Famalicão: Bombeiros assistem mulher atropelada em Riba d’Ave

Uma mulher com cerca de 70 anos ficou ferida depois de ser colhida por um automóvel, na Rua do Rio Ave, na vila famalicense de Riba d’Ave.

O alerta para a ocorrência foi dado por volta das 18h40, tendo para o local sido acionados os B.V. de Riba d’Ave.

A vítima, com ferimentos considerados ligeiros, foi transportada para o Hospital de Guimarães.

Famalicão: Forave conquista 3.º lugar na Roboparty

Os alunos da Forave alcançaram o 3.º lugar na exigente prova Crazy Race da Roboparty, que decorreu na Universidade do Minho, em Guimarães, de 25 a 27 de março.

Esta classificação foi obtida numa das provas mais complexas da competição, disputada por 105 equipas, onde são testadas competências mais avançadas de programação, autonomia dos robôs e capacidade de resolução de problemas em tempo real.

Segundo a Forave, este resultado reflete não só o «empenho e dedicação» dos alunos dos Cursos Profissionais desta escola, como também «a qualidade da formação técnica proporcionada, cada vez mais orientada para responder aos desafios das áreas da programação e da robótica».

Numa lógica de partilha de conhecimento e no âmbito de uma parceria com o Agrupamento de Escolas de Ribeirão, os alunos e os professores da Forave assumiram um papel ativo no acompanhamento dos alunos mais jovens, apoiando-os na construção e programação dos seus robôs. Esta interação permitiu não só consolidar aprendizagens, como também despertar, nos alunos do ensino básico, o interesse pela robótica.

A Forave compromete-se a promover uma educação tecnológica desde os níveis mais básicos do ensino, incentivando o desenvolvimento do raciocínio lógico e preparando os alunos para os desafios do futuro, numa sociedade onde a inovação e as competências digitais assumem papel importante.

Segundo esta escola profissional, foi fundamental para a concretização desta participação o apoio da Continental Mabor, que tem vindo a investir de forma consistente na educação e formação de jovens. Este patrocínio permite que os alunos tenham acesso a experiências práticas enriquecedoras, fundamentais para o desenvolvimento de competências técnicas na área da programação e robótica.

A Escola realça, ainda, que para além das competências técnicas, a participação na Roboparty contribui de forma significativa para o desenvolvimento de competências transversais essenciais, como o trabalho em equipa, a criatividade, o espírito empreendedor, a responsabilidade e o compromisso — características fundamentais para o sucesso académico e profissional.

Famalicão: Equipa feminina visita o líder FC Porto

Na tarde desta sexta-feira, às 16 horas, no Estádio Luís Filipe Menezes, o FC Famalicão visita o FC Porto, o líder invicto da fase de apuramento de campeão nacional da 2.ª divisão de futebol feminino.

A partida é da décima primeira jornada e frente a frente está o primeiro classificado, com 26 pontos, e o sexto, com 9 pontos.

Faltam quatro jornadas para o final da fase de apuramento de campeão. O vencedor sobe à Liga BPI e garante o título; o segundo e terceiro classificados vão disputar playoff de manutenção ou subida (equipas da Liga BPI)

Famalicão: Groove Spot brilha no All Dance Portugal e apura-se para o Europeu

A All Dance Portugal, que decorreu de 21 de março a 1 de abril, destacou a qualidade da Groove Spot. O clube famalicense participou em várias categorias, nomeadamente ballet neoclássico, lyrical jazz, lyrical contemporary e acrodance, demonstrando a diversidade técnica e artística do trabalho desenvolvido pelos seus atletas e equipa pedagógica.

Das 15 coreografias apresentadas em palco, 14 alcançaram classificações de 1.º e 2.º lugar, um resultado de assinalável mérito.

Na sequência destes resultados, as 14 coreografias distinguidas garantiram o apuramento para o Europeu do All Dance, competição internacional que terá lugar na Grécia, entre os dias 12 e 20 de julho.

Para o êxito desta participação contribuiu muito o apoio das famílias, a quem a Groove Spot agradece. Dirigem um reconhecimento especial à professora Ana Gil, que liderou este projeto, pelo seu papel determinante na orientação e desenvolvimento deste percurso competitivo.

Por causa do apuramento para esta competição europeia, encontra-se agora em curso uma campanha de angariação de fundos, com o objetivo de viabilizar a participação internacional dos atletas e permitir que a Groove Spot represente Portugal nesta importante prova.

 

Famalicão: Troféus da “Liga dos Campeões” feminina concebidos por empresa de famalicense

Os troféus entregues na Futsal Women’s European Champions Tournament, a principal prova europeia de clubes, funcionando como uma Liga dos Campeões, embora sem a tutela da UEFA, têm marca famalicense.

A empresa – Golassso – que concebeu e produziu os troféus e medalhas, embora com sede em Braga, é propriedade do famalicense Adelino Costa.

A competição decorreu em Fafe, no passado fim de semana, e consagrou as espanholas Atlético Navalcarnero, com vitória (4-3) na final sobre o Nun´Álvares, capitaneado pela famalicense Ana Azevedo.

Também estiveram na competição o KS Górzno Nowy Świt, da Polónia, e o Okasa Falconara (Itália).

 

Famalicão: Alunos da Escola Básica Conde de Arnoso participam em mobilidade em Itália

Um grupo de 16 alunos, acompanhados por dois professores e um assistente operacional da Escola Básica Conde de Arnoso, esteve em mobilidade em Turim, Itália, entre os dias 21 e 27 de março.

A mobilidade, integrada no projeto “Internacional para incluir e inovar”, da Erasmus +, proporcionou aos participantes a oportunidade de desenvolverem competências académicas, sociais e interculturais num contexto europeu.

A comitiva foi oficialmente recebida pelo presidente da câmara local. Além da parceria institucional, a comitiva visitou a cidade e teve diversos momentos culturais, desportivos e educativos. Durante a mobilidade, os participantes visitaram e desenvolveram atividades em três escolas da região, promovendo o intercâmbio de boas práticas educativas e o contacto direto com diferentes realidades escolares. Participaram em sessões sobre tecnologias da informação e comunicação e atividades na área das ciências.

Segundo os participantes, esta experiência Erasmus+ revelou-se «extremamente enriquecedora, contribuindo para o desenvolvimento de competências essenciais no século XXI, como a autonomia, a adaptabilidade e a consciência intercultural, reforçando o compromisso com uma educação mais inclusiva e inovadora».

 

«Precisamos de Jardineiros!», mensagem de Páscoa do Arcipreste de Famalicão

1. Ao olhar para o tempo que atravessamos, marcado por notícias de guerra, destruição, aumentos dos preços dos bens e um sofrimento que parece não ter fim, sinto que a nossa missão cristã se assemelha, mais do que nunca, à arte da jardinagem. Num mundo que muitas vezes parece um deserto de betão e indiferença, falar da Páscoa da Ressurreição de Jesus Cristo é falar da audácia de plantar vida onde tudo parece estéril e recordar as Suas palavras: «Eu sou a Ressurreição e a Vida» (Jo 11, 25).

2. Por sua vez, na jardinagem, nada é instantâneo. Há um tempo para preparar a terra, um tempo para lançar a semente e um longo tempo de espera invisível debaixo do solo. Ao entrarmos no espírito da Semana Santa e na vivência da Páscoa, percebemos que a Ressurreição não é um evento estático. É um processo de cultivo. A guerra é a destruição cega; a Páscoa é o cuidado paciente. E tantas vezes é assim a nossa ação pastoral nas nossas famílias, comunidades e Arciprestado. Como sublinha Fabrice Hadjadj no seu livro “Ressurreição – Manual de Instruções”, a vida nova de Cristo manifesta-se nos gestos quotidianos: no perdão que demora a amadurecer, na caridade silenciosa e na atenção aos mais frágeis.

«Na Quaresma, a terra acolheu a fecundidade na fragilidade. Agora, é tempo de florescer. Não às flores artificiais, perfeitas, bonitas, mas sem qualquer vida. Sim, à beleza discreta e real de quem se deixa cultivar por Cristo» (Mensagem dos bispos de Braga para o tempo da Páscoa de 2026).

3. Na verdade, os nossos bispos, ao falarem de um “jardim da esperança”, deixam-nos uma imagem que interpela. Um jardim não nasce por acaso: precisa de ser cuidado, trabalhado e protegido.

Um bom jardineiro sabe que o vigor do jardim depende da saúde de cada planta. Nesta tarefa somos, portanto, chamados a “semear a paz”. De facto, a sementeira é um ato de fé: lançamos a semente à terra sem o controlo total sobre o tempo ou a colheita. Semear a paz exige a paciência de quem sabe que o Bem tem o seu próprio ritmo, mas que, uma vez enraizado, é imparável.

Neste sentido, surge uma pergunta inevitável e pessoal: como está o teu vaso e/ou o teu jardim? Antes de olharmos para os grandes campos de batalha do mundo, precisamos de olhar para o vaso e o jardim que é o nosso coração: estará ele seco pelo cinismo ou indiferença?; ou estará cheio de “ervas daninhas” como a pressa que atropela o outro ou o julgamento precipitado?; ou será um solo fértil, humedecido pela oração e revolvido pelo desejo de reconciliação?

Assim, viver a Páscoa é, fundamentalmente, aceitar o compromisso de ser jardineiro, isto é, de arregaçar as mangas corajosamente e inclinar-se com humildade para semear mais e melhor.

4. No nosso Arciprestado, este jardim constrói-se na união das nossas paróquias (padres, diáconos, jovens, escuteiros, acólitos, leitores, grupos corais, confrarias, conselhos económicos e pastorais, delegados de zona, comissões, centros sociais, associações, etc.). Tal como num jardim a diversidade de flores cria a beleza do conjunto, também as nossas diferentes comunidades, movimentos e carismas precisam de jardineiros chamados a semear e a fazer brotar a alegria, a paz e a comunhão (cf. José Augusto Mourão, A Palavra e o Espelho, «Páscoa de Páscoas»).

Deste modo, «o maior sinal desta vida a florescer é a Cruz: aquele madeiro seco, plantado como sinal de morte, tornou-se Árvore da Vida. Por isso, sugerimos algo simples e concreto: porque não colocar, nas nossas casas, durante o Tempo Pascal, uma cruz florida? Não como decoração, mas como memória viva de que Cristo faz florescer até aquilo que em nós parece perdido» (Mensagem dos bispos de Braga para o tempo da Páscoa de 2026).

Que saibamos, com humildade e coragem, meter “as mãos à terra”. Cuidemos dos nossos vasos, semeando com generosidade, para transformar cada comunidade do nosso Arciprestado num lugar onde a paz, mesmo frágil, tenha sempre terra fértil para florescer. «O deserto e a terra árida alegrar-se-ão; a estepe exultará e florescerá como o narciso; florescerá e exaltará, gritando de alegria» (Is 35,1): o Senhor Ressuscitou! Aleluia! Aleluia!

Uma Santa e Feliz Páscoa para todos!

O vosso Arcipreste,

Pe Nuno Vilas Boas