Maior terminal rodoferroviário da Península Ibérica abre no próximo ano em Lousado

Vila Nova de Famalicão vai receber um investimento de 35 milhões de euros com a construção de um terminal rodoferroviário em Lousado, «um grande investimento para o país que resulta do arrojo da empresa Medway e da perseverança da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão», elogiou o ministro do Planeamento e Infraestruturas. A declaração de Pedro Marques aconteceu esta quarta-feira, durante assinatura do protocolo entre a Medway, empresa líder no transporte ferroviário de mercadorias em Portugal, a Câmara Municipal de Famalicão e a IP – Infraestruturas de Portugal.

O maior terminal rodoferroviário da Península Ibérica, vai nascer na freguesia de Lousado, em 2020, e vai servir um dos maiores aglomerados industriais do país com grande capacidade exportadora. Este investimento «vai fortalecer, ainda mais, esta região fortíssima do ponto de vista económico e industrial e este concelho que é um dos mais exportadores do país», assinalou o Ministro.

Este novo terminal, que vai servir os portos de Leixões e Sines, vem dar resposta ao aumento da capacidade de movimentação de contentores no Norte do País. O presidente do Conselho de Administração da Medway, Carlos Vasconcelos, afirmou na sessão que decorreu nos Paços do Concelho, que com este investimento a empresa pretende «ir ao encontro da indústria exportadora do concelho, respondendo a uma necessidade logística de toda a região, trazendo o mar de Leixões e Sines até Famalicão».
O terminal que vai ser construído é de última geração, com a tecnologia mais avançada e que se igualará aos mais modernos do mundo «facilitando as exportações e importações, contribuindo, assim, para a economia e o emprego da região», referiu Carlos Vasconcelos.

O terminal, com uma área de 200,000 m2, terá 6 linhas de 750m e uma capacidade para parqueamento de 10.000 TEU (unidade equivalente a 20 Pés, medida-padrão utilizada para calcular o volume de um contentor) , o que equivale a mais de 500.000 movimentos por ano. Para operacionalizar este terminal estima-se a criação de mais de 100 postos de trabalho, diretos e indiretos. A construção iniciar-se-á logo que o projeto obtenha as necessárias licenças, prevendo-se a sua conclusão dentro de um ano.

O facto de Vila Nova de Famalicão ser um concelho com um elevado volume de exportação e importação e com um enorme potencial de crescimento, não só pela sua localização geográfica, mas também pela concentração empresarial, foi fundamental para a implementação deste projeto. Nesse sentido, o presidente da Câmara Municipal de Famalicão, Paulo Cunha, salientou que este é um investimento «muito promissor para o futuro do concelho» e que o facto de Famalicão ter sido objeto da escolha da Medway mostra, a seu ver, «uma avaliação positiva do que o território tem feito. Não fosse a dinâmica deste território e este investimento não seria aqui feito. Os ganhos são enormes. Estou certo que são várias décadas de potencial investimento que gera em Famalicão e em toda a região Norte». Paulo Cunha concluiu que este terminal não só vai permitir aumentar a competitividade das empresas da região, «como vai ser responsável por um número muito interessante de novos investimentos no concelho nas próximas décadas».

Famalicão: Alunos da Escola Básica Conde de Arnoso participam em mobilidade em Itália

Um grupo de 16 alunos, acompanhados por dois professores e um assistente operacional da Escola Básica Conde de Arnoso, esteve em mobilidade em Turim, Itália, entre os dias 21 e 27 de março.

A mobilidade, integrada no projeto “Internacional para incluir e inovar”, da Erasmus +, proporcionou aos participantes a oportunidade de desenvolverem competências académicas, sociais e interculturais num contexto europeu.

A comitiva foi oficialmente recebida pelo presidente da câmara local. Além da parceria institucional, a comitiva visitou a cidade e teve diversos momentos culturais, desportivos e educativos. Durante a mobilidade, os participantes visitaram e desenvolveram atividades em três escolas da região, promovendo o intercâmbio de boas práticas educativas e o contacto direto com diferentes realidades escolares. Participaram em sessões sobre tecnologias da informação e comunicação e atividades na área das ciências.

Segundo os participantes, esta experiência Erasmus+ revelou-se «extremamente enriquecedora, contribuindo para o desenvolvimento de competências essenciais no século XXI, como a autonomia, a adaptabilidade e a consciência intercultural, reforçando o compromisso com uma educação mais inclusiva e inovadora».

 

«Precisamos de Jardineiros!», mensagem de Páscoa do Arcipreste de Famalicão

1. Ao olhar para o tempo que atravessamos, marcado por notícias de guerra, destruição, aumentos dos preços dos bens e um sofrimento que parece não ter fim, sinto que a nossa missão cristã se assemelha, mais do que nunca, à arte da jardinagem. Num mundo que muitas vezes parece um deserto de betão e indiferença, falar da Páscoa da Ressurreição de Jesus Cristo é falar da audácia de plantar vida onde tudo parece estéril e recordar as Suas palavras: «Eu sou a Ressurreição e a Vida» (Jo 11, 25).

2. Por sua vez, na jardinagem, nada é instantâneo. Há um tempo para preparar a terra, um tempo para lançar a semente e um longo tempo de espera invisível debaixo do solo. Ao entrarmos no espírito da Semana Santa e na vivência da Páscoa, percebemos que a Ressurreição não é um evento estático. É um processo de cultivo. A guerra é a destruição cega; a Páscoa é o cuidado paciente. E tantas vezes é assim a nossa ação pastoral nas nossas famílias, comunidades e Arciprestado. Como sublinha Fabrice Hadjadj no seu livro “Ressurreição – Manual de Instruções”, a vida nova de Cristo manifesta-se nos gestos quotidianos: no perdão que demora a amadurecer, na caridade silenciosa e na atenção aos mais frágeis.

«Na Quaresma, a terra acolheu a fecundidade na fragilidade. Agora, é tempo de florescer. Não às flores artificiais, perfeitas, bonitas, mas sem qualquer vida. Sim, à beleza discreta e real de quem se deixa cultivar por Cristo» (Mensagem dos bispos de Braga para o tempo da Páscoa de 2026).

3. Na verdade, os nossos bispos, ao falarem de um “jardim da esperança”, deixam-nos uma imagem que interpela. Um jardim não nasce por acaso: precisa de ser cuidado, trabalhado e protegido.

Um bom jardineiro sabe que o vigor do jardim depende da saúde de cada planta. Nesta tarefa somos, portanto, chamados a “semear a paz”. De facto, a sementeira é um ato de fé: lançamos a semente à terra sem o controlo total sobre o tempo ou a colheita. Semear a paz exige a paciência de quem sabe que o Bem tem o seu próprio ritmo, mas que, uma vez enraizado, é imparável.

Neste sentido, surge uma pergunta inevitável e pessoal: como está o teu vaso e/ou o teu jardim? Antes de olharmos para os grandes campos de batalha do mundo, precisamos de olhar para o vaso e o jardim que é o nosso coração: estará ele seco pelo cinismo ou indiferença?; ou estará cheio de “ervas daninhas” como a pressa que atropela o outro ou o julgamento precipitado?; ou será um solo fértil, humedecido pela oração e revolvido pelo desejo de reconciliação?

Assim, viver a Páscoa é, fundamentalmente, aceitar o compromisso de ser jardineiro, isto é, de arregaçar as mangas corajosamente e inclinar-se com humildade para semear mais e melhor.

4. No nosso Arciprestado, este jardim constrói-se na união das nossas paróquias (padres, diáconos, jovens, escuteiros, acólitos, leitores, grupos corais, confrarias, conselhos económicos e pastorais, delegados de zona, comissões, centros sociais, associações, etc.). Tal como num jardim a diversidade de flores cria a beleza do conjunto, também as nossas diferentes comunidades, movimentos e carismas precisam de jardineiros chamados a semear e a fazer brotar a alegria, a paz e a comunhão (cf. José Augusto Mourão, A Palavra e o Espelho, «Páscoa de Páscoas»).

Deste modo, «o maior sinal desta vida a florescer é a Cruz: aquele madeiro seco, plantado como sinal de morte, tornou-se Árvore da Vida. Por isso, sugerimos algo simples e concreto: porque não colocar, nas nossas casas, durante o Tempo Pascal, uma cruz florida? Não como decoração, mas como memória viva de que Cristo faz florescer até aquilo que em nós parece perdido» (Mensagem dos bispos de Braga para o tempo da Páscoa de 2026).

Que saibamos, com humildade e coragem, meter “as mãos à terra”. Cuidemos dos nossos vasos, semeando com generosidade, para transformar cada comunidade do nosso Arciprestado num lugar onde a paz, mesmo frágil, tenha sempre terra fértil para florescer. «O deserto e a terra árida alegrar-se-ão; a estepe exultará e florescerá como o narciso; florescerá e exaltará, gritando de alegria» (Is 35,1): o Senhor Ressuscitou! Aleluia! Aleluia!

Uma Santa e Feliz Páscoa para todos!

O vosso Arcipreste,

Pe Nuno Vilas Boas

Famalicão: Árbitro da AF Guarda no FC Porto x FC Famalicão

Sérgio Guelho, da Associação de Futebol da Guarda, é o escolhido para dirigir o jogo entre o FC Porto e o FC Famalicão, da 28.ª jornada da I Liga. Na partida marcada para sábado, às 20h30, são assistentes João Bessa Silva e André Ferreira; 4.º árbitro: Iancu Vasilica; VAR: Manuel Mota; AVAR: Paulo Miranda.

A partida de sábado coloca frente a frente o líder, FC Porto, com 72 pontos, enquanto que os famalicenses ocupam o quinto posto, com 45 pontos.

Na presente época as duas equipas já se encontraram em duas ocasiões. Na primeira volta, em novembro passado, no Estádio Municipal, o Porto venceu, 0-1; depois, em dezembro, nos oitavos de final da Taça de Portugal, os portistas, no Estádio do Dragão, eliminaram o Famalicão, por 4-1.

Foto: Reprodução Facebook AF Guarda.

Famalicão: Procissões da Semana Santa saem à rua

Esta quinta-feira, dia 2 de abril, às 18 horas, é celebrada uma eucaristia da Ceia do Senhor na igreja matriz nova. À noite, às 21h30, sai à rua a procissão do “Ecce homo” ou Senhor da Cana Verde. Como de costume percorre várias ruas da cidade, com andores, figuras alegóricas, Orfeão Famalicense, Fanfarra dos escuteiros de Antas, Fanfarra de Telhado, Fraternidade Nuno Alvares e Escuteiros do Núcleo do CNE de Famalicão de diversos Agrupamentos na formação dos quadros.

Sexta-feira Santa é dia de oração de liturgias de laudes, às 10h30, na igreja matriz antiga. A celebração da paixão prossegue às 14h45, na igreja matriz nova. Às 21h30, começa a procissão do Enterro do Senhor. Saí da igreja matriz antiga, percorrendo várias ruas da cidade. Foi convidada a Confraria das Santas Chagas de Vale S. Cosme, a quem compete transportar o andor do Senhor.

As duas procissões são presididas pelo bispo emérito de Portalegre-Castelo Branco, D. Antonino Dias, que já foi bispo de Braga.

O sábado é dia de vigília pascal, às 21 horas, na igreja matriz nova.

Domingo, dia 5, Dia de Páscoa. Os compassos saem às 9 horas, da igreja matriz antiga. Às 12h30 haverá celebração de eucaristia solene na matriz antiga.

Entre 4 e 12 de abril, na Rua Manuel Pinto de Sousa, estará patente uma exposição de Cruzes Floridas.

Recorde-se que o programa das solenidades pascais são da responsabilidade da Confraria das Santas Chagas de Famalicão e da paróquia de Santo Adrião, com diversos apoios de instituições e movimentos de Famalicão.

 

Famalicão: Semana Santa em Arnoso Santa Maria

A Confraria do Senhor dos Passos de Santa Maria de Arnoso realiza na noite desta quinta-feira, às 21 horas, a Procissão do Senhor “Ecce Homo” e na sexta-feira, à mesma hora, a Procissão do Enterro do Senhor. As duas procissões decorrem entre o multiusos e o calvário. No sábado, dia 4 de abril, também às 21 horas, decorre a Vigília Pascal no multiusos.

A programação da Semana Santa de Arnoso Santa Maria começou no passado domingo, com a bênção e procissão dos ramos.

Aranda renova contrato e continua no Famalicão até 2028

O Futebol Clube de Famalicão anunciou a renovação de contrato com Óscar Aranda por mais duas temporadas, prolongando o vínculo entre ambas as partes até 2028.

A poucos meses de terminar o contrato assinado em 2023, o extremo espanhol recebeu um importante voto de confiança por parte do clube, numa época marcada por uma grave lesão sofrida no início da temporada. Apesar da ausência prolongada dos relvados, o desempenho de Aranda na época anterior continua bem presente, tendo sido uma das figuras da Primeira Liga, com destaque para o elevado número de golos, assistências e dribles eficazes.

Em fase final de recuperação, o jogador mostrou-se satisfeito com a renovação, assumindo que este era um objetivo há muito desejado. Aranda destacou ainda o apoio recebido dentro do clube ao longo de um período difícil, considerando o Famalicão como uma “família”.

Perto de regressar à competição, o extremo garante estar motivado para voltar a ajudar a equipa e continuar a proporcionar bons momentos aos adeptos.