DGS alerta: Pico do coronavírus a 14 de abril

O pico de casos de infeção com o vírus da covid-19 em Portugal deverá ser atingido em meados de abril, disse hoje a ministra da Saúde, Marta Temido.

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“De acordo com a evolução do número de casos de covid-19 em Portugal e com os cálculos das estimativas epidemiológicas disponíveis, estima-se, com base naquilo que tem sido a evolução da incidência, que a data prevista para a ocorrência do pico da curva epidemiológica se situe à volta do dia 14 de abril”, disse Marta Temido, na conferência de imprensa diária das autoridades de saúde sobre a situação da pandemia do novo coronavírus, que causa a doença da covid-19.

 

Coronavírus: Grande Porto quer criar fundo para aquisição de materiais para hospitais

Vários municípios da Área Metropolitana do Porto estão disponíveis para criar um agrupamento de entidades adjudicantes para financiar a aquisição de material para responder às necessidades dos hospitais da região durante a pandemia de Covid-19.

A ideia foi discutida na sexta-feira, numa reunião informal da Área Metropolitana do Porto (AMP), para discutir estratégias conjuntas para o combate ao novo coronavírus.

“Não estamos a falar de nos juntarmos para ir comprar máscaras. Estamos a falar de fazer um fundo, um agrupamento de entidades adjudicantes, composto pelos municípios que quiserem aderir – não ficou fechado esse assunto, podem aderir todos ou não”, explicou o presidente da AMP, Eduardo Vítor Rodrigues, em declarações à Lusa.

Segundo o autarca, como resultado a região teria à sua disposição “um bolo financeiro para em função das necessidades mais urgentes dos hospitais” dar uma resposta “imediata”.

Este modelo, acrescentou aquele responsável, tem a vantagem de não ter de passar pelas aprovações da tutela que “são um disparate”, diz.

“Nesta altura um hospital para contratar uma coisa qualquer, exceto pessoal tem na mesma de pedir autorização à tutela”, disse, salientando que o agrupamento de entidades adjudicantes faria, uma espécie de “doação ou uma cedência aos hospitais”.

Segundo Eduardo Vítor Rodrigues, a criação deste agrupamento pode avançar já na próxima quarta-feira, dia 25 de março, altura para a qual está agendada uma nova reunião com os autarcas da AMP para discutir esta proposta e definir os montantes com os quais os municípios querem contribuir.

“Legalmente um presidente de câmara tem autonomia para afetar até 750 mil euros para este tipo de bens. Admito que a maior parte não tem capacidade para estes montantes”, afirmou.

O também presidente da Câmara de Vila Nova de Gaia revelou ainda que o assunto não ficou fechado na tarde desta sexta-feira porque alguns municípios se mostraram reticentes em contribuir para este fundo, quando não têm, nos limites do seu concelho, nenhum hospital.

“Ou temos um espírito metropolitano ou então eu também do meu lado mando dar uma curva ao agrupamento de entidades adjudicantes e pego nos 749 mil euros e afeto integralmente ao Hospital de Gaia”, avisou.

Havendo concordância, o agrupamento, explicou Eduardo Vítor Rodrigues, pode ser constituído de imediato, basta que para tal a decisão seja validada pelos executivos municipais.

“É uma coisa que se resolve numa semana e meia. E depois é transferir o dinheiro. No fundo é fazer aqui um grande centro de compras que garanta que aquilo que nós compramos fica nos hospitais da zona”, disse.

Segundo Eduardo Vítor Rodrigues, na reunião desta sexta-feira foram vários os municípios que se mostram recetivos à constituição deste agrupamento, entre os quais Porto e Gaia.

À Lusa, o autarca explicou ainda que a proposta surgiu na sequência de uma denúncia do presidente da Câmara do Porto sobre o desvio para Lisboa dos ventiladores oferecidos pela Galp e em face das “evidentes carências” dos hospitais.

Segundo aquele responsável, Rui Moreira revelou que, segundo fonte do Hospital de Santo António, os ventiladores oferecidos pela Galp foram “desviados” para Lisboa pelo Ministério da Saúde. Nesse sentido e, por proposta do autarca do Porto, Eduardo Vítor Rodrigues ficou incumbido de perceber junto da tutela a veracidade do que foi hoje denunciado.

Coronavírus: MC Donald’s Famalicão oferece refeições aos profissionais do hospital

Como forma de aconchegar o estômago de todos aqueles que estão ao serviço da população na luta contra o covid-19, o MC Donalds de Famalicão decidiu fazer a oferta de refeições.

A iniciativa, insere-se na política de responsabilidade social desta cadeia de restauração, e será válida para todos os profissionais de saúde da unidade de Vila Nova de Famalicão do Centro Hospitalar do Médio Ave.

Os interessados devem contactar o MC Donald’s local.

Famalicão: Condutora condenada por morte de passageiro em acidente

O Tribunal da Relação de Guimarães condenou a um ano de prisão, com pena suspensa, uma jovem condutora que em 2016 se despistou em Pedome, Famalicão, provocando a morte do passageiro que seguia a seu lado.

A condutora, que na primeira instância tinha sido absolvida, foi condenada por homicídio por negligência.

Por acórdão de 9 de março, consultado pela Lusa, a Relação aplicou-lhe ainda a pena acessória de proibição de conduzir veículos com motor pelo período de seis) meses.

O acidente registou-se no dia 18 de outubro de 2016, pelas 20:10, na via intermunicipal (VIM) que liga Joane, em Famalicão, a Vizela.

Segundo o tribunal, o piso era em betuminoso e estava em “mau estado de conservação”, além de molhado e escorregadio por força dos chuviscos que se faziam sentir.

A viatura conduzida pela arguida despistou-se e atravessou toda a VIM, acabando por embater noutro veículo.

Um jovem de 21 anos que seguia ao lado da arguida acabou por morrer no local.

Na primeira instância, a arguida tinha sido absolvida por não ter sido possível apurar a velocidade a que a ela seguia.

No entanto, a Relação considera não haver dúvidas de que a causa do embate foi a “condução deficiente” da arguida, “traduzida no facto de ter violado o especial dever de cuidado que sobre si recaía de adequar a velocidade ao estado do tempo e condições particulares da estrada”.

Na altura do acidente, a arguida alegou que quem conduzia a viatura era o jovem que seguia a seu lado, mas posteriormente acabou por confessar que era ela a condutora.