir quando na presença de um doente suspeito de ter o novo coronavírus.

Ao que o CH apurou as ADC em Famalicão só entram em funcionamento na próxima segunda-feira.

A fase de mitigação é a mais grave de contágio, com todos os hospitais do Serviço Nacional de Saúde a serem chamados a intervir na resposta à covid-19; os hospitais privados e das Misericórdias vão trabalhar também ao nível do diagnóstico. O isolamento dos doentes poderá passar a ser feito, sobretudo, em casa, dependendo da gravidade. Os testes vão disparar, bastando que uma pessoa apresente um dos sintomas associados ao novo coronavírus: febre acima dos 38º, tosse persistente, ou dificuldades respiratórias.

Coronavírus: ATP quer medidas urgentes do Governo e da Banca

Em comunicado, a direção da Associação Têxtil e Vestuário de Portugal (ATP) diz que é necessário e urgente a regulamentação do processo de aplicação do lay-off simplificado; um mecanismo reivindicado junto do governo, há 15 dias, para fazer face à diminuição do volume de negócios das empresas têxteis nesta atual situação de crise pelo coronavírus.

A ATP, que tem sede em VN Famalicão, diz que só a lay-off vai permitir a sobrevivência das empresas e diz que tem que ser com regras diferentes das atualmente previstas, como por exemplo: o período de demonstração de quebra de rendimentos da empresa tem de ser o mais curto possível; a demonstração da quebra tem que poder ser feita através da evidenciação simples de que não há encomendas futuradas.

Além disso, defende que têm que ser tomadas outras medidas, nomeadamente a moratória dos pagamentos devidos e sem registo de incumprimento, bem como a diluição ao longo de quatro ou cinco anos do correspondente pagamento, para evitar o estrangulamento de tesouraria no momento da retoma da atividade. No capítulo da tesouraria, diz que é necessário garantir que as linhas de crédito criadas sejam, de facto, utilizadas, com especial atenção às taxas e comissões praticadas.

«O financiamento previsto terá, de facto, de chegar às empresas que realmente precisam», apela a ATP, acrescentando que a burocracia pode deitar tudo a perder.

Em comunicado, a ATP revela que lançou um inquérito às empresas do setor e que o mesmo revelou que 59% dos inquiridos esperam ter, já no mês de abril, uma redução superior a 50% no seu volume de negócios, enquanto 26% das empresas sondadas preveem uma redução entre 30% a 50%.

A ATP recorda que este é um tempo de enorme incerteza no seio da economia europeia. Com 82% das exportações de têxteis e vestuário em Portugal destinadas ao mercado europeu e os restantes 18% exportados para o mercado extraeuropeu, lembra que a indústria têxtil e vestuário e os 7.7 mil milhões euros por ano por ela gerados encontram-se agora fortemente ameaçados.