Covid-19: OMS defende crianças a partir dos 12 anos devem usar máscara tal como os adultos

As crianças a partir dos 12 anos devem usar máscara nas mesmas condições que os adultos para se protegerem da infeção da covid-19, segundo recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

O uso de máscara é recomendado a partir desta idade em particular quando não é possível garantir o distanciamento físico de pelo menos um metro e se a transmissão da doença se generalizou numa determinada zona.

De acordo com as recomendações, os menores até aos cinco anos não devem ser obrigados a usar máscara, tendo em conta “a segurança e o interesse global da criança” e “a sua capacidade em utilizar uma máscara corretamente com uma assistência mínima”.

Para as crianças entre os 6 e os 11 anos, a OMS aconselha o uso de máscara em linha com diversos fatores, como os níveis de transmissão da infeção na zona onde residem e a sua capacidade em utilizá-la corretamente e com toda a segurança.

Outros fatores a considerar são o acesso que as crianças têm às máscaras, a possibilidade que possuem de as lavar ou substituir, por exemplo nas escolas, a supervisão adequada por parte de um adulto, os eventuais impactos na aprendizagem e no desenvolvimento psicossocial e o relacionamento com pessoas expostas a um risco acrescido de doença grave, como os idosos.

O uso de máscara não é obrigatório para as crianças que tenham perturbações no seu desenvolvimento, deficiências ou outros problemas de saúde, devendo a avaliação ser feita caso a caso.

As crianças ficam isentas de usar máscara quando praticam desporto ou uma atividade física como correr, saltar ou brincar num parque infantil.

As máscaras, quando o seu uso é aconselhado, podem ser de tecido se a criança for saudável, mas o adulto terá de se certificar que a mesma tem o tamanho adequado e que cobre suficientemente o nariz, a boca e o queixo.

As recomendações da OMS para o uso de máscaras nas crianças resultam de informação reunida por um grupo de trabalho da organização formado por peritos internacionais.

Câmara de Póvoa de Varzim diz que foram “fatores naturais atípicos” a causar contaminação nas praias

A Câmara da Póvoa de Varzim, no distrito do Porto, considerou hoje que a contaminação microbiológica da água do mar em sete praias do concelho se deveu a uma “conjugação de fatores naturais atípicos”.

Segundo a autarquia, no dia em que Agência Portuguesa de Ambiente recolheu amostras nas praias da região, em 17 de agosto, verificou-se “precipitação intensa e ventos fortes do quadrante sul, a que se juntou uma agitação marítima que alterou as correntes dominantes e que teve impacto na manutenção da qualidade das águas balneares”.

A estes indicadores, que segundo a câmara foram “determinantes” para que os valores microbiológicos registados ficassem acima dos parâmetros de referência, forçando as autoridades a decretar interdição de banhos no local, que ainda vigora, soma-se a presença excecional da planta jacintos-de-água nos areais

“Sendo uma espécie de água doce, a presença dos jacintos-de-água nas nossas praias só se explica por ter sido arrastada pelas correntes. Esta é, aliás, uma espécie fortemente identificada no rio Ave [que desagua na cidade vizinha de Vila do Conde]”, explicou o município, em comunicado.

No mesmo texto, a câmara garante que foi feita uma avaliação pormenorizada ao sistema de drenagem de águas pluviais que, durante o período de verão fica ligado através de sistemas de bombagem à rede pública de saneamento.

“Está o município [da Póvoa de Varzim] em condições de assegurar que não foi registada qualquer anomalia ou transvase para o oceano”, assegura a autarquia, concluindo que “uma conjugação natural de todos os dados enunciados ajudará a explicar este fenómeno atípico e a identificar a origem do problema”.

Costa admite novo aumento do salário mínimo

Desejamos, por exemplo, que o salário mínimo nacional possa continuar a subir. Naturalmente de acordo com aquilo que é a dinâmica económica de hoje, que é muito distinta da que existia há um ano. Seguramente não vamos poder ter um aumento com a dimensão que tivemos no ano passado, mais desejamos um aumento”, sublinhou António Costa, em entrevista ao semanário Expresso.

Para o chefe do Governo, a resposta à crise económica provocada pela pandemia “não pode passar pelo corte de rendimentos, mas, sim, pela sua proteção“, e também não pode “passar por um aumento de impostos, mas por manter uma estabilidade fiscal que crie condições para as empresas resistirem” sem destruírem postos de trabalho, tendo em conta de que, no contexto atual, Portugal vai depender “muito da procura global”.

Questionado sobre se haverá congelamento das progressões e promoções na função pública, António Costa garantiu que “não haverá novo congelamento”.

Contudo, uma vez que “neste momento a inflação é negativa”, o primeiro-ministro assegura que não vai ser possível manter o “compromisso de em 2021 haver um aumento de 1,1%”.

“Se houver aumento do salário mínimo, isso implicará que o vencimento mínimo na função pública terá um impulso. Mas estamos numa fase prematura, o diálogo ainda não começou”, acrescentou.

António Costa também foi interrogado sobre se o executivo socialista está a planear estender para 2021 as medidas de apoio social aprovadas no contexto desta crise, como, por exemplo, a extensão do subsídio de desemprego até ao final do ano.

Na resposta, o chefe do executivo disse que as medidas deverão ser estendidas ou deverá ser “criada uma nova prestação social que seja desenhada especificamente para esta realidade” covid-19.

“No desenho das medidas, temos de ter a preocupação de distinguir as que tendem a perdurar para lá da pandemia de outras que sejam excecionais e vigorem apenas para este período. Nunca podemos esquecer que há sempre um amanhã”, completou o também secretário-geral do PS.

António Costa explicou que é necessário desenhar “uma medida para aquelas situações excecionais” que a covid-19 introduziu, nomeadamente para as pessoas que “tinham rendimentos relativamente elevados, para serem elegíveis para essas prestações sociais”.

Este apoio vai ser, por isso, destinado aos trabalhadores do setor “da cultura, dos eventos, em setores da atividade turística”, que tiveram de enfrentar “uma situação de absoluta quebra de rendimentos”.

António Costa considerou, no entanto, que “é muito improvável que seja no Orçamento [do Estado] de 2021” que se faça a revisão dos escalões do IRS (Imposto sobre o Rendimento de Pessoas Singulares).

“Seguramente, os orçamentos de 2022 e 2023 são outras oportunidades. É também por isso que insistimos com os nossos parceiros parlamentares que o diálogo não se deve esgotar no Orçamento de 2021. É muito importante que ele se associe ao programa de recuperação económica e social, a novas realidades da legislação do trabalho a exigirem intervenção urgente e que tenham em conta os orçamentos para 2022 e 2023”, referiu o líder do executivo.

À pergunta sobre se é imprescindível fazer a revisão dos escalões do IRS durante esta legislatura — que finda em 2023 -, Costa rejeitou utilizar “palavras que sejam irrevogáveis ou imprescindíveis”, mas reconheceu ser “necessário para o país” que acontecesse.

“Se não fizermos a revisão dos escalões não foi porque deixámos de acreditar que é importante, é porque temos de nos ajustar à realidade. Ninguém tem dúvidas de que o cenário em que estamos a preparar este OE2021 é distinto do anterior e exige que olhemos para este Orçamento também a pensar nos seguintes”, explicitou.

Costa garantiu também que o Governo vai “usar ainda este ano a autorização legislativa” que foi concedida “para a redução do IVA” da eletricidade.

Esta medida “entrará em vigor ainda este ano”, uma vez que a descida do IVA da eletricidade é “transversal a todas as famílias”.

António Costa assumiu igualmente que houve falhas na situação que envolveu o lar em Reguengos de Monsaraz — onde morreram 16 utentes infetados com o novo coronavírus (SARSCoV-2), mas reforçou que a instituição “é de uma fundação privada” e que, “quando foi alertado, o Estado reagiu imediatamente”.

O surto de Reguengos de Monsaraz provocou 162 casos de infeção, a maior parte no lar da FMIVPS (80 utentes e 26 profissionais), mas também 56 pessoas da comunidade, tendo morrido 18 pessoas (16 utentes, uma funcionária do lar e um homem da comunidade).

Costa reiterou que mantém confiança na ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho: “A ministra disse claramente que não desvalorizava o que aconteceu, e mais: a atuação que tivemos demonstrou que não desvalorizámos. Convém não esquecer que em abril tivemos 363 surtos em lares e ontem tínhamos 80. Não acordámos agora por causa do relatório de uma entidade [Ordem dos Médicos] que não tem competência legal para fazer esse estudo.”

PSP deteve 140 pessoas em operação de fiscalização em todo o país

Cento e quarenta pessoas foram detidas, das quais 67 por condução sob efeito do álcool, entre 13 e 19 de agosto durante uma operação de fiscalização em estradas de todo o país, informou hoje a PSP.

Em comunicado, a PSP adianta que durante a operação “Abranda o ritmo, respeita os limites de velocidade” foram fiscalizadas 19 mil viaturas.

Durante a operação, na qual foi dada especial atenção à fiscalização de veículos em excesso de velocidade, foram detidas 140 pessoas, das quais 67 por condução sob o efeito do álcool e 73 por condução sem habilitação legal.

Segundo a PSP, foram também levantados mais de 3.800 autos de contraordenação e apreendidos 27 veículos, 55 títulos de condução e 38 documentos por diversas infrações.

“Foram verificadas 3.092 infrações por excesso de velocidade, 62 infrações por uso do telemóvel durante a condução e foram realizados 1.348 testes de álcool”, adianta a PSP.

No âmbito da ação, que mobilizou mais de mil polícias, foram ainda levantados mais 459 autos de contraordenação por infrações diversas, entre as quais “o desrespeito das regras de prioridade, falta de seguro de inspeção”.

Na operação foi feito o controlo de velocidade a 137 mil viaturas.

A ação decorreu entre 13 e 19 de agosto com várias operações de controlo de velocidade nos principais centros urbanos e nas regiões autónomas.