Póvoa de Varzim: Sete praias interditadas a banhos

Sete praias da frente urbana da Póvoa de Varzim, foram interditadas a banhos, devido a valores microbiológicos acima dos parâmetros de referência.

Em causa estão as praias da Salgueira, Azul, Verde, dos Beijinhos, Lada, Lagoa-II e do Hotel, na parte urbana norte da Póvoa de Varzim, que se manterão interditas a banhos até nova avaliação Agência Portuguesa do Ambiente, que vai continuar a monitorizar a situação.

Festa do Avante: DGS quer mais documentos técnicos sobre o evento

A Direção-Geral da Saúde (DGS) continua a analisar os moldes em que pode ser realizada a Festa do Avante! e aguarda mais documentos técnicos dos promotores comunistas antes de dar o seu parecer final.

Na habitual conferência de imprensa sobre a pandemia de covid-19 em Portugal, a diretora-geral da Saúde, Graças Freitas, afirmou que a DGS “elencou uma série de parâmetros que ainda precisa de conhecer” e aguarda que os promotores os façam chegar à entidade que vai avaliar as condições sanitárias do evento.

“Os trabalhos de preparação são de rigor e minucia e implicam, da parte das várias estruturas envolvidas, uma ampla conversação. A DGS elencou uma série de parâmetros que precisa de conhecer para se poder pronunciar”, explicou Graça Freitas.

A responsável da DGS adiantou que os procedimentos habituais para a organização de um evento ou de vários, é pedir aos promotores para entregarem um plano de contingência, um plano de utilização do espaço, os circuitos, para que sejam analisados e depois aplicadas as normas em vigor na pandemia.

“Pedimos um plano de contingência para o evento e que nos descreva com rigor determinadas características que podem ser muito importantes. É nessa fase que nós estamos, isto é, estamos a pedir aos interlocutores documentos técnicos que nos permitam apreciar de uma forma objetiva como é que está previsto que o evento decorra”.

O PCP já anunciou que vai limitar a entrada na Festa do “Avante!” a um terço da capacidade total, ou seja, para cerca de 33 mil pessoas, em virtude do contexto de pandemia de covid-19.

O espaço de 30 hectares das Quinta da Atalaia e do Cabo da Marinha, na Amora (Seixal), vai assim proporcionar cerca de nove m2 para cada militante ou visitante, entre 04 e 06 de setembro.

Em recente comunicado, os comunistas garantem “toda a responsabilidade” e “condições” para o “usufruto em tranquilidade e segurança”.

Os responsáveis do PCP sublinham a adoção de medidas excecionais como a “disponibilização de materiais de higienização, do adequado funcionamento de espaços de restauração ou de regras de distanciamento físico nas diversas atividades (incluindo a criação de assistentes de plateia)”, além do uso obrigatório de máscaras.

Pais alertam que alunos não podem ficar sozinhos se as escolas fecharem

Os pais alertaram hoje que são precisas soluções que garantam que as crianças não ficarão sozinhas, caso surjam casos positivos de covid-19 nas escolas que obriguem ao confinamento.

A menos de um mês do início das aulas, os pais e encarregados de educação dizem estar preocupados porque faltam informações sobre como irá ser o próximo ano letivo.

O ensino volta a ser presencial, mas cada escola está a tomar medidas concretas de funcionamento. Além disso, há a possibilidade de ser preciso avançar para o ensino misto ou à distância, caso haja uma evolução desfavorável de casos de covid-19 entre a comunidade escolar.

“Na eventualidade de haver confinamento profilático, é preciso conhecer as medidas de apoio às famílias para que os filhos não fiquem abandonados”, alertou o presidente da Confederação Nacional de Associações de Pais (Confap), Jorge Ascenção, em declarações à Lusa.

Já em setembro, com o ensino presencial, algumas escolas optaram por desdobrar as turmas ou fazer horários com turnos de manhã ou durante a tarde.

Estas soluções, que estão a ser pensadas para reduzir as hipóteses de contágio, podem também traduzir-se num problema para as famílias.

As crianças teriam de ficar uma parte do dia sozinhas enquanto a maioria dos encarregados de educação está a trabalhar, alertou Jorge Ascenção.

O presidente da Confap lembrou que é preciso garantir que existem medidas de acompanhamento aos alunos e de apoio às famílias, caso a solução passe por turnos duplos.

“As crianças não podem ficar sozinhas, as famílias não poderão abandonar os seus trabalhos, a maioria trabalha todo o dia, pelo que a solução tem de surgir do coletivo e em parceria com a rede local”, disse.

O líder da Confap destacou ainda a importância de garantir que os alunos de educação especial não serão esquecidos e que as escolas estarão preparadas para continuar a recebe-los mesmo que surjam casos de infeção.

“Têm de ser acauteladas condições para que os alunos continuem a receber os apoios que precisam e a estar com os seus terapeutas. No passado ano letivo, foram todos para casa e foi muito complicado”, lembrou Jorge Ascenção, sublinhando que “telefonar para casa não é a mesma coisa que dar o acompanhamento que realmente precisam”.

Segundo Jorge Ascenção, “o trabalho interrompido durante meses foi bastante prejudicial, até porque significa muitas vezes perder-se anos de aprendizagens”.

Em contacto com vários casos de alunos com necessidades especiais, o presidente da Confap admitiu que muitas “famílias desesperaram”.

Entre as boas noticias, a Confap salienta que as Atividades de Enriquecimento Curricular (AEC) iriam continuar a funcionar com as necessárias medidas adequadas à situação vigente, segundo uma garantia dada aos próprios durante uma reunião realizada na semana passada com responsáveis da Direção Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEstE).

Covid-19: Portugal já garantiu 6,9 milhões de doses de vacinas

Portugal vai receber quase 7 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 do lote de 300 milhões que a União Europeia vai adquirir.

Fonte do Infarmed confirmou à TVI que as primeiras 690 mil vacinas podem chegar ainda este ano, provavelmente em dezembro.

As restantes doses não deve estar disponíveis antes de 2021.

Estas quase sete milhões de doses são suficientes para dois terços da população portuguesa.