
O CeNTI é a única entidade portuguesa que faz parte de um projeto europeu que tem oito milhões de euros para acelerar a digitalização das empresas. E são já 46 as empresas com acesso direto a um conjunto alargado de serviços de valor acrescentado, desde a testagem e manufatura de produtos eletrónicos, suporte ao desenvolvimento até à formação.
O projeto está em funcionamento desde 2020 até final de 2022. Numa próxima fase, as empresas vão ter acesso a uma rede europeia de colaboração, constituída por várias empresas, start-ups e investigadores, que criam um ecossistema de inovação para conjugar esforços.
Suportando-se na eletrónica flexível, o projeto pretende fomentar o desenvolvimento de produtos tão inovadores como têxteis que permitem aliviar a dor, vestuário que monitoriza a postura corporal e equipamentos que emitem luz que os torna visíveis no escuro.
Durante a primeira fase do projeto, as empresas podiam concorrer a oportunidades financiadas para usufruir destes serviços, de que estão a beneficiar. Posteriormente, empresas poderão recorrer ao markeplace para acederem a estes serviços a um preço justo.
A par do Centro de Nanotecnologia, que tem instalações em VN Famalicão, fazem parte do consórcio diversas empresas, centros de investigação e inovação e organizações focadas na eletrónica flexível, eletrónica orgânica, nanotecnologia e tecnologias digitais. Recorde-se que a eletrónica flexível está hoje presente em vários setores – automóvel, saúde e bem-estar, têxtil, eletrónica de consumo, energia, embalagens – e permite tornar os objetos inteligentes, conferindo-lhes propriedades e funcionalidades únicas e garantindo a partilha de informação entre os objetos e o utilizador. A sua aplicação traz, por isso, ganhos acrescidos para as empresas, que podem, assim, responder às atuais tendências digitais com soluções tecnológicas disruptivas, úteis e com elevado valor para o mercado.




















