«Precisamos de Jardineiros!», mensagem de Páscoa do Arcipreste de Famalicão

1. Ao olhar para o tempo que atravessamos, marcado por notícias de guerra, destruição, aumentos dos preços dos bens e um sofrimento que parece não ter fim, sinto que a nossa missão cristã se assemelha, mais do que nunca, à arte da jardinagem. Num mundo que muitas vezes parece um deserto de betão e indiferença, falar da Páscoa da Ressurreição de Jesus Cristo é falar da audácia de plantar vida onde tudo parece estéril e recordar as Suas palavras: «Eu sou a Ressurreição e a Vida» (Jo 11, 25).

2. Por sua vez, na jardinagem, nada é instantâneo. Há um tempo para preparar a terra, um tempo para lançar a semente e um longo tempo de espera invisível debaixo do solo. Ao entrarmos no espírito da Semana Santa e na vivência da Páscoa, percebemos que a Ressurreição não é um evento estático. É um processo de cultivo. A guerra é a destruição cega; a Páscoa é o cuidado paciente. E tantas vezes é assim a nossa ação pastoral nas nossas famílias, comunidades e Arciprestado. Como sublinha Fabrice Hadjadj no seu livro “Ressurreição – Manual de Instruções”, a vida nova de Cristo manifesta-se nos gestos quotidianos: no perdão que demora a amadurecer, na caridade silenciosa e na atenção aos mais frágeis.

«Na Quaresma, a terra acolheu a fecundidade na fragilidade. Agora, é tempo de florescer. Não às flores artificiais, perfeitas, bonitas, mas sem qualquer vida. Sim, à beleza discreta e real de quem se deixa cultivar por Cristo» (Mensagem dos bispos de Braga para o tempo da Páscoa de 2026).

3. Na verdade, os nossos bispos, ao falarem de um “jardim da esperança”, deixam-nos uma imagem que interpela. Um jardim não nasce por acaso: precisa de ser cuidado, trabalhado e protegido.

Um bom jardineiro sabe que o vigor do jardim depende da saúde de cada planta. Nesta tarefa somos, portanto, chamados a “semear a paz”. De facto, a sementeira é um ato de fé: lançamos a semente à terra sem o controlo total sobre o tempo ou a colheita. Semear a paz exige a paciência de quem sabe que o Bem tem o seu próprio ritmo, mas que, uma vez enraizado, é imparável.

Neste sentido, surge uma pergunta inevitável e pessoal: como está o teu vaso e/ou o teu jardim? Antes de olharmos para os grandes campos de batalha do mundo, precisamos de olhar para o vaso e o jardim que é o nosso coração: estará ele seco pelo cinismo ou indiferença?; ou estará cheio de “ervas daninhas” como a pressa que atropela o outro ou o julgamento precipitado?; ou será um solo fértil, humedecido pela oração e revolvido pelo desejo de reconciliação?

Assim, viver a Páscoa é, fundamentalmente, aceitar o compromisso de ser jardineiro, isto é, de arregaçar as mangas corajosamente e inclinar-se com humildade para semear mais e melhor.

4. No nosso Arciprestado, este jardim constrói-se na união das nossas paróquias (padres, diáconos, jovens, escuteiros, acólitos, leitores, grupos corais, confrarias, conselhos económicos e pastorais, delegados de zona, comissões, centros sociais, associações, etc.). Tal como num jardim a diversidade de flores cria a beleza do conjunto, também as nossas diferentes comunidades, movimentos e carismas precisam de jardineiros chamados a semear e a fazer brotar a alegria, a paz e a comunhão (cf. José Augusto Mourão, A Palavra e o Espelho, «Páscoa de Páscoas»).

Deste modo, «o maior sinal desta vida a florescer é a Cruz: aquele madeiro seco, plantado como sinal de morte, tornou-se Árvore da Vida. Por isso, sugerimos algo simples e concreto: porque não colocar, nas nossas casas, durante o Tempo Pascal, uma cruz florida? Não como decoração, mas como memória viva de que Cristo faz florescer até aquilo que em nós parece perdido» (Mensagem dos bispos de Braga para o tempo da Páscoa de 2026).

Que saibamos, com humildade e coragem, meter “as mãos à terra”. Cuidemos dos nossos vasos, semeando com generosidade, para transformar cada comunidade do nosso Arciprestado num lugar onde a paz, mesmo frágil, tenha sempre terra fértil para florescer. «O deserto e a terra árida alegrar-se-ão; a estepe exultará e florescerá como o narciso; florescerá e exaltará, gritando de alegria» (Is 35,1): o Senhor Ressuscitou! Aleluia! Aleluia!

Uma Santa e Feliz Páscoa para todos!

O vosso Arcipreste,

Pe Nuno Vilas Boas

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Famalicão: Mostra Comunitária de Cabeçudos é este fim de semana

No próximo fim de semana, o Largo de S. Paio, em Cabeçudos, recebe a mostra comunitária da freguesia, iniciativa que abre às 15 horas de sábado, com a fanfarra dos escuteiros. Seguem-se atividades lúdicas, apresentação de capoeira e a noite será animada pelos movimentos e associações.

No domingo, às 9 horas, celebra-se eucaristia em honra de S. Paio, seguida de procissão e, depois, a bênção e distribuição do pão.

Famalicão: Atletas famalicenses em evidência no Nacional Master

Realizou-se, no último fim de semana, em Lisboa, o Campeonato Nacional Master, onde estiveram presentes três atletas famalicenses em representação da Escola do Movimento (Porto) e um atleta da Associação Cultural e Recreativa da Senhora do Desterro (Serra da Estrela). Em representação desta equipa, o famalicense Sérgio Silva é o novo campeão nacional, no escalão M40, nas provas de 100 metros, salto em comprimento, salto em altura, triplo salto e estafeta 4x100m.

Pela Escola do Movimento, André Girão sagrou-se campeão nacional na estafeta 4x400m, no escalão M35. Alcançou ainda o 2. º lugar no lançamento do martelo e conquistou o 3. º lugar no lançamento do dardo.

Já Carlos Pereira sagrou-se campeão nacional no salto em altura, salto em comprimento, estafeta 4x100m e estafeta 4x400m, ambas no escalão M55. Terminou ainda em 2. º lugar na prova dos 100 metros barreiras e foi 3. º classificado no lançamento do disco.

Eugénio Costa sagrou-se campeão 100 metros, 200 metros e 400 metros, bem como nas estafetas 4x100m e 4x400m, no escalão M50. Foi ainda vice-campeão nacional no triplo salto.

 

Famalicão: Riba de Ave recebe a 3.ª edição do Torneio Internacional Jovem de Hóquei em Patins

No próximo fim de semana, decorre no Pavilhão do Parque das Tílias o torneio que reúne jogos dos escalões de sub-7, sub-9, sub-11, sub-13, sub-15 e sub-19. Nesta que será a 3. ª edição organizada pelo clube ribadavense, a entrada é totalmente gratuita.

No torneio participam a equipa organizadora, o Riba d’Ave HC, o OC Barcelos, a UD Oliveirense, o HC Braga, o CD Póvoa, a ACD Gulpilhares, o CSP Alfena, o CRPF Lavra e ainda a equipa espanhola HC Raxoi.

No próximo sábado, vão estar em prova os escalões de sub-11, sub-13, sub-15 e sub-19. Os jogos começam às 9H00, com o encontro entre o Riba d’Ave HC e o OC Barcelos, no escalão de sub-15. O dia encerra com o jogo dos sub-19 da equipa da casa frente ao conjunto espanhol HC Raxoi.

No domingo, entram em cena os mesmos escalões, aos quais se juntam os sub-7 e os sub-9. O primeiro jogo tem início às 9H30, com os sub-15 do Riba d’Ave HC a defrontarem o CRPF Lavra. Nesse mesmo dia, realiza-se ainda a cerimónia de encerramento, marcada para as 18H40.

O evento conta também com um bar com petiscos e bebidas, bem como uma zona exterior destinada ao convívio.

Famalicão: PS exige resposta do executivo sobre revisão do PDM

O Partido Socialista quer saber quando será apresentado aos famalicenses o resultado da revisão do PDM – Plano Diretor Municipal. A interpelação foi feita diretamente ao presidente da Câmara, na última Assembleia Municipal.

Na sua intervenção, a deputada municipal do PS, Sandra Santos, sublinhou que os famalicenses já apresentaram os seus contributos e aguardam resposta. «Cabe agora ao executivo fazer a parte que lhe compete», afirmou.

O PS criticou aquilo que classificou como «silêncio, demora e opacidade» por parte do executivo municipal e apontou várias situações que geraram contestação, como os terrenos do Estádio Municipal e do Campo de Treinos, a envolvente do Parque da Devesa, a zona das Pateiras em Fradelos, entre outras. Rejeitam a possibilidade de construção em espaços ecológicos como as Pateiras, a edificação perto de linhas de água, como o Ecoparque de Cabeçudos.

Segundo o partido socialista, «estas polémicas resultam de decisões tomadas sem transparência nem diálogo com a população».

O partido reafirmou, ainda, defender um instrumento de planeamento que vá além da simples gestão do solo, «que concilie desenvolvimento económico, mobilidade e sustentabilidade ambiental, e que coloque no centro das decisões a qualidade de vida dos famalicenses e das gerações futuras».

Na mesma Assembleia Municipal, o deputado do CDS-PP, Ricardo Mendes, lembrou que a revisão do PDM está para apreciação de várias entidades externas ao município famalicense.

Famalicão: Alunos de Gavião festejam fim de ciclo no Zoomarine

Os alunos finalistas do 4.º ano da EB de Gavião encerraram o seu percurso no 1.º Ciclo com uma viagem de avião a Faro, mais concretamente ao Zoomarine. Um dia de diversão e de descoberta do mundo marinho.

Aconteceu no dia 22 de junho, com uma viagem de Porto a Faro, e regresso ao final do dia. Uma experiência para celebrar a amizade que foram cimentando ao longo de quatro anos. Foram tempos de crescimento e de partilha, marcados por brincadeiras, abraços e cumplicidades.

No regresso traziam consigo cansaço, mas imensas memórias e emoções.

«A EB de Gavião orgulha-se profundamente dos seus finalistas. Que esta viagem simbolize apenas o início de muitos voos rumo aos seus sonhos. Continuem a acreditar, a aprender e a sorrir. O futuro espera-vos de braços abertos», refere a escola.

 

Famalicão: Festa de final de ano letivo da EB/JI Quintão, Arnoso Stª Eulália

No próximo dia 27 de junho, sábado, a comunidade Escolar Básica/Jardim de Infância de Quintão, Arnoso Santa Eulália, organiza a sua festa de final do ano letivo. Está marcada para as 18h30.

Haverá animação com atuação dos alunos do pré-escolar e do 1.ª Ciclo. No final, cerimónia com os finalistas.

A festa também se faz com gastronomia, nomeadamente porco no espeto e serviço de bar.