
O presidente da Câmara afirmou, na reunião do executivo desta quinta-feira, que o Ecoparque de Cabeçudos está incluído na revisão do Plano Diretor Municipal que deve estar concluído em julho. O vereador Paulo Folhadela, que minutos antes tinha interrogado o edil sobre a situação deste projeto, admite que não ficou surpreendido com a resposta de Mário Passos. «É uma ótima notícia para o promotor que vai conseguir licenciar o projeto que está pendente nesta Câmara Municipal e o senhor presidente vai resolver um problema que tinha várias vertentes: legal, jurídica e sobretudo, um problema político», acusou Paulo Folhadela.
Em declarações aos jornalistas, o presidente da Câmara Municipal fala de «discussões inócuas que não resolvem problemas» e de «aproveitamento político de um ecoparque que é útil», garante. Mário Passos continua a defender que Famalicão precisa de parques para atender à transição energética «senão os investidores não aparecem». Pelo que, continuou, «se alguns estão contra é porque há interesses por detrás». O edil assegura que a Câmara Municipal não tem interesses escondidos e que ele próprio só soube há pouco tempo quem era o proprietário do terreno que pretende construir o ecoparque.
Ainda no decurso da reunião de Câmara, Paulo Folhadela lembrou que esta proposta foi retirada duas vezes pelo presidente de Câmara, «entendemos que sob a capa de desculpas jurídicas, porque havia no seio da coligação problemas políticos que ficaram patentes aquando da discussão deste tema na Assembleia Municipal». O vereador socialista recorda que, na altura, as bancadas do CDS-PP e do PSD apresentaram reservas alegando desconhecimento. «Representou uma quebra evidente na ligação entre as forças da coligação», atira Paulo Folhadela.




















